Geraldo Júlio errou ao viajar ao Rio de Janeiro em meio às chuvas? Responda a enquete do blog
Além das ecoestações, o prefeito Geraldo Julio anunciou, entre as novas medidas para reduzir o impacto dos problemas provocados pelas chuvas, o lançamento, no próximo dia 24, do edital de licitação para execução de serviços em quatro pontos críticos de alagamento localizados nas avenidas Boa Viagem, Recife e Norte e na Rua Santos Araújo, em Afogados.
O projeto prevê a recuperação, implantação ou substituição de redes coletoras e tubulação, implantação de reservatórios destinados à contenção de águas e construção de caixas de passagem.
Após a licitação, as obras devem começar em um prazo de 90 dias.
Outros pontos situados na avenida Domingos Ferreira, ruas Genaro Guimarães e Baltazar Passos; BR 101; ruas Princesa Isabel e José Rufino; ruas 48 e do Espinheiro; e também em outro trecho da avenida Recife serão contemplados com obras, cujas licitações devem ocorrer em até 30 dias.
Para justificar a demora em dar o alerta sobre a forte chuva da sexta-feira, Geraldo insistiu em dizer que não era necessário colocar a população em pânico.
“A previsão meteorológica não é precisa. Se a cada momento a gente mandar que nós recebemos um alerta, nós mandarmos a população ficar em casa, o prejuízo será enorme, porque nem sempre acontece”, explicou.
Com informações do JC Online
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Geraldo Julio encerrou a coletiva dizendo que a viagem feita ao Rio de Janeiro, pela qual ele foi criticado pela oposição, na sexta, era importante e que ele havia embarcado antes da chuva começar. “É um projeto de melhor ocupação do espaço público, onde o Rio de Janeiro apresentou um bom exemplo e, por isso, eu estava lá. Mas o tempo todo monitorando e quando cheguei, no final do noite, me atualizei com as equipes”, justificou.
Com informações do JC online
Ontem à noite, Geraldo Julio fez uma visita à Escola Municipal de Água Fria. No local, a Defesa Civil acomodou cerca de 15 pessoas, principalmente mulheres e crianças, moradoras da Campina do Barreto e que ficaram temporariamente desabrigadas. A maior parte dessas famílias já está cadastrada em projetos habitacionais da Prefeitura, cujas obras estão em fase de execução. Além da acomodação, as famílias abrigadas pela Defesa Civil recebem três refeições diárias e a apoio das assistentes sociais.
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No JC Online
O prefeito Geraldo Julio anunciou, na manhã deste sábado (18), medidas para evitar os transtornos causados pelas chuvas, como a que atingiu o Grande Recife na última sexta-feira (17). A médio prazo, serão construídas sete ecoestações. São terrenos espalhados pelo Recife, que vão receber objetos descartados com até 1 m³, para evitar que eles sejam jogados em canais, rios e galerias. Não serão aceitos sacos de lixo, mas coisas como sofás, TVs, colchões e outros descartes.
Além disso, 12 projetos voltados para a recuperação de áreas que alagam em época de chuva serão licitados até o final de maio. Quatro deles, já na próxima sexta-feira, por serem localizados em corredores protocolares da Fifa para a Copa de 2014 (Avenida Boa Viagem, na frente do Parque Dona Lindu; Avenida Norte, na entrada do bairro de Nova Descoberta; Avenida Recife, na entrada de San Martin; e na Rua Santos Araújo, no bairro de Afogados).
As medidas foram anunciadas durante uma reunião que o prefeito realizou junto aos representantes das secretarias municipais de Saúde, Educação, Mobilidade e Infraestrutura, além da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU), Emlurb e Defesa Civil. “Nós trabalhamos com medidas preventivas nos últimos quatro meses, com limpeza de galerias, podas de árvores e uma equipe continua trabalhando hoje (ontem) e pelo resto da semana”, informou o prefeito.
Para justificar a demora em dar o alerta sobre a forte chuva da sexta-feira, Geraldo insistiu em dizer que não era necessário colocar a população em pânico. “A previsão meteorológica não é precisa. Se a cada momento a gente mandar que nós recebemos um alerta, nós mandarmos a população ficar em casa, o prejuízo será enorme, porque nem sempre acontece”, explicou.
