Blog de Jamildo 1

Coluna de acessiblidade

Estamos aí...

POSTADO ÀS 21:46 EM 23 DE Outubro DE 2011


Estamos aí
Gente amiga que muito se quer
Estamos aí
Pro que der e vier
Estamos aí
Pro amor e pra desilusão
Mas como é bom cantar
Multiplicar a magia de cada canção...
(Chico Buarque)

Por Manuela Dantas, especial para o Blog de Jamildo

Imaginem só que surpresa, depois de 4 meses absorta na burocracia para a liberação de impostos para a compra do meu carro, finalmente receber o dito veículo para dar mais um passo para a minha independência! Mas, essa será outra conversa... Por agora, quero falar do rapaz que adaptou meu carro para que eu pudesse dirigir sendo deficiente físico...
A adaptação do carro foi feita por um deficiente físico paraplégico, através da Associação dos Deficientes Físicos de Pernambuco, a qual está sucateada, mas... Essa também será outra conversa... Vamos agora à questão central do artigo!

O rapaz de 36 anos que trabalhou no veículo era extremamente talentoso e realizou a adaptação em 4 horas com resultado muito bom.

Fiquei tão impressionada com a sua habilidade sobre as rodas realizando a tal adaptação, que às vezes tinha a impressão de que ele voava com a sua cadeira ao redor do veículo.
A minha curiosidade habitual me impulsionou a travar uma conversa com o rapaz e iniciei questionando se ele continuou a trabalhar, após a lesão medular que comprometeu os seus movimentos das pernas.
Ele me relatou que foi assaltado há 10 anos e levou o tiro inesquecível que o deixara paraplégico. Após esse episódio não trabalhou mais.

Questionei sobre a sua cadeira de rodas que parecia muito leve, pequena e dinâmica, até mais do que a minha que foi indicada pela excelente Terapeuta Ocupacional do Centro de Reabilitação do Hospital Albert Einstein em São Paulo e era considerada de altíssima geração. A cadeira de rodas importada da Alemanha custou a “pechinha” de R$12.000,00. Ele riu ao saber do preço... Explicou-me que tinha feito a dele por R$200,00.

Fiquei embasbacada, tal qual um professor ao se deparar com um gênio. Como poderia aquele rapaz superar os Alemães com uma técnica instintiva e artesanal!
Continuando o meu questionamento habitual sobre a sua vida após a lesão medular, ele me revelou que há dez anos se sentia como se vivesse uma vida que não era a sua. Confesso que de início não entendi a sua colocação...

Ademais, ele continuou discorrendo sobre a sua vida e me falou, com os olhos brilhantes, o quanto era dinâmico, como gostava de festas, de dançar, de sair com os amigos... Antes do fatídico disparo que mudou a sua vida.

Eu repliquei... Disse que ele não vivia a vida de outra pessoa, expliquei que ele escrevia a sua história a cada dia e que ele não deveria desperdiçar a oportunidade de estar vivo, de fazer tudo o que quisesse e não deveria deixar a sua vida sem marcas, como um livro em branco...

Fiquei refletindo sobre o que levaria um rapaz bonito e talentoso ter uma autoestima tão baixa... E fiquei triste, muito triste.

Ele me relatou os inúmeros casos de depressão dos seus colegas da Associação dos Deficientes Físicos de Pernambuco e quantos tentaram se matar.

Ele me jurou que nunca chegou ao estágio de querer se matar, mas se sentia impotente perante uma sociedade que o discriminava, uma cidade inACESSÍVEL  e pela falta de bons exemplos que mostrassem que a vida continua e que a deficiência os faz ficar mais fortes quando potencializados os aspectos positivos da mesma.

Lembrei de quantas vezes escutei diferentes pessoas dizendo para eu não me sentir pior do que ninguém, após o meu acidente... Mas, eu nunca me senti menos por estar deficiente físico, ao contrário, me sentia mais capaz, pois apesar de todas as adversidades e barreiras diárias eu me mantinha mais em pé do que a maioria das pessoas.

