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MÃOS À OBRA
Publicado em 05.11.2009

A confirmação de Pernambuco como subsede da Copa do Mundo de 2014 está coroando um horizonte de expansão de obras num Estado onde os grandes empreendimentos, tocados em Suape, já haviam despertado para uma nova fase de desenvolvimento local. Quem faz o mercado imobiliário e aqueles que planejam como se dará o progresso do Grande Recife sabem que o crescimento econômico, aliado às novas demandas por infraestrutura, vai movimentar milhares de toneladas de aço e concreto. O maior fluxo de pessoas gera a necessidade de acessos viários que facilitem a chegada a novos aglomerados populacionais. Um exemplo é a Rodovia PE-15, que facilitou os caminhos para se chegar em Paulista. Novas vias são necessárias para trazer para perto outros municípios que hoje parecem estar longe, como São Lourenço da Mata, que vai abrigar a Cidade da Copa. São desafios importantes para uma metrópole que, apesar do pouco espaço disponível, tem hoje a maior série de projetos de intervenções urbanas desde a década de 1980. Além das questões estruturais, o mercado prepara a entrada em novas fronteiras. Empresas do setor que antes focavam em determinados nichos agora pulam para outras ideias. Os negócios fortalecem o turismo corporativo, abrindo a possibilidade de hotéis voltados para este fim. Na vida privada, as pessoas desejam residenciais com toda estrutura de lazer integrada e as empresas apresentam projetos de resorts urbanos cujas piscinas têm milhares de metros quadrados. No lado oficial, o governo dá uma força com reduções fiscais e com o programa para habitações populares. Os bancos aparecem cada vez mais nos financiamentos imobiliários. Na prática, o bom momento vivido pela economia local sufocou qualquer possibilidade de crise financeira. Que o digam as empresas do mercado imobiliário, que venderam como nunca em 2009. Como se vê, estamos diante de uma nova era de prosperidade. Mãos à obra.

 

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