O gestor pediu que, a partir de segunda e durante a temporada de chuvas fortes, a população flexibilize a saída de casa. Além disso, alertou para a necessidade de adotar cuidados preventivos, principalmente, em relação ao lixo.
As sete ecoestações serão construídas até o começo de junho, nos bairros do Ibura e Boa Viagem, na Zona Sul do Recife; Torre, Arruda e Campo Grande, na Zona Norte; e Iputinga e Mangueira, na Zona Oeste.
Em relação ao canais, como o de Guarulhos, em Jardim São Paulo, que transbordou e invadiu casas na última sexta, cujos projetos executivos estão parados desde a gestão passada, a equipe de infraestrutura da prefeitura informou que o projeto PAC Drenagem passa por readequação e que as obras serão retomandas ainda este ano.
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Parceria entre sindicato de auditores cearenses e a Universidade Federal do Ceará–UFC cria programa que melhora a tributação dos municípios e reduz a pobreza e a desigualdade social.
Por Carlos Cardoso Filho
O Sindicato dos Fazendários do Ceará – SINTAF vem apoiando e participando de pesquisas e ações desenvolvidas pelo Laboratório de Estudos da Pobreza – LEP que é ligado ao Centro de Pós-Graduação em Economia (CAEN) da Universidade Federal do Ceará – UFC.
Produto eficiente dessa produtiva parceria é o programa “Qualificação da Gestão Pública Municipal para a Redução da Pobreza e da Desigualdade no Ceará”. O programa é resultado da pesquisa sobre “A Eficiência da Administração Tributária e Redução da Pobreza nos Municípios Cearenses” que provou a existência de relação direta entre: a) a dificuldade de gerar receitas tributárias próprias e a conseqüente dependência financeira dos municípios dos recursos provenientes dos repasses estaduais e federais e b) a dificuldade de implementar políticas públicas de desenvolvimento local e combate às causas da pobreza.
A pesquisa, cujos dados, metodologia e resultados podem ser consultados no sítio eletrônico http://www.sintafce.org.br comprovou, também, que uma tributação municipal eficiente que gere receita própria de modo justo e equilibrado produz efeitos positivos diretos no bem-estar da população, na medida em que há mais condições de alocação de recursos na melhoria de serviços públicos essenciais como educação, saúde e desenvolvimento sustentável.
Como compete aos municípios a arrecadação do Imposto Predial e Territorial Urbano – IPTU, imposto direto que incide economicamente sobre o patrimônio, a tributação municipal pode efetivar o princípio da capacidade contributiva e promover a justiça tributária através de medidas como: aplicação de alíquotas progressivas; estruturação da fiscalização municipal; apoio da tecnologia da informática ao Fisco; correta definição da base de cálculo a partir de uma atualizada e detalhada Planta Genérica de Valores, bem como, existência de um quadro de servidores fazendários bem preparados.
O Sindicato dos Fazendários do Ceará, através da Fundação SINTAF, lançou o programa “Qualificação da Gestão Pública Municipal para a Redução da Pobreza e da Desigualdade no Ceará” que atuará: a) no treinamento de servidores públicos municipais; b) na reformulação da legislação tributária dos municípios; c) na implantação de sistemas de informática e mecanismos de controle como a nota fiscal de serviços eletrônica; d) em cursos de especialização em gestão municipal, em parceria com a Universidade do Parlamento Cearense – UNIPACE e e) em educação fiscal voltada ao público dos ensinos fundamental e médio.
No Estado do Ceará – onde a realidade não difere muito dos demais estados do Nordeste brasileiro – apenas 16% dos municípios foram eficientes na arrecadação dos tributos de sua competência no ano de 2010, conforme indica essa mesma pesquisa. Diante dessa realidade e da resposta científica apontada pelos estudos produto da parceria SINTAF – UFC, o programa que visa a qualificar as administrações tributárias municipais a fim de reduzir a pobreza e a desigualdade social foi lançado nessa quarta-feira (15/05/2013) no prédio do Complexo das Comissões Técnicas da Assembléia Legislativa do Ceará.