Eu continuava trabalhando, pagando minhas contas, fazendo minhas fisioterapias, assumindo o meu papel de empreendedora social e me divertindo, confesso que mais com a companhia dos meus sobrinhos, do que com as antigas baladas, que não me fazem tanta falta como achei que fariam.

Não vou aqui mentir e dizer que tudo são flores, isso não é verdade, ser cadeirante é difícil, é muito difícil...

Entendo o meu colega, ao me falar das dificuldades em pegar ônibus, em tentar andar nas calçadas do Recife com buracos e diferenças de nível, em ir para bares e festas tendo que enfrentar as barreiras arquitetônicas e atitudinais sempre presentes, as expressões não disfarçadas de surpresa e o preconceito ou piedade estampado na maioria dos olhares que cruza no caminho...
Nesse momento, lembrei-me de Roosevelt, o ex-presidente americano (4 mandatos) que mais admiro devido ao seu otimismo e por sua postura de distribuição de renda que ultrapassou a barreira da Crise de 1929, ou a Grande Depressão Americana. Só há pouco soube que o grande estadista era deficiente físico devido a uma poliomielite.

Outrossim, quantos exemplos de grandes personalidades com deficiências e que marcaram a história mundial com sua genialidade, talento, exemplo e força eu poderia citar...Poderia falar sobre Abraham Lincoln, ou sobre Albert Einstein, ou ainda sobre Agatha Christie, ou talvez sobre Alexander Graham Bell, Alexander Pope, Andrea Boccelli, Renoir, Rodin, Bem Jonson, Boris Casoy, Júlio Cesar (Imperador Romano), Joseph Pulitzer, Charles Darwin, Cristopher Reeve, Cole Porter, Democrito, Douglas Bader, Felipe III (rei da Macedônia), Frida Kahlo, Francisco Goya, Galileu Galilei, Isaac Newton, Mozart, Michelangelo,  Flaubert, Hellen Keller, Homero, Isaac (Patriarca Hebreu), Jacó (Patriarca Hebreu), João Paulo II, Kepler, John Kennedy, Lars Grael, Leonardo DaVinci, Lord Byron, Beethoven, Luiz de Camões, Mia Farrow, Moisés (Patriarca Hebreu), Rubens Paiva, Mara Gabrilli, Ray Charles, Robin Williams, Ronald Reagan, Roberto Carlos, Stevie Wonder, Vincent Van Gogh, Bill Gates, Walt Disney, Walter Scott, Whoopy Goldberg, Winston Churchill, Herbert Viana, Ricardo III (Rei da Inglaterra), Nelson Ned, Braille, Aleijadinho...

Eu gostaria de escrever um livro sobre cada um deles, que por marcarem tão fortemente o nome na história por meio dos seus bem feitos nos torna indiferente a qualquer rótulo, preconceito, dogma que os limite a qualquer horizonte.

Pelo contrário, eles ultrapassaram o horizonte dos sonhos e superaram todas as dificuldades e barreiras para nos deixar o legado de livros geniais, gestões excepcionais, teorias revolucionárias, canções inesquecíveis, composições imortais e sensibilidade sem limites.

Fico extremamente feliz por esses homens e mulheres terem vivido e participado da nossa sociedade e ao mesmo tempo fico preocupada com vários talentos e genialidades que possam ter se perdido na poeira das ruas e na fumaça do tempo...

Imagino que somente no Brasil, que tem 14,5% de deficientes, quantos Beethovens, Roosevelt, Rays, Darwins estão escondidos nas cidades inACESSÍVEIS...
Poderíamos ter o prazer de conhecer essas pessoas e vê-las participando das nossas vidas e contribuído para a formação do nosso país, quiçá do mundo.
Por fim, orgulho-me de estar conhecendo pessoas imprescindíveis, insubstituíveis e invencíveis que tal qual o super-homem representado pelo Christopher Reeve voam pelo mundo distribuindo sua genialidade e generosidade em prol de uma sociedade mais justa e igualitária que saiba reconhecer o valor do homem pelo seu caráter, comprometimento e boa índole.
Os meus heróis de hoje podem ser cegos, surdos, mudos, dislexos, autistas, cadeirantes, andarem com muletas, com pernas robóticas, mas o importante é que tenham um grande coração e que queiram mudar o mundo...

