Blog de Jamildo

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Racha no Governo

Pivô do afastamento de João Paulo, FBC diz que declarações de Jarbas são 'grosseiras'

POSTADO ÀS 16:23 EM 27 DE Novembro DE 2009

Prestigiado por empresários, deputados e vereadores, o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, presidente do Porto de Suape e presidente do Santa Cruz, Fernando Bezerra Coelho recebeu nesta sexta-feira (27) o título de cidadão recifense. Na ocasião, ele comentou as críticas do senador Jarbas Vasconcelos pelo tratamento recebido pelo ex-secretário e ex-prefeito João Paulo, quando tornou público seu pedido de exoneração junto ao Governo.

Mais informações em instantes.

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Moratória

Henrique Meirelles diz que caso de Dubai não deve preocupar Brasil

POSTADO ÀS 16:10 EM 27 DE Novembro DE 2009

Da Agência Brasil

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, afirmou hoje (27) que a moratória anunciada pelo governo de Dubai para pagamento de dívidas do fundo de investimentos Dubai World não deve preocupar o governo e os bancos brasileiros. Para Meirelles, o evento é um alerta contra o “excesso de euforia”.

“O problema do excesso de euforia é quando se acha que não tem mais problema nenhum no mundo inteiro e o primeiro problema mais importante gera o efeito contrário”, disse Meirelles.

Para ele, problemas como esse de Dubai ainda podem ocorrer em todo o mundo, mas não são tão preocupantes, nem devem gerar colapso no sistema financeiro global porque os bancos internacionais estão tomando providências para enfrentar situações como essas.

“O ambiente hoje é de cuidado, preocupação. Alguns bancos devem perder recursos nessa instituição [Dubai World], mas não é algo que possa lembrar episódios passados”, disse.

No Brasil, entretanto, afirmou Meirelles, os efeitos deverão ser pequenos porque o país não está “exposto a esse fundo ou a esse tipo de problema”. Ele acrescentou que o país está, além disso, “preparado para enfrentar oscilações de humor” do mercado internacional. “O Brasil está com todo o arsenal de medidas de combate à crise em ordem, pronto, preparado”, completou.

De acordo com Meirelles, o Banco Central acertou em sua política de continuar acumulando reservas. “Esse episódio do fundo de Dubai mostra o acerto de políticas do BC de continuar acumulando reservas, mostrando que há incertezas à frente no mercado internacional. E o fato de termos reservas é sinal de maior força e confiança na economia brasileira”, concluiu.

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Saúde

Depois de mal-estar, José Sarney descansa em casa

POSTADO ÀS 15:40 EM 27 DE Novembro DE 2009

Da Agência Estado

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), permanece em sua casa, em Brasília, descansando. O parlamentar passou mal, na última quinta-feira, 26, no Senado, onde foi medicado e ficou em observação.

Segundo boletim médico, ele teve uma crise de gastroenterite. O peemedebista recebe ainda pela manhã desta sexta-feira, 27, a visita do médico, e não há previsão de viagem para São Paulo para se submeter a novos exames, informou sua assessoria.

Ainda ontem, a presidência do Senado chegou a pedir à Força Aérea Brasileira (FAB) que mantivesse um avião de plantão para o caso de Sarney precisar ser transferido para outro hospital fora de Brasília. No entanto, logo em seguida, o avião foi dispensado, porque o diagnóstico mostrou não ser necessária a sua remoção.

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Resposta

Lula diz que acusações do colunista são 'loucura'

POSTADO ÀS 15:00 EM 27 DE Novembro DE 2009

Do site Terra:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como "loucura" o episódio narrado em um artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo segundo o qual ele próprio, quando esteve preso em 1980, teria tentado estuprar um colega de cela.

Lula, que tomou conhecimento na manhã desta quinta-feira das declarações do autor do artigo, César Benjamin, está, conforme explicou seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho, "triste, abatido e sem entender" o motivo do ataque.

