Falta de fair play político
Nota resposta do secretário Geoge Braga, de Esportes
Um Santos Dumont entregue à (má) sorte, com equipamentos deteriorados e área ocupada irregularmente, servindo de pasto e trânsito para animais. Um espaço tão inseguro que registrava a ação de traficantes. Este foi o cenário encontrado pela atual gestão, deixado pela composição política que ocupava o poder e hoje forma a Oposição. A mesma que nesta segunda-feira (26) foi ao centro esportivo, segurando a bandeira de defensora do desporto pernambucano, para depois mais uma vez confundir o exercício democrático de bom nível com o que, num paralelo à realidade esportiva, poderia muito bem ser chamado de falta de *fair play* político.
O descaso com o que o Santos Dumont vinha sendo tratado era tanto que a primeira ação da Secretaria de Esportes foi evitar que o centro esportivo deixasse de ser patrimônio dos pernambucanos. Um ofício enviado pelo proprietário da área onde se situa o equipamento, a Aeronáutica, convocando a gestão passada para discutir o futuro do empréstimo, que datava o longínquo ano de 1975, foi ignorado. Sem resposta, a Aeronáutica cogitou inclusive em retomar o uso do Santos Dumont, impasse que foi contornado após intervenção do Governo do Estado.
Por pouco Santos Dumont não teve o mesmo fim que uma verba destinada pelo Ministério do Esporte, no valor de R$ 500 mil, para executar melhorias no local, mas que acabou retornando aos cofres da União simplesmente porque a gestão passada, hoje vestindo a camisa da Oposição preocupada com o esporte estadual, não teve competência para investir. Tão preocupada que a planta arquitetônica da área também desapareceu.
As ações da Secretaria de Esportes só puderam acontecer após sanados todos esses percalços. De posse da área e conhecendo suas dimensões arquitetônicas, o Governo pôde finalmente começar a reestruturar o Santos Dumont, que foi murado, evitando a expansão da ocupação irregular e o tráfego de animais, e passou também a ser protegido por uma segurança privada, colocando um ponto-final na ação dos traficantes.
A reforma estruturadora inicial do Santos Dumont custou R$ 1,15 mil, fruto de uma parceria entre a Secretaria de Esportes e o Ministério do Esporte, investidos na acessibilidade da área, na piscina e pista de atletismo, entre outras melhorias físicas, não para transformar o equipamento esportivo no que ele merece ser, mas preparando-o para o salto maior e que vai ser dado a partir ainda deste ano.
O primeiro passo será a recuperação da cobertura da quadra esportiva, obra de recursos do Governo do Estado, orçada em R$ 238 mil, e que vai permitir que o ginásio possa ser utilizado novamente. O segundo é mais ousado, a requalificação da pista de atletismo, ao custo de R$ 2,3 milhões, em mais uma parceria com o Ministério do Esporte, enquadrando o equipamento nas exigentes normas fixadas pela Federação Internacional de Atletismo.
Parece muito, quando comparado ao que (não) havia sido feito até o início da atual gestão, mas a Secretaria de Esportes quer mais. A lista de melhorias é extensa e a meta, ambiciosa: transformar o Santos Dumont num centro de excelência esportiva, intenção que comunga do apoio do Governo Federal, já visando à participação do Brasil na Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro. A Secretaria de Esporte está investindo R$ 750 mil este ano, visando a captação de R$ 15 milhões para tocar a obra. Para alguns pode parecer um sonho, mas para o Governo de Pernambuco, a pretensão de realizar um sonho é bem melhor do que quando se vivia a realidade de um pesadelo.







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