Enfim, estamos aí...
 

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47 Comentários | comente | cadastre-se | recupere sua senha

Por - patinha0578 | Março 05, 2013

Oi Manu,adorei ter te conhecido no centro de reabilitação do imip pois sou muito orgulhosa e feliz por você defender e lutar pelas nossas causas. be

Por - Gabriela Pontes | Março 05, 2013

Oi Manu, parabéns pelo seu texto. Gostei bastante da sua colocação sobre acessibilidade, deficiência e superação. Ao citar os grandes homens da história,você lembra que cada um de nós pode construir sua própria história, superando-se , a cada dia.

Por - Ceça Costa | Março 02, 2013

Manuela, seu texto diz tudo. Somos sim uma cidade voltada pra poucos e poucas, nosso desfio é torná-la transitável e acessível. Nós, da SEDSDH/SEJUDH estamos aqui para ser um instrumento disto, fazer deste estado um lugar acessível, mas não será fácil sabemos. No entanto, termos nos encontrado com você nos camarotes da acessibilidade no carnaval foi um prazer e consciência de que é nossa tarefa é está: o serviço público que garanta o transitar. Nossa secretária, Laura Gomes ?SEDSDH, tem um desejo, que é um desafio colocado por ela mesma, que é tornar todos os camarotes acessíveis em todas as ações, ao menos o poder assumindo sua função, ser para todas e todos e com qualidade.

Por - Lorenna Freitas | Março 01, 2013

Carolina Ferraz gostaria muito de assistir uma das suas aulas? Grande abraço.

Por - ops | Janeiro 31, 2013

Em Pernambuco? Falsidade, piada, uma vergonha de ser dessa terra! A Constituição Estadual de ARRAES só reserva 3% de vagas para deficientes. Da primeira cadeira à terceira pessoa depois de ninguém, borbulham ignorantes governado, digo, legislando, executando e julgado. Pernambuco dá nojo.

Por - Carolina Ferraz | Janeiro 19, 2013

Adorei a forma como você expõe a verdade sobre a deficiência. Estamos tentando construir uma realidade mais inclusiva aqui em Recife, ministro uma disciplina Direito à diversidade: a inclusão formal e material na Unicap, em que trabalhamos a igualdade na diferença. Quem sabe possamos contar com a sua presença numa de nossas aulas?! Abraço gigante, Carolina Ferraz

Por - andrea quintas | Janeiro 07, 2013

Manuela Parabéns pelo artigo. Vamos continuar trabalhando para que os espaços sejam acessíveis a todos.

Por - dario xavier | Janeiro 02, 2013

Cara, Manuela valeu pela sua colocação e mostrar a ao mundo que as pessoas estão acima de qualquer limitação quando querem ela são valorosas , competentes e acima de tudo bondosas, muito obrigado pelo seu relato, com certeza o mundo melhorou um pouco mais.

Por - Guilherme | Dezembro 19, 2012

Manuela, gostaria do seu email estabelecer um contato mais produtivo. sou defensor público federal e recentemente voltei a morar no Recife depois de uns anos fora e só então me dei conta do quão inacessível esta cidade é. em 2013, vou focar essa questão aqui no Recife. Vamos trabalhar juntos?

Por - Tiago Balensifer | Outubro 30, 2012

É de doer ouvir o seu relato quando fala que "ele acha não estar mais vivendo a própria vida". Posso tentar imaginar o que ele sente e o desejo de ter de volta a vida que ele deixou há 10 anos, antes do acidente. O curioso é ver pessoas em suas plenas faculdades físicas, falando o mesmo. Fica a reflexão sobre até que ponto temos o direito de reclamar e o quanto mimada está sendo essa nossa geração. Manu, suas palavras estão fazendo a diferença. A arma da escrita tem muito poder nas suas mãos. Continue firme!