"Isso é uma coisa de psicopata. Para nós é uma coisa que só pode ser explicada pela psicopatia. O presidente está triste e falou que isso é uma loucura", disse Carvalho, ressaltando que não existe intenção de processar Benjamin, que foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT).

"Não vamos dar a mínima importância (ao episódio). Vamos nos sujar se fizermos isso. Quando a coisa é séria a gente reage. Quando não é (ignoramos)", disse.

O artigo de Benjamin, que militou no movimento estudantil, afirma que Lula disse ter tentado "subjugar" um colega de cela quando ficou preso por cerca de um mês. O texto narra uma conversa que o autor diz ter tido com o então candidato à Presidência da República, em 1994.

Benjamin afirma que Lula perguntou quanto tempo teria ficado preso durante a ditadura militar. Surpreendido com a resposta de que o autor passou "alguns anos na prisão", o presidente teria dito: "Eu não aguentaria. Não vivo sem buceta".

Segundo o artigo, a vítima era conhecida por "menino do MEP", em referência a uma extinta organização de esquerda. Benjamin afirma que Lula teria ficado surpreso com a resistência do menino, "que frustrara a investida com cotoveladas e socos". Segundo o autor do artigo, estavam na mesa da conversa o publicitário Paulo de Tarso e o segurança de Lula.

De acordo com Gilberto Carvalho, ele próprio conversou com o empresário Paulo de Tarso, que negou a veracidade do episódio. "Falei com o Paulo de Tarso, e ele disse que não dá pra entender o que deu na cabeça desse menino (César Benjamin)".

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Acusação

Colunista da Folha de S.Paulo diz que Lula tentou estuprar colega de cela enquanto esteve preso

POSTADO ÀS 14:51 EM 27 DE Novembro DE 2009

Na Folha de S.Paulo desta sexta-feira:

CÉSAR BENJAMIN
ESPECIAL PARA A FOLHA

Veja o trecho polêmico do artigo:

São Paulo, 1994. Eu estava na casa que servia para a produção dos programas de televisão da campanha de Lula. Com o Plano Real, Fernando Henrique passara à frente, dificultando e confundindo a nossa campanha.

Nesse contexto, deixei trabalho e família no Rio e me instalei na produtora de TV, dormindo em um sofá, para tentar ajudar. Lá pelas tantas, recebi um presente de grego: um grupo de apoiadores trouxe dos Estados Unidos um renomado marqueteiro, cujo nome esqueci. Lula gravava os programas, mais ou menos, duas vezes por semana, de modo que convivi com o americano durante alguns dias sem que ele houvesse ainda visto o candidato.

Dizia-me da importância do primeiro encontro, em que tentaria formatar a psicologia de Lula, saber o que lhe passava na alma, quem era ele, conhecer suas opiniões sobre o Brasil e o momento da campanha, para então propor uma estratégia. Para mim, nada disso fazia sentido, mas eu não queria tratá-lo mal. O primeiro encontro foi no refeitório, durante um almoço.

Na mesa, estávamos eu, o americano ao meu lado, Lula e o publicitário Paulo de Tarso em frente e, nas cabeceiras, Espinoza (segurança de Lula) e outro publicitário brasileiro que trabalhava conosco, cujo nome também esqueci. Lula puxou conversa: "Você esteve preso, não é Cesinha?" "Estive." "Quanto tempo?" "Alguns anos...", desconversei (raramente falo nesse assunto). Lula continuou: "Eu não aguentaria. Não vivo sem boceta".

Para comprovar essa afirmação, passou a narrar com fluência como havia tentado subjugar outro preso nos 30 dias em que ficara detido. Chamava-o de "menino do MEP", em referência a uma organização de esquerda que já deixou de existir. Ficara surpreso com a resistência do "menino", que frustrara a investida com cotoveladas e socos.

Foi um dos momentos mais kafkianos que vivi. Enquanto ouvia a narrativa do nosso candidato, eu relembrava as vezes em que poderia ter sido, digamos assim, o "menino do MEP" nas mãos de criminosos comuns considerados perigosos, condenados a penas longas, que, não obstante essas condições, sempre me respeitaram.