No lançamento do programa, dentre vários agentes públicos, professores, representantes de entidades associativas e estudiosos do assunto, encontrava-se o Prefeito Francisco Cláudio Pinto Linho do Município de São Gonçalo do Amarante-CE (Município que experimenta grande crescimento econômico por conta do pólo portuário e siderúrgico de Pecém, pólo que, guardadas as proporções, está para aquele Município cearense como Suape está para o Município do Ipojuca-PE).
A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante demonstrou interesse na pesquisa e será uma das primeiras a se beneficiar com o programa. No final das falas e dos pronunciamentos, em breve conversa com o Prefeito Francisco Cláudio, ouvi dele uma frase que corou aquele dia de alegria e realizações que pude vivenciar em terras cearenses: - “São Gonçalo tem Pecém e isso gera muita riqueza e movimenta muito a economia, mas só uma tributação que arrecade de forma eficiente e justa e que me permita prestar mais e melhores serviços públicos possibilitará a distribuição dessa riqueza com o povo da minha cidade”.
A Federação Nacional dos Auditores Fiscais de Tributos Municipais – FENAFIM, certamente, levará a todo o país mais essa ideia nascida da genética criativa do povo cearense. No Ceará, o conhecimento acadêmico em Economia perpassou os muros do campus universitário e encontrou o conhecimento tributário do Fisco estadual. Dessa parceria que mistura intelectualidade, sensibilidade e solidariedade, surgiram frutos que podem ajudar os municípios a arrecadar mais e melhor e a reduzir a pobreza e a desigualdade social.
O autor é auditor tributário do Fisco Municipal do Ipojuca e presidente da Associação Pernambucana dos Fiscos Municipais - APEFISCO.
A cidade de Goiana, que vai abrir a fábrica da Fiat, está sem água. Vocë acredita? A Compesa informou que os sistemas bombeamento foram paralisados devido a problemas eletricos provocados por falta de energia/chuvas.
Michele Souza/JCImagem
A maioria das pessoas não tem a mínima ideia do que seja ser privada de liberdade.
Quando conheci Berlim, tive uma experiência amarga. Fui visitar o museu do holocausto, como milhares de turistas o fazem. Os arquitetos foram muito inteligentes com a proposta do local. Depois de o turista visitar todo o acervo, ver todas aquelas atrocidades, você é jogado em um labirinto, para encontrar a saída, antes de chegar à praça onde encontra a luz, a liberdade, o ar puro novamente. É uma experiência sufocante, em que, por alguns segundos, você se sente preso, sem saída. Imagina ficar preso sem cometer crime algum... Essa imagem de veio à mente com a história do sequestro que Zé Nivaldo nos relata. Poucos sabem que o publicitário e historiador José Nivaldo Junior foi um dos presos políticos emblemáticos nos duros anos do governo Médici.
Depois do seu depoimento nesta última quinta feira, à Comissão da Verdade, ele concedeu entrevista exclusiva ao Blog de Jamildo.
O que o senhor espera ter acrescentado às investigações com o seu depoimento?
JNJ – Dividi minhas declarações em três tópicos principais, além de responder a perguntas muito oportunas. Iniciei com uma parte conceitual, necessária para corrigir várias distorções sobre a resistência armada ao regime. Em seguida falei sobre o que sofri e o que testemunhei. Para não ficar apenas em palavras, juntei vários documentos com provas de que os agentes da repressão agiam sob ordens superiores, institucionalmente articulados e à margem da própria lei de exceção imposta pela ditadura. Eram, portanto, duplamente foras da lei.
Quem agia articulado?
As polícias militar e civil, os órgãos de repressão setorial das forças armadas, as forças para-militares, as diversas instituições públicas, inclusive a Universidade Federal. Esta tinha um setor que abastecia os órgãos de repressão com informações sobre a atuação dos estudantes. No meu caso, tem uma coisa que chega a ser engraçada: até os meus óculos foram objeto de um informe partido de “colaboradores” da repressão de dentro da Faculdade de Direito, onde eu estudava na época. Tudo isso articulado e sob o comando do IV Exército.
O senhor tem como provar isso?