Por - Ana carla | Outubro 20, 2012

Prima, como sempre, vc escreve com' profundidade e conteudo extremamente rico. Parabens pelo artigo. Beijoesss!

Por - Marcelo Neto | Outubro 18, 2012

Manú parabéns pela sua coluna, uma deliciosa leitura, leria todos os livros que você escrevesse, seu positivismo é show, felicidades e que Deus te abençoe e ilumine sempre.

Por - Patricia Alessi | Setembro 26, 2012

Manu, parabéns pela coluna. Serei mais uma leitora sua! Será um prazer um dia conhece-la. Excelente sua disertação! Aproveitando o ensejo. Quero lhe informar que o PALACIO DO GOVERNO DE PE está instalado provisoriamente no centro de conveções de PE. Fato que, no ultimo final de semana não pude ver meu evento de Mostra Espirita, porque fecharam o acesso superior para cadeirantes. E não nos deixaram nenhuma outra opção, a não ser que estacionace em baixo para subir as escadas que não tem corrimão e/ou subisse aquela "minuscula" rampa.... Resultado disso: Só participei no primeiro dia do evento porque infelizmente não consegui alguem disponivel para me acompanhar... Triste né? Pouco são os locais que frequento sozinha e me tiram mais um... Lamentável. Gostaria que se puder falasse sobre esse infortunio, sobre essa falta de bom senso dos nossos governantes e seus acessores... Um grande abraço!

Por - Leoncio | Setembro 13, 2012

Manu, Que a paz de Jesus esteja onde voce estiver agora! Voce tem bons pensamentos quanto a existencia humana e a sociedade. Continue assim, e serás, um pedra preciosa inesquecivel... Um diamante. O maior líder de toda humanidade (no meu entendimento Jesus), nunca impôs nada apenas propôs. Tenha sempre a mente aberta e avalie as situações. Pois assim com o Jesus, você achará ouro em lamas. Muitas vezes criticamos a sociedade, mas adianta? Acredito que não. A ditadura já foi "construída" há anos. Nós andamos por aí revolucinando a maneira de viver, mas acredito que você sendo você mesma e tendo um principio referencial (Jesus) surtirá bem mais efeito que imaginamos, sabe por que? Porque nós plantamos, mas só ele quem dá o resultado. Dê o melhor de si, nunca perca sua fé, nunca volte atrás e deixe os resultados com Deus e serás surpreendida. Manu, para sua reflexão deixo uma palavra inspirada por Deus. " Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem. Hebreus 11:1" Nao sei se voce vai ler essa mensagem. Mas, tambem queria sugerir a voce algumas musicas que com certeza construirá algo em sua vida, pode ser? Cantor: Thales Roberto. Musicas: 1-Deus me ama. 2-Mesmo sem entender. 3-Aleluia. 3-Nada alem de Ti. 4-Historia escrita pelo dedo de Deus. 5-Deus do impossivel. 6-Arde outra vez. (veja no youtube as musicas e o testemunho dele) E finalmene, deixo uma musica para voce refletir e perceber Deus nas entrelinhas da nossa existencia. (Thalles Roberto e Gabriela Rocha - Nada alem de Ti) Se a vitória não Consegues enxergar Espera no Senhor e confia Espera Ele vem, confia Ele vem E faz um milagre Se é tão impossível, Parece que não dá Espera no senhor e confia Espera Ele vem, confia Ele vem. E faz um milagre (refrão) Oh, Deus eu vim aqui Só pra te dizer Que minha esperança está em ti Eu não tenho nada além, nada além de Ti Mais nada além da promessa, da sua promessa Eu não tenho nada, nada Eu não tenho nada Se sentindo sozinho Coração cansado de clamar Espera no senhor e confia Espera Ele vem (Ele vem), confia Ele vem E faz um milagre Teu choro não é em vão Seu Deus contigo está Espera no Senhor e confia Espera Ele vem, confia Ele vem. E faz um milagre / leoncio.li