O marqueteiro americano me cutucava, impaciente, para que eu traduzisse o que Lula falava, dada a importância do primeiro encontro. Eu não sabia o que fazer. Não podia lhe dizer o que estava ouvindo. Depois do almoço, desconversei: Lula só havia dito generalidades sem importância. O americano achou que eu estava boicotando o seu trabalho. Ficou bravo e, felizmente, desapareceu.

Leia o texto na íntegra (para assinantes)

Descrição da Folha: César Benjamin, 55 anos, militou no movimento estudantil secundarista em 1968 e passou para a clandestinidade depois da decretação do Ato Institucional nº 5, em 13 de dezembro desse ano, juntando-se à resistência armada ao regime militar. Foi preso em meados de 1971, com 17 anos, e expulso do país no final de 1976. Retornou em 1978. Ajudou a fundar o PT, do qual se desfiliou em 1995. Em 2006 foi candidato a vice-presidente na chapa liderada pela senadora Heloísa Helena, do PSOL, do qual também se desfiliou. Trabalhou na Fundação Getulio Vargas, na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, na Prefeitura do Rio de Janeiro e na Editora Nova Fronteira. É editor da Editora Contraponto e colunista da Folha.

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Caixa de Pandora

PF vasculha anexo da residência oficial do governador do DF

POSTADO ÀS 14:38 EM 27 DE Novembro DE 2009

Da Folha Online

A operação Caixa de Pandora deflagrada nesta sexta-feira pela Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na residência oficial do governador do DF, José Roberto Arruda (DEM) --o governador não mora lá.

A ação ocorreu por volta das 7h e envolveu apenas um gabinete no anexo da casa oficial. Documentos teriam sido apreendidos no local.

O escritório do anexo costuma ser utilizado pelo chefe de gabinete do governador, Fábio Simão. As buscas também atingiram as casas e gabinetes de deputados distritais da base governista e de secretários de Arruda. Ao todo, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão. Leia mais.

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Turismo sob suspeita

Oposição diz que Sílvio Costa Filho mente ao justificar contratos da Empetur

POSTADO ÀS 12:48 EM 27 DE Novembro DE 2009

Os deputados da oposição foram buscar na lei de licitação (8666/98) argumentos para rebater a Secretaria de Turismo no caso dos supostos contratos superfaturados em festas do interior do Estado. A deputada Terezinha Nunes (PSDB) fez duras críticas à defesa do Governo, tomando por base a lei de licitação.

A Secretaria de Turismo, através do secretário Sílvio Costa Filho, divulgou nota em que alega que o cachê das bandas cachê inclui gastos com logística - a exemplo de palco, som, iluminação, banheiros químicos, camarim e estrutura física e de buffet, aluguel de geradores, impostos, taxa de administração da produtora, etc. Daí o valor elevado dos contratos.

O cantor Silvério Pessoa, pela contas da Empetur, teria recebido R$ 76 mil por uma apresentação em Paulista, no Grande Recife, quando o artista afirmou que cobra entre R$ 12 mil e R$ 15 mil por show.

Com base na lei de licitação, no entanto, a justificativa do Governo incorre em erro, garante a oposição. A deputada Terezinha Nunes insiste que a Empetur não pode contratar serviços de infraestrutura - de palco, som, iluminação, banheiros químicos, camarim, etc - sem que seja realizada uma licitação.

"O secretário está faltando com a verdade, enganando a população e o próprio Governo em justificar os gastos dessa forma", atacou. A única possibilidade que, por lei, a Secretaria de Turismo poderia contratar os serviços de infraestrutura sem licitação, seria se valor do contrato fosse até 10%  do cachê do artista, afirmou a deputada.

Terezinha esclareceu ainda que o cachê pode ser negociado sem licitação, porém, os demais serviços precisam passar por edital público.