JNJ – As provas produzidas pela burocracia dos próprios órgãos da repressão são abundantes, basta serem lidas corretamente. No meu caso, além das provas documentais do meu seqüestro e da articulação entre os órgãos de repressão e outras entidades governamentais, anexei o depoimento do meu pai. Ele é o médico, pecuarista e escritor José Nivaldo, hoje com 88 anos.
Homem de direita, defensor do regime militar, não se conformou com o meu seqüestro. Empreendeu uma luta titânica, desafiando a chamada comunidade de informações, para saber onde e como eu estava. Há 10 anos publicou pela editora Bagaço, um livro intitulado “Pesadelo” que narra essa saga. E contém informações fundamentais para desvendar como funcionava a repressão em Pernambuco na época.
Entreguei um exemplar à Comissão e solicitei que seja feita o que os historiadores chamam de crítica interna do documento. Esse trabalho técnico possibilita acolher como provas informações que não foram formuladas como denúncias mas têm um valor histórico inquestionável.
Quais as distorções conceituais que o senhor pretende corrigir?
JNJ – Vou começar com um exemplo. Semana passada, o Coronel Ustra, ex-comandante do DOI/CODI de São Paulo, disse que agiu defendendo a lei e a ordem. Ora, foi exatamente o contrário. Ele seqüestrava, torturava, matava e não estava autorizado para isso nem mesmo pelas leis da própria ditadura. A repressão agia para garantir um regime ilegítimo desde a sua origem. Em 64, a ordem constitucional vigente foi violentada e implantou-se uma ditadura terrorista. Não apenas os atos repressivos, mas todos os atos praticados pelos agentes da ditadura careciam de um mínimo de legitimidade. Assim eles nos acusavam disso, ousam nos acusar até hoje, quando eles é que eram os verdadeiros subversivos, os terroristas, os bandidos.
No seu depoimento o senhor defendeu a luta armada contra o regime militar?
JNJ – Defendi e pretendo defender sempre. Existe uma incompreensão muito grande com relação a este tema. Em primeiro lugar, registre-se que o Golpe de 64, seguido de um manancial de violência, não foi uma reação a ações armadas e sim a um discurso do presidente legítimo do país, João Goulart, propondo reformas estruturantes. Por sua vez, endurecimento do regime, em 68, com o famigerado AI-5 foi desencadeado por um discurso na Câmara, feito pelo deputado Márcio Moreira Alves. Então, não procede a argumentação de o regime endureceu por causa da luta armada.
Depois é preciso considerar que a expressão luta armada não se aplicava apenas a ações de guerrilha urbana ou rural. Qualquer ação de livre manifestação do pensamento, fora dos estreitos limites da oposição autorizada, só podia ser feita com proteção armada. Distribuição de panfletos, pichação de palavras de ordem, comícios relâmpago contra a ditadura ou o imperialismo eram ações onde se utilizava armas para a defesa dos manifestantes, pois corria-se o risco de prisão ou morte. Quem participou sabe.
Além disso, a luta armada é uma forma legítima de reação contra regimes ditatoriais, aceitas no mundo ocidental pelo menos desde Locke, um dos estruturadores do pensamento liberal. Atribuir às ações armadas o endurecimento do regime militar é o mesmo que atribuir à Resistência as atrocidades cometidas pelos nazistas na França. Ou aos Vietcongs os massacres perpetrados pelos Estados Unidos no Vietnã.
No caso do Brasil, cumpriu um papel essencial no aprofundamento das contradições do regime militar e muito contribuiu para o desgaste da ditadura.
Por que o senhor disse que foi seqüestrado e não preso?
JNJ – Porque foi o que se passou. No dia 29 de agosto de 73 eu estava em casa, na companhia do professor Biu Vicente, quando fomos ambos seqüestrados, levados para o DOI/CODI. No dia 5 de outubro, fui apresentado ao DOPS e preso oficialmente. Biu Vicente, nem chegou a ser preso oficial, foi solto de lá mesmo.
Entreguei à comissão documentos do próprio DOPS que provam essa situação ilegal. Nesse período de mais de um mês, permaneci, juntamente com dezenas de outras pessoas, em cativeiro implantado no interior da sede do IV Exército. Sendo torturado, manipulado e podendo ser morto, como aconteceu com tantos. Inclusive com Manoel Lisboa, cuja farsa montada para justificar sua morte espero ter contribuído para desmoralizar de vez.