Por - Max | Setembro 12, 2012

Onde podemos encontrar o Genio, temos alguns projetos que o mesmo com seu talento poderia aprimorar

Por - Vandoci Dantas de Lima | Setembro 09, 2012

Manuela, está lindo seu artigo. Falta adjetivos para qualificá-lo. Peço que Deus continue iluminando seus dias, para alegria do povo brasileiro, tão carente de valores como você. Abarço

Por - Maisa Mendonça | Setembro 06, 2012

Aproveitando o momento, seria bom que você escrevesse algo sobre propostas dos candidatos a prefeito em relação às melhorias dos deficientes físicos. Este tema é altamente justificado a partir da leitura do seu último texto! Grata.

Por - Maisa Mendonça | Setembro 06, 2012

Parabéns pelo texto, Manuela! Confesso que nunca parei pra pensar em quantos exemplos excepcionais temos em se tratando de pessoas com alguma "deficiência física".Rótulo este que em nada diminui os talentos e sim,os potencializa. Acredito que a maioria das pessoas não dá o devido valor aos membros ou sentidos. Fica aqui uma certeza: a única coisa que importa é: vontade, talento e coragem. Sou uma admiradora desde sempre dos seus textos.

Por - Manuela Dantas | Setembro 04, 2012

Fernando, O Nome do rapaz é Oswaldo, o telefone dele é 87785051 e 34434998. O serviço é feito pela associação de Deficientes Físicos de Pernambuco. Aconselho! Abs., Manuela

Por - Fernando van der Linden | Agosto 29, 2012

Manuela, admiro seus artigos e gostei desse por me interessar bastante, pois estou precisando de nova adaptação para meu carro, ou apenas consertar com eficiência, se puder me forneça o nome e o endereço desse rapaz para que eu possa procurá-lo, não me apresentei, não sou deficiente, sou advogado, ando de muletas por ter sofrido a polio na infância e como cidadão eficiente trabalho na procuradoria daCHESF, defendendo a empresa semanalmente na Justiça do Trabalho e adaptação do meu carro, que foi colocada há aproximadamente 2 anos me causa o 2º problema, peço esse favor e coloco-me a disposição para colaborar no que for capaz, valeu.

Por - Maria Dantas Godoy | Agosto 21, 2012

Parabéns Manu!! Belo texto! Tal qual Aninha, tb fiquei surpresa com a quantidade de pessoas ilustres e marcantes na história que superaram mais dificuldades que imaginava! Muito obrigada pelas suas palavras! Bjos e saudades!

Por - João Thiago | Julho 31, 2012

Manuela, Belíssima mensagem de superação dada por este rapaz de 36 anos indicado pela Associação dos Deficientes. Senti falta de saber o nome dele para registrá-lo como um gênio pela forma como desenvolveu a cadeira de rodas dele, tão funcional e a um custo tão baixo no comparativo com a que seria referência tecnológica do mercado. E mais do que gênio, ele é um exemplo de superação diante das dificuldades interpostas pela vida. Parabéns a você também pela maneira como luta para que a sociedade enxergue a necessidade de respeitar o direito de ir e vir dos portadores de deficiência física. Dê mais testemunhos como este,pois suas palavras alegram a vida dos seus leitores. Abraço, João Thiago (irmão de Júlio Rafael)

Por - Rodrigo Lara Rocha | Julho 31, 2012

Manuela, Parabéns pela sua garra, alegria e força para viver melhor a cada dia, também pelas atitudes de servir ao próximo e luta por essa causa que nada mais é do que abrir nossos olhos e envolver-nos nesta busca de uma maior acessibilidade para estas pessoas, além da consciência humana e de cidadania de tratar o próximo como a si mesmo com muito carinho e cuidado! Abraço forte!

Por - Fernando Carvalho | Julho 24, 2012

Sem palavras, de tanta emoção!