Com informações do repórter Manoel Medeiros Neto, de Política / JC


Em nota, Sílvio Costa Filho explica prestação de contas e diz que oposição o persegue

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Resposta

ANJ e Fenaj rebatem declaração de ministro da Cultura

POSTADO ÀS 12:20 EM 27 DE Novembro DE 2009

Da Agência Estado

Associações que representam jornais e jornalistas reagiram à declaração do ministro da Cultura, Juca Ferreira, segundo a qual "os jornalistas são pagos para mentir". O diretor executivo da Associação Nacional dos Jornais (ANJ), Ricardo Pedreira, rebateu: "Repórteres são remunerados para apurar e investigar notícias, em busca de informações, a serviço da sociedade. Nos surpreende a declaração de uma autoridade que está à frente da pasta da Cultura."

Por sua vez, o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murillo, se declarou indignado e exigiu que o ministro pedisse desculpas aos jornalistas e à imprensa enquanto instituição. "Acredito que a frase, absolutamente infeliz, é fruto de um momento de tensão, mas ofende a toda uma categoria. Acho que uma retratação do ministro colocaria a questão na dimensão que ela realmente tem", comentou.

A polêmica declaração de Ferreira foi feita na quarta-feira no Rio de Janeiro, quando ele participava do lançamento do novo formato do programa de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) à cultura.

Questionado pelos jornalistas por que o ministério publicou um folder com os nomes de mais de 300 deputados que, supostamente, defendem a cultura, Ferreira atribuiu a reação da oposição à ministra Dilma Rousseff, pré-candidata do PT ao Planalto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Ministro da Cultura diz que jornalistas são pagos para mentir


 

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Caixa de Pandora

Após cinco horas de buscas, PF apreende documentos na Câmara do DF

POSTADO ÀS 11:40 EM 27 DE Novembro DE 2009

Da Folha Online

Após cinco horas de busca e apreensão na Câmara Legislativa do Distrito Federal, a Polícia Federal apreendeu um malote com documentos na Casa Legislativa.

A PF cumpre nesta sexta-feira mandados na Câmara, mas não há detalhes da operação, batizada de Caixa de Pandora, porque ela corre sob segredo de Justiça. A Polícia Federal informou, no entanto, que não há mandados de prisão.

Informações iniciais indicam que a polícia investiga o suposto crime de fraude em licitações. As investigações teriam sido iniciadas pela Polícia Civil e, posteriormente, repassadas à Polícia Federal.

Os mandados de busca e apreensão foram determinados pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça).

A Folha Online apurou que as buscas ocorreram nos gabinetes do presidente da Casa, Leonardo Prudente (DEM), da líder do governo, Eurides Britto (PMDB), e do presidente da CCJ, Rogério Ulysses (PSB).

As buscam teriam ocorrido também na residência do secretário-chefe da Casa Civil, José Geraldo Maciel, do secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, do assessor de imprensa do governo do DF, Omézio Pontes, do novo chefe de gabinete da Governadoria, Fábio Simão, do secretário de Educação, José Luiz Valente, e do suplente Pedro do Ovo (PRP).

Agentes da PF teriam passado ainda na Residência Oficial de Águas Claras. A reportagem apurou que o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), convocou uma reunião de emergência na residência oficial após a saída da PF.

A assessoria da presidência da Câmara informou que não irá comentar a operação, mas que Leonardo Prudente autorizou que a PF entrasse no gabinete da presidência, além de seu gabinete pessoal.

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Insegurança

Hackers invadiram 1.195 páginas governamentais neste ano, diz site

POSTADO ÀS 11:29 EM 27 DE Novembro DE 2009

Do G1

Sites governamentais brasileiros (com terminações "gov.br") sofreram neste ano 1.195 ataques de pichação, segundo levantamento do site especializado em segurança  Zone-h . Isso dá uma média de 3,6 invasões por dia ou cerca de 25 por semana.

A maioria das pichações ou “defaces” (alterações de páginas) no Brasil é a sites de prefeituras. Mas inúmeros sites de governos estaduais e federal também foram alvo.