Como assim?
JNJ – Entre as situações mais dramáticas que presenciei cito as de Bartolomeu (um companheiro cujo sobrenome não lembro e cujo caso especialmente doloroso esqueci de citar à Comissão), Juarez José Gomes, Leonardo Cavalcanti, Dionary Sarmento e Manoel Lisboa. Vi muita gente sofrida em conseqüência das torturas, mas esses casos são especialmente dramáticos. Quanto a Manoel Lisboa, sua situação física era tão chocante, tão aterradora, tão indescritível, que durante muito tempo eu não queria admitir para mim mesmo que tinha presenciado aquilo. De um lado, o heroísmo de que é capaz um ser humano em defesa dos seus ideais. De outro, a maldade sem limites que os algozes da ditadura eram capazes de produzir friamente.
Como o senhor sabe que o tiroteio em que Manoel Lisboa teria morrido foi uma farsa?
JNJ – No início de setembro, quando o avistei no DOI/CODI em estado terminal, ele não tinha a menor condição de ficar em pé, de se locomover, de usar as mãos. Estava destroçado e, me custa dizer isso, apodrecido. Imagine uma pessoa nessas condições, em cativeiro, nu, com as vísceras à mostra, pés e mãos em carne viva, ir para São Paulo trocar tiros com a polícia... Outras pessoas testemunharam esse quadro dantesco e já registraram isso em diversas ocasiões.
Manoel foi assassinado cruelmente no interior da sede do IV Exército, ali ao lado da Faculdade de Direito do Recife. E muitos dos torturadores se jactavam disso para infundir medo aos demais sequestrados.
O senhor tem provas do envolvimento direto do comando do IV Exército nessas operações clandestinas?
JNJ - Inúmeras. Por exemplo: uma carta que escrevi ao meu pai no DOI/CODI foi entregue a ele na segunda seção do IV Exército, onde também lhe apresentaram material apreendido nos chamados aparelhos (residências de militantes clandestinos) do PCR. E o que é pior: por duas vezes eu fui levado até lá para meu pai e minha mãe constatarem que eu estava vivo. Na segunda vez, estava presente minha mulher na época, Fátima Souza.
Depois de ser visto e de uma breve troca de abraços e palavras, voltei para o cativeiro. Os militares conseguiram provar que eu estava vivo, mas o meu estado deplorável deixou uma péssima impressão acerca do tratamento que eu estava recebendo. Meu pai registra isso no livro.
O senhor falou da morte de Manoel Lisboa. E os demais 4 mortos do PCR?
JNJ – Não tenho condições de acrescentar nada ao que se sabe, pois não mantinha contato com eles. Eu não era militante do PCR, não conhecia detalhes internos da organização. Eu era do movimento estudantil. Era um amigo, um aliado, que contribuía financeiramente e participava de ações de propaganda contra o regime militar.
E o caso do personagem que o senhor chamou de Mané Tatu?
JNJ – Lembrei durante o depoimento, em decorrência de uma pergunta formulada pela professora Socorro Ferraz. Entre seqüestrado e preso oficialmente, eu estive detido em pelo menos 6 locais diferentes ao longo de quase dois anos. No período em que fiquei no quartel da Polícia do Exército, em Olinda, existia lá um prisioneiro, um camponês do interior remoto do Maranhão, de nome Manoel.
Como tentou fugir cavando um buraco na parede da cela, era chamado de Mané Tatu, e esse foi o nome que gravei. Uma noite, chegou uma equipe com jeito de DOI/CODI, mandaram que ele se aprontasse e o levaram. Na saída disseram algo como: “Chegou tua hora filho da puta, tu vai virar comida de tubarão”. Ontem, durante o depoimento, alguém falou que ele foi morto por Sérgio Fleury. Que, aliás, freqüentava o DOI/CODI de Pernambuco quando eu estava lá e fazia questão de se exibir e ser reconhecido pelos seqüestrados.