Por - JOSEMAR QUEIROZ DOS SANTOS | Julho 20, 2012

ESTA MANU ALEM DE UMA EXCELENTE COLUNISTA É MUITO GATA. LINDONA,

Por - Romero Leão | Julho 11, 2012

Manu, você é muito especial! Parabéns por tudo! Certamente, estás contribuindo, e muito, para um mundo melhor! Beijos!

Por - Leonardo de Paiva | Julho 01, 2012

Muito bom Manuela, existem muito super-heróis nas telonas e fora dela também. O mais irritante é poder vê-los, diariamente, travando uma verdadeira batalha para poder exercer o direito que nos foi concebido há muito tempo, o de ir e vir. Parabéns pelo texto.

Por - Marcos Ribeiro | Junho 25, 2012

Arretado de bom Manu, texto excelente, exclarecedor, boas sitações.

Por - Eduardo Losada Japiassú | Junho 11, 2012

Manu, eu adaptei meu carro nesse mesmo rapaz, no dia que eu levei meu carro para ele ver, eu fiquei tambem muito impressionado pela forma como ele trabalha rapidamente com sua cadeir de rodas. Muito bom voce ter relatado isso.

Por - Marcelo Corrêa | Junho 06, 2012

Querida Manu, é muito gratificante ver a motivação e determinação com que você luta pela causa da acessibilidade. Suas palavras tocam fundo em nossos corações e nos levam sempre a refletir sobre o que vale a pena na vida, pra que viemos, o que somos... sem dúvida cada um tem sua missão aqui, cada um constroi a sua história e o seu testemunho nos brinda periodicamente como um grande motivador para que sigamos buscando os nossos objetivos independente de sermos portadores de necessidades especiais ou não. Obrigado pelas lindas palavras !! Um abraço !

Por - Eda Aguiar | Junho 03, 2012

Que mundo vivemos em que um jovem talentoso e sente deprimido depois de se tornar deficiente..que humanidade é esse que as pessoas ditas "normais" inpingem a alguém só porque é diferente...e que pouco interesse lhes devotam ao nem tentarem vê-lo de um modo positivo! É preciso retirar as "travas" dos olhos das pessoas, para que não vejam os "diferentes" nem com piedade, pois não precisam e nem com desprezo, pois não merecem. É preciso olhá-los como um ser humano que quer seu espaço como qualquer outro e acima de tudo RESPEITO como um igual, com todos os direitos e deveres (é também pagam seus impostos). É preciso ter humanidade e não apenas ser um humano.

Por - Janaina Alencar | Novembro 09, 2011

Estamos aí amiga... Estamos aí... Pro que der e vier... Pro amor e pra desilusão... Como é bom Manu...tu multiplicar e dividir a magia, a força e o amor do teu coração... Semanalmente quando leio teus artigos sinto como se um anjo falasse: - Veja que presente Deus te deu mais uma vez Janaina! A oportunidade de conviver diariamente contigo, de te ter como vizinha, confidente, conselheira, amiga fiel... Quantas coisas tenho aprendido... como nossa amizade e fé em Cristo tem nos fortalecido a cada dia...Quero expressar publicamente meu agradecimento a ti, como sempre, ajudando não só a mim, mas a muitas pessoas... que mesmo sem nenhuma deficiência física, comportam-se como deficientes de atitude, diferentemente de ti... ratificando tuas palavras...apesar de todas as adversidades e barreiras diárias se mantém mais em pé do que a maioria das pessoas! Parabéns e obrigada amiga! Estamos ai...