Por exemplo, apenas neste semestre, estão registrados pichações no Senado Federal, no Ministério da Defesa, Cultura, Educação e Meio Ambiente, em Itaipu, no Tribunal de Justiça de Tocantins, Tribunal Regional do Trabalho de Pernambuco, nos governos de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraíba e Amapá, no Instituto Adolfo Lutz e na Prefeitura de Fortaleza. Leia mais.

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Crítica

Ministro da Cultura diz que jornalistas são pagos para mentir

POSTADO ÀS 11:26 EM 27 DE Novembro DE 2009

Da Agência Estado

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, atacou a imprensa, dizendo que os jornalistas "são pagos para mentir". A reação ocorreu durante o anúncio do Programa BNDES para o Desenvolvimento da Economia da Cultura (Procult), pelo qual será destinado R$ 1 bilhão para projetos culturais até 2012.

Os representantes do setor que foram à sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na manhã de quarta-feira prestigiar a iniciativa se depararam com outra discussão: a impressão, pelo Ministério da Cultura, de um panfleto dirigido a eleitores, com uma lista de mais de 300 parlamentares que votam favoravelmente às iniciativas da pasta.

Logo depois do anúncio, feito pelo diretor de Inclusão Social e Crédito do BNDES, Elvio Gaspar, o ministro foi questionado sobre o folheto, mas respondeu que preferia falar sobre o Procult. Quando os repórteres insistiram, Ferreira, que no dia anterior havia negado que o panfleto houvesse sido impresso pelo ministério, esclareceu que se trata de uma lista com nomes de vários partidos, e não só da base aliada. A listagem tem deputados de todo o País, de partidos como PT, PSDB, PP, PV, PMDB, DEM e PDT.

Irritado com as perguntas, o ministro disse que foi desrespeitado pela imprensa na cobertura do caso do panfleto, ressaltando que sua reação foi normal. "Meu pinto, meu coração, meu estômago e meu cérebro é uma linha só. Não sou um cara fragmentado, entendeu? Fui desrespeitado pela imprensa, que reverberou sem investigar, e por dois ou três parlamentares. É um trabalho suprapartidário. Não trabalho com esse critério, a cultura é muito mais ampla do que a política."

Ontem, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) declarou ser "inaceitável" a forma como o ministro falou da imprensa e de parlamentares, reclamando dos termos "chulos". A reportagem procurou o ministro da Cultura, mas sua assessoria informou que, por causa de compromissos assumidos em Ilhéus (BA), na abertura da 3ª Conferência Nacional de Cultura, ele não poderia falar com a imprensa no dia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Internet

Jungmann quer prestação de contas do fundo partidário em tempo real

POSTADO ÀS 10:52 EM 27 DE Novembro DE 2009

O deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE) apresentou na Câmara dos Deputados o PL-6084/09, que altera a Lei Orgânica dos partidos políticos e determina a publicação eletrônica e em tempo real, via internet, das despesas realizadas com recursos oriundos do fundo partidário.

"Os partidos políticos já prestam contas à Justiça Eleitoral, é verdade. Porém, se os recursos do fundo partidário são em grande parte públicos, é imprescindível que se exija uma prestação de contas ampla, e que esta seja disponibilizada em tempo real e em meio eletrônico para sociedade brasileira", explicou Jungmann.

O deputado afirmou que, de acordo com dados do TSE, o montante de recursos do fundo partidário em 2008 somou cerca de R$ 190 milhões de reais. Para 2009, a previsão é que esse valor ultrapasse os R$ 200 milhões.

"A transparência é corolário da democracia. A Constituição Federal, em diversos dispositivos, realça a necessidade de os poderes públicos conferirem visibilidade às suas atividades, especialmente à destinação dada ao dinheiro público", disse.

Para Jungmann, o seu projeto não exige dos partidos "nada além do que se cobra de todos que lidam com recursos públicos".  "A democracia tem nos partidos sua base de sustentação, por isso é extremanente necessário que se confira mais transparência e visibilidade aos gastos do nosso fundo partidário", defendeu.

