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Você acha que o câncer de pele deveria ser tratado como um problema de saúde pública no Brasil?

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Gilson
Não, deveria apenas haver mais campanhas de esclarecimentos sobre o assunto.
Mário Henique
Parabenizo o JC pela iniciativa de montar um especial sobre um assunto tão importante e que acomete muitos brasileiros. Sem dúvida, as campanhas preventivas podem fornecer melhores resultados para que a incidência do câncer de pele relacionado a exposição solar possa diminuir. Fiquei um tanto preocupado a respeito da aplicabilidade da terapia fotodinâmica. É importante sempre ter em mente que só o estudo anátomo-patológico é capaz de dar o diagnóstico definitivo de qualquer tipo de lesão e para isso é necessário a retirada cirúrgica da mesma. A terapia fotodinâmica simplesmente destrói todos os indícios histológicos do que existia inicialmente, não permitindo o diagnóstico definitivo. Todos os exames complementares (incluindo a dermatoscopia) são capazes de “sugerir” hipóteses diagnósticas; a confirmação definitiva virá sempre através do estudo da peça cirúrgica. Este estudo além de dizer o tipo histológico, fornece dados fundamentais para o prognóstico do paciente como o status das margens cirúrgicas (se livres ou comprometidas, no último caso é necessário reabordar cirurgicamente o paciente para ampliar as margens já que ainda restam células tumorais no paciente), se existe infiltração perineural (ou seja, se há filetes nervosos comprometidos pelo tumor, o que aumenta as chances de recidiva local, mesmo num tumor completamente ressecado) ou se existe infiltração vascular (aumenta o risco de metástase para linfonodos regionais). A utilização da terapia fotodinâmica faz com que todos estes parâmetros essenciais ao seguimento do paciente sejam perdidos; esta opção terapêutica deve ser vista como muita cautela. É sempre bom lembrar que lesões cuja localização poderá promover algum tipo de seqüela estética ao ser retirada, devem ser manipuladas por um profissional experiente, como os cirurgiões plásticos os quais possuem treinamento específico para isso. Mais uma vez, parabéns ao JC. Mário Henrique Patologista Oncológico (INCA-RJ)
Mário Ferreira
Se é o tipo de câncer de maior incidência no Brasil, o governo deveria dar mais atenção sim! O câncer de mama é muito mais combatido, deve ser porque mata mais. O que poucos entendem é que o governo gastaria menos com prevenção do que com o tratamento. E o câncer de pele, ao contrário de outros canceres, é totalmente prevenivel.
Ana Paula
Sim acho que deveria investir mais reportagems mais publicidade sobre o câncer de pele, pois tem pessoas que não estão nem aí , não se protegem ficam muito exposto ao sol.
Pedro
A princípio acho que sim, mas isso num mundo ideal. E a relalidade é bem diferente do ideal. A saúde pública nesse país já é tão precária e sobrecarregada com o básico que não sei se daria conta de mais essa empreitada. Provavelmente não ia dar certo. Protetor distribuído gratuitamente? Com que dinheiro? A CPMF já caiu...