Por - Janeide Lima | Novembro 07, 2011

Adorei o artigo, parabéns!!Realmente é de se questionar as pessoas que ficam no anonimato e não constroem as paginas de sua historia, mas nao sao apenas portadores de necessidades especiais,mas muitas pessoas que infelizmente não tem o prazer de viver e vivem nas favelas de sua alma... Muito bom refletir e divulgar! beijos

Por - Marcus Alencar Sampaio | Novembro 01, 2011

Manu, Tenho acompanhado semanalmente os seus textos e percebido que, além de engenheira e grande figura humana, você é uma sensível e relevante escritora. Fiquei bastante feliz quando na semana que passou o Pleno do Tribunal de Contas de Pernambuco decidiu, a pedido do Ministério Público de Contas, que o item ACESSIBILIDADE deverá obrigatoriamente ser incluído nas auditorias de obras e serviços de engenharia. Atribuo este avanço, ainda que tardio, a pessoas como você e como tantas outras que lutam por ideais de vida plena, digna, igual e acessível. Agora é esperar que esse órgão de controle estadual possa efetivamente exigir dos gestores públicos a adaptação de logradouros, dos edifícios de uso público e dos veículos de transporte coletivo a fim de garantir acesso a todos. Parabéns pelos escritos! Sua luta não é vã! Bju no coração!

Por - Tiago Pontual Waked | Novembro 01, 2011

Manu, parabéns pelo texto! Como já diz o ditado, "Não cai uma folha sequer, sem a permissão de Deus". Como sabemos que Deus é infinitamente justo e bom, tudo o que Deus permite que aconteça tem motivos justos e bons. Assim acontece com todos nós. Normalmente uma experiência difícil, dolorosa e que nos traz algum tipo limitação é interpretada por nós como um castigo divino. Somente após algum tempo é que percebemos que aquela dificuldade era abençoada e que nos fez perceber o real valor das coisas e da vida. Através de tua atual necessidade orgânica, iniciaste um trabalho que vai ajudar e muito a nossa sociedade a perceber o próximo com mais atenção, carinho e amor. Continues neste trabalho e perceberás o quanto te sentirás mais próxima de Deus ao executar a máxima: "Amar ao próximo como a si mesmo". Fiques em paz!

Por - Diogo Santiago | Outubro 31, 2011

Manu, Adorei o artigo. Parabéns! Quero dar uma volta em seu novo "possante". Com tantos nomes famosos, senti a falta do nome do "rapaz de 36 anos" que te inspirou a realizar o artigo de hoje. Bjs, DS

Por - Marcelo Arnaud | Outubro 31, 2011

Manu. Fico feliz em saber que, com a força de sempre, estas superando todos os desafios e obstáculos encontrados. Resumo o texto como uma bela reflexão e um grande exemplo para todos nós. Beijão Marcelo Arnaud

Por - João Roberto | Outubro 31, 2011

Manuela, infelizmente muitos ficam pelo meio do caminho. Uns porque têm medo de dar o próximo passo e não acreditam no seu potencial, outros por falta de informação e descaso do poder público. A título de exemplo vou citar um dos males que ocorrem em 80% dos casos de uma pessoa recém lesada medular e que não rara das vezes vai deixar seqüelas que vão influenciar drasticamente na qualidade de vida. A úlcera de pressão, mais conhecida como escara, é um mal, na grande maioria dos casos evitável, resultante principalmente do descaso das enfermarias dos centros hospitalares. Não é raro ver pessoas que além de passarem pelo trauma da lesão medular, têm sua reabilitação adiada em anos, e devido a isso sofrem de depressão, ficam desmotivadas e deixam de seguir em frente. Falo isso porque não passei por isso, mas acompanhei vários colegas que passaram e sei a batalha que é curar uma úlcera de pressão. No meu caso, minha família foi presente, informada, tinha recursos para evitar tal mal e exigir os cuidados necessários, mas na maioria das vezes isso não ocorre e a pessoa fica sem uma assistência adequada da enfermaria nos primeiros dias pós lesão e ainda por cima esta não informa aos familiares, quando presentes, dos cuidados a serem tomados. Não sei se o problema é de formação, informação, negligência, seja lá o que for, mas algo tem que ser feito pelo governo. No mínimo o paciente deve sair do hospital sem escara e os familiares informados de como proceder para evitar tal mal. Sou da opinião que deveria haver uma legislação mais rígida, que responsabilizasse os profissionais negligentes. Além disso, serem realizadas campanhas informativas e visitas periódicas para acompanhamento dos casos mais complicados. Apesar de não ser uma barreira arquitetônica a escara impossibilita que o deficiente saia de casa, seja produtivo, dê os primeiros passos para sua reabilitação e se insira na sociedade. Aproveito a oportunidade para parabenizá-la pelos excelentes textos e a forma genial que você aborda o tema acessibilidade. Abs