O projeto está sendo analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.

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Minas

Padre diz que presidente da CNBB vetou críticas a Aécio

POSTADO ÀS 10:50 EM 27 DE Novembro DE 2009

Da Agência Folha

O presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e arcebispo de Mariana (MG), dom Geraldo Lyrio Rocha, foi acusado de censurar exemplares da edição de setembro do jornal da arquidiocese de Mariana. O editorial da publicação trazia ataques a políticos, em especial ao governador Aécio Neves (PSDB).

O ex-diretor do "Jornal Pastoral" padre José Geraldo de Oliveira, que avalizou o editorial, foi removido do cargo por dom Geraldo em 19 de outubro --segundo o padre, por causa do episódio. Oliveira afirma que o arcebispo determinou o recolhimento de exemplares do jornal que ainda não tinham sido entregues aos assinantes.

No site da arquidiocese, a página 2 da edição de setembro, na qual o editorial foi publicado, não está disponível. A versão impressa tem tiragem em torno de 2.000 exemplares mensais e é distribuído para 70 municípios mineiros.

O texto, intitulado "Do toma lá dá cá ao Projeto Popular", não é assinado, mas foi escrito pelo padre Antônio Claret, ligado ao MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens). Ele diz que o texto foi solicitado pelo padre José Geraldo. Leia mais.

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Imbiribeira

João da Costa inaugura paralela da Mascarenhas de Moraes

POSTADO ÀS 10:34 EM 27 DE Novembro DE 2009

O prefeito do Recife, João da Costa, entrega, neste sábado (28), o prolongamento da rua Arquiteto Luiz Nunes, no bairro da Imbiribeira. A inauguração da via ocorre às 9h30, na esquina das ruas Arquiteto Luiz Nunes e Itália, com a presença do secretário de Controle, Desenvolvimento Urbano e Obras, Amir Schvartz, e do presidente da URB-Recife, Jorge Carrero.

O investimento, de R$ 5,9 milhões, disponibiliza uma nova via de acesso ao bairro do Ipsep, em paralelo à Avenida Mascarenhas de Moraes.

O ponto de encontro será na esquina das ruas Jean Emile Favre com a Arquiteto Luiz Nunes, de onde o prefeito segue em caminhada, conferindo a realização do serviço, até o ponto onde será realizada a solenidade de inauguração. No local, apresentações artísticas de comunidades locais e a Frevioca animam a festa.

A rua Arquiteto Luiz Nunes foi prolongada num trecho de 700 metros a partir da Avenida Engenheiro Alves de Souza (próximo à fábrica da Gerdau) até a Rua Jean Emile Favre, onde foram realizados serviços de pavimentação, drenagem e construção de passeio. A via ganhou ainda 44 novos postes de iluminação, além de sinalização horizontal e vertical. Para viabilizar a obra, foi necessário desapropriar 240 imóveis.

Os serviços contemplaram, ainda, a pavimentação de um trecho de 130m da Rua Itamaracá, que também recebeu tratamento de drenagem, passeio e sinalização, para melhorar a circulação na área. Outras três vias, as ruas Itália, Alemanha e Noruega, ainda em obras, também estão sendo pavimentadas. Elas fazem a ligação entre a Rua Arquiteto Luiz Nunes e o sistema viário no entorno.

Para consolidar a nova rota de ligação entre os bairros de Afogados e Ipsep, a Prefeitura do Recife também realizou o recapeamento da parte da rua Arquiteto Luiz Nunes que já existia. O pavimento foi refeito num trecho de 1.600 metros de extensão, localizado da ponte Gilberto Freire até a Avenida Engenheiro Alves de Souza.

Executada pela Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb), a obra custou R$ 600 mil e estava incluso nas atividades do plano de manutenção da cidade, "Recife em Ação".