Na Folha de São Paulo
O Ministério Público do Ceará pediu ontem o apoio de pastores evangélicos para rejeitar a Proposta de Emenda Constitucional 37, que tira dos ministérios públicos o poder de conduzir investigações criminais.
Em seus discursos aos pastores --das igrejas Batista, Presbiteriana e Assembleia de Deus, entre outras--, os promotores agradeceram a Deus, defenderam a "família" e criticaram a mobilização por direitos dos homossexuais.
"Temos o prazer de acolher pessoas de Deus para nos ajudar em uma luta da nossa sociedade", disse a promotora Iertes Pinheiro.
O presidente da Associação Cearense do Ministério Público, Plácido Rios, criticou as iniciativas que fazem com que "homossexuais tenham posição de destaque": "O que somos contra, porque devemos preservar a igualdade entre as classes", disse Rios, citando a luta da bancada evangélica "pela decência da sociedade brasileira".
"Vamos falar com todos nossos pastores no sentido de estarmos juntos para que esta PEC 37 caia na Câmara", disse o pastor Osíres Pessoa.
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Possivelmente tentando contrapor sua imagem à imagem ausente do socialista de Geraldo Júlio, a assessoria do prefeito bombardeou a ideia de que a noite desta sexta-feira (17/05) foi de muito trabalho para o Prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Elias Gomes.
O gestor, juntamente a equipe de governo, acompanhou as ações de limpeza nas ruas que foram atingidas por alagamentos no bairro de Cavaleiro. Jaboatão foi o municipio da Região Metropolitana do Recife (RMR) que concentrou o maior volume de chuvas no dia de hoje.
De acordo com o boletim pluviométrico divulgado pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), órgão vinculado ao Governo Estadual, a cidade chegou ao índice de 139 mm, o equivalente a 40% das precipitações previstas para o mês de maio.
Em conversa com os moradores e comerciantes da localidade, Elias garantiu que o Executivo Municipal irá trabalhar 24 horas por dia para garantir a população que os efeitos das fortes chuvas que caíram na cidade sejam minimizados.
“Estamos intensificando as ações. A Defesa Civil e toda equipe da Prefeitura estarão de prontidão durante todo o final de semana para atender as demandas da população”, afirmou o gestor, ressaltando os investimentos que estão sendo realizados nas áreas de morro, onde R$ 10 milhões já foram investidos, outros R$ 7,5 milhões em obras de contenção de encosta estão em execução e mais R$ 30 milhões de recursos estão em fase de licitação.
Paralelo as atividades de monitoramento nas áreas de risco de Jaboatão, a Prefeitura está arrecadando donativos e roupas para serem distribuídos entre as pessoas atingidas pelas chuvas. A doação poderá ser realizada em todas as Regionais Administrativas da cidade.
Em encontro realizado na tarde de ontem com secretários municipais, o Prefeito Elias Gomes recomendou aos auxiliares que não viagem e nem desliguem o celular neste final de semana, pois todos estarão de sobreaviso para auxiliar a equipe da Defesa Civil em caso de emergência. Neste sábado (18/05), ás 10h, na sede do Governo Municipal, em Prazeres, o gestor reunirá novamente sua equipe para fazer uma nova avaliação sobre o impacto das chuvas no município.
Governo quer evitar que processo seja contestado, afirma Carvalho
Na Folha de São Paulo
O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) disse ontem que irá ao Senado para falar sobre a acusação de que teria tentado impedir a realização de sindicância instalada pelo governo para investigar a atuação de Rosemary Noronha, ex-chefe do escritório da Presidência em São Paulo.
A data de sua ida ao Senado ainda não foi marcada.
Indiciada por formação de quadrilha, ela foi exonerada do cargo em dezembro. Mesmo assim, o governo abriu uma comissão de sindicância para investigar sua conduta.
O ministro foi convidado, na última terça-feira, por senadores da Comissão de Meio Ambiente para falar do caso. O requerimento --de autoria do líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP)-- pede que Carvalho preste esclarecimentos sobre a "investigação paralela" conduzida pela Secretaria-Geral sobre a atuação de Rosemary.