Por - Savana | Outubro 31, 2011

Manu, seu texto foi emocionante essa semana. Perceber a tristesa de alguém, aquela que só se ver no fundo da alma, é para poucos... Parabéns por sua sensibilidade! Saber que grandes homens que eram deficientes foram tão longe e conquistaram tanto serve de inspiração e me lembra que os limites estão todos nas nossas mentes. Um beijo!

Por - José Candido de A. Filho (enviado por algum dispositivo remoto) | Outubro 31, 2011

O indivíduo confeccionar a própria cadeira? Possivelmente sem "estudos" ergonômicos e afins? Estamos diante de mais um artista, no sentido de que desenvolve o belo, no caso dele o belo-funcional, que trabalha a partir de um dom, somente possível porque ele acreditou no dom maior - o dom da vida. E que esta lhe seja mais branda e cheia de realizações. E que os olhos de quem tem horizontes mais altos do que o dele - em estatura, apenas - possam descer e encontra-lo, no sentido de ajuda-lo, de ampliar sua acessibilidade - e que o mundo possa ter o prazer de acessa-lo também - como profissional e como pessoa.

Por - Manuela Dantas | Outubro 28, 2011

Amigos, imaginem quantas pessoas estamos perdendo a oportunidade de conhecer devido a exclusão promovida por nossas cidades inAcessiveis. Eu não quero perder esse convivio e vocês podem perder? Bjs. Manuela

Por - Eliana Viana | Outubro 27, 2011

Parabéns Manuela. Belíssimo texto.

Por - antemio | Outubro 27, 2011

Manu Mas que grande alegria voltar a manter contato contigo. Acompanhei o seu drama, sempre a partir dos relatos da sua amiga, e minha filha Juliana. Pela primeira vez estou acessando a sua coluna no blog. Amei o texto e a leveza das suas reflexões

Por - Ana Isabel | Outubro 27, 2011

Primaaa, que arraso! Faço minhas as palavras de Marcela aí em cima: "a cada semana fico encantada com a coluna, com a verdade que ela traz". Quando tu dissesse que ia falar sobre personalidades que foram/são deficientes, nem imaginei que fossem tantas... e que fossesm estas! Pra falar a verdade, já já tu entra nesse rol seleto. Talvez não por um invento, mas pela tua luta e teu sorriso de todos os dias. Como não podia deixar de ser: Parabéns, Manu, parabéns!

Por - Emerson Beltrão | Outubro 24, 2011

Realmente, testo sensacional. Parabéns Manuela.

Por - Marcela Bezerra | Outubro 24, 2011

Manuela, a cada semana fico encantada com a coluna, com a verdade que ela traz. Parabéns pelo olhar crítico e a ternura com que trata do assunto. A acessibilidade deve ser uma busca de todos, assim não haverá distinção nos percursos e ambientes. Fazendo esse trabalho de formiguinha, conscientizando a todos, a cada dia conseguiremos novas conquistas. Obrigada pela recepção tão calorosa. Abraços acessíveis. ps: sugiro que às segundas tivesse um destaque na capa do portal para a coluna, um link direto, uma chamada. Dessa forma daria mais visibilidade à coluna que às vezes fica difícil achar em meio as matérias do blog.

Por - Érico Dantas (enviado por algum dispositivo remoto) | Outubro 24, 2011

Manu, estive ontem no Mosteiro dos Jeronimos, em Lisboa, e me chamou a atenção o cuidado e os detalhes das rampas para deficientes, colocadas num edifício histórico. Fotografei os detalhes para o teu acêrvo. Um abraço Érico
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