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Turismo sob suspeita

Produtoras contratadas pela Empetur em nada parecem com sede de empresas

POSTADO ÀS 10:12 EM 27 DE Novembro DE 2009



Por Gilvan Oliveira e Manoel Medeiros Neto, de Política / JC
politica@jc.com.br

Com as denúncias de deputados de oposição – indicando superfaturamento de cachês pagos em shows promovidos pela Empresa Pernambucana de Turismo (Empetur) – o elo entre governo e artistas não havia se pronunciado: os produtores dos eventos. Ontem, o JC procurou quatro das nove produtoras contratadas pela Empetur. E o que verificou põe em dúvida a capacidade delas em promover eventos de grande porte.

No lugar de escritórios, salas vazias e residências modestas. Estruturas que nada lembram locais de trabalho envolvendo cifras milionárias e empresários exclusivos de bandas e artistas. Juntas, elas movimentaram R$ 2,3 milhões, segundo dados preliminares da Empetur (veja quadro nesta página).

Uma das principais empresas envolvidas em denúncias, a Walter Shows funciona no 12º andar do Empresarial Santo Antônio, em Boa Viagem, segundo a Receita Federal. No local, entretanto, mais mistério. É natural que uma empresa que num período de um mês movimenta R$ 1,142 milhão apenas com contratos com o governo e produz 17 shows no interior do Estado no mesmo período possua estrutura administrativa ao menos razoável.

No local, porém, portas trancadas e vidro fumê. Também não há placa indicativa na fachada. De acordo com vizinhos, cerca de quatro pessoas são frequentemente vistas no local. “Elas devem ter saído para almoçar”, afirmou uma lojista que preferiu não se identificar. O JC visitou o prédio no período da tarde.

A reportagem também foi ao endereço da MR Promoções e Eventos fornecido pela Receita, no Centro do Cabo de Santo Agostinho: um prédio comercial ao lado da prefeitura. Na chegada à sala, no primeiro andar, um forte cheiro de produto de limpeza denunciava que o local havia sido limpado há pouco. “Vieram aqui hoje de manhã e limparam tudo às pressas”, confirmou uma pessoa que trabalha em uma casa comercial próxima.

“Essa sala sempre ficou fechada”, acrescentou, pedindo anonimato. A reportagem encontrou a sala, de cerca de 30 metros quadrados, vazia e com a janela aberta. A contadora da empresa, que trabalha no prédio vizinho, informou que a responsável por ela trabalha no Recife. “Aqui é só o domicílio fiscal”, explicou. A empresa recebeu R$ 621 mil por dez shows.

A Yavé Shamá, que recebeu R$ 374 mil por seis shows, tem endereço também no Centro do Cabo. No local, uma residência simples com uma porta de entrada e outra de garagem. Ao chegar, a equipe do JC foi informada que a dona da casa havia saído. Duas pessoas que trabalham na vizinhança, sob anonimato, informaram que nunca tiveram notícias de que lá funcionava uma produtora. “Aqui (na garagem) já funcionou uma distribuidora de gás. Mas hoje em dia só vive fechado”, enfatizou uma delas.

No final da tarde, entrou em contato com o JC uma pessoa de nome Marcos, se dizendo filho da dona da casa, assegurando que a garagem havia sido alugada “há uns seis meses” para a empresa. E ele garantiu que o escritório abre todos os dias. “Só hoje (ontem), não sei porque, não abriu”, disse. Logo em seguida, ligou uma pessoa que se identificou como Sônia, se dizendo irmã da proprietária da Yavé Shamá, Simone Cibelle da Silva Sousa. Ela reforçou que a empresa funciona regularmente, mas disse não saber onde se encontrava a irmã nem o número do celular dela.

A sede da R.I.K. Produções e Eventos funciona numa residência na Tamarineira. No local, apenas a empregada doméstica e alguns pedreiros. De acordo com eles, o dono do imóvel “mexe com shows”, mas não estava em casa. A empresa produziu seis shows ao custo de R$ 172,7 mil. Até o fechamento desta edição, a reportagem ainda não havia obtido sucesso no contato com o empresário.

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Jamildo Melo
é editor do Blog
Com Carol Carvalho