"Acho absolutamente natural que o Senado faça esse convite e vislumbro, enxergo nesse convite uma forma para mim absolutamente tranquila e muito positiva de esclarecer informações que uma matéria irresponsável de uma revista que, por falta de pesquisa e cuidado na apuração, não detectou a verdadeira natureza da atuação da Secretaria-Geral no episódio", afirmou Carvalho.
Segundo o ministro, a Secretaria de Controle Interno da Presidência cumpriu seu papel de correição para "que o processo instalado corretamente na Casa Civil fosse feito de modo a não oferecer alternativas para que depois seja contestado na Justiça".
De acordo com ele, há uma percepção falsa de que há mais corrupção nos governos do PT: "O que acontece agora é que todo ato de corrupção doa a quem doer seja quem for é investigado até o fim, e é nessa perspectiva que eu vou ao Senado com muita tranquilidade".


Antes da reunião deste sábado, para avaliação das chuvas com as secretarias de Saúde, Educação, Mobilidade, Desenvolvimento Social e Infraestrutura, secretaria-executiva de Defesa Civil, CTTU e Emlurb, o prefeito Geraldo Júlio foi colocar o pé na lama, nesta sexta-feira, logo depois de ter chegado do Rio de Janeiro.
É o ritual do poder, em uma possível tentativa de tentar aplacar a críticas de ausência no momento mais difícil.
O prefeito Geraldo Júlio visitou algumas famílias desabrigadas e o andamento dos trabalhos de limpeza das galerias e canaletas. As imagens foram postadas pelo secretário de Imprensa, Carlos Percol, no twitter, além da própria rede social da PCR.
Aécio Neves: ‘O PT se contenta com a administração da pobreza’
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou que o partido apresentará ao Brasil uma agenda de desenvolvimento para os próximos 20 anos. Entre os principais pontos do projeto tucano, ressaltou o parlamentar, estão a defesa da aplicação de 10% do Orçamento em educação, a rediscussão dos projetos sociais e a defesa dos valores democráticos.
Aécio concedeu entrevista ao jornal O Globo sobre o tema.
“Vamos fazer uma campanha de valores, mostrando, a partir de nossas experiências, que nós, quando governamos, fazemos melhor. Mostrar que os acertos do PT foram sempre aqueles em que ele se apropriou das ideias do PSDB: programas de transferência de renda, pilares macroeconômicos, concessões de petróleo e gás e, agora, a modernização dos portos, com o objetivo correto pela via equivocada. Resumo da ópera, quando o PT tucana, ele vai bem; quando o PT sucumbe ao seu viés autoritário, o Brasil vai mal”, disse Aécio.
Leia AQUI a entrevista de Aécio Neves ao jornal O Globo.
Na Folha de São Paulo
O presidente nacional do PT, deputado Rui Falcão (SP), afirmou nesta sexta-feira (17) que vê no PSB um movimento de crescente insatisfação com a possibilidade de o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, romper a aliança entre os dois partidos para concorrer à Presidência da República em 2014.
Para Falcão, o PSB cresceu nos últimos anos, chegando a seis governadores de Estado, justamente por estar aliado ao PT, o que poderia ser posto em risco com o fim da parceria.
Ele citou os casos do Distrito Federal, onde 40 militantes do PSB se filiaram ao PT essa semana e declarações dadas por integrantes da cúpula do partido, casos dos governadores Renato Casagrande (ES), Cid Gomes (CE) e do prefeito de Duque de Caxias, Alexandre Cardoso.
"Parece que há quem prefira continuar apoiando o governo e a reeleição da presidente Dilma [ROUSSEFF]. Esse crescimento [DO PSB]deles se deu no contexto dessa aliança."
Para Rui Falcão, Campos ainda não fez um movimento efetivo de rompimento que justifique uma saída do PSB de postos do governo federal.
"Ele tem feito críticas, em público e privado, mas até hoje não disse que é candidato. Não há motivo para precipitação".
O presidente petista participa de um ato comemorativo aos 33 anos do partido, em São Paulo.
Falta de estrutura das escolas é entrave para a aplicação da Lei do Piso no Recife
Justiça Federal libera construção do projeto imobiliário Novo Recife
Manuela Dantas escreve coluna de acessibilidade no Blog de Jamildo. Para ler o último artigo, clique aqui