Blog de Jamildo

Buscando...

Aborto provoca polêmica

Dez mil meninas sofreram estupro no Estado entre 2000 e 2006

POSTADO ÀS 19:42 EM 06 DE Março DE 2009

Da nota pública do grupo

O Grupo Curumim – Gestação e Parto vem, através desta nota, prestar alguns esclarecimentos à população:

O Grupo Curumim é uma organização feminista e antiracista que tem o objetivo de fortalecer a cidadania das mulheres, em todas as fases de sua vida, através da promoção dos direitos humanos; da saúde integral; dos direitos sexuais e dos direitos reprodutivos, sob a perspectiva da igualdade étnico-racial e de gênero, da justiça social e da democracia. Fundada em 1989, por especialistas em saúde pública e direitos das mulheres, a organização tem fortalecido sua atuação especialmente em duas temáticas: o empoderamento de adolescentes e jovens e o aprimoramento da atenção à saúde da mulher, especialmente à saúde materna. Integra o Fórum de Mulheres de Pernambuco , a Articulação de Mulheres Brasileiras, a Rede Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, a Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais, o Movimento de Adolescentes do Brasil e as Jornadas pelo Aborto Legal e Seguro, movimentos nacionais de mulheres e organizações que trabalham com Direitos Humanos.

O caso da menina de Alagoinha é apenas um dos que acontecem todos os dias que não são noticiados e expostos como está sendo este, tão estarrecedor.

Segundo o Sistema de Informação de Nascidos Vivos – SINASC/DATASUS/MS, de 2000 a 2006, 10.860 meninas de 10 a 14 anos tiveram filhos na rede pública e privada de saúde de nosso estado. A gravidez desta pequena menina está relacionada com a situação de vulnerabilidade social, com a falta de informação e acesso aos serviços de saúde, e a ocorrência de violência sexual.

Por nosso Código Penal Brasileiro, nesta faixa etária, é presumido que toda gravidez é resultante de um estupro e deverá ser investigada e oferecida pelo serviço público a opção, como direito, de interrupção da gravidez. Em casos de estupro, a vítima e seus representantes legais devem ser informados sobre o seu direito de interromper a gestação previsto em lei, para que então possam decidir informadamente se irão interromper ou não a gestação. Quantas mais meninas estão, nesse momento, precisando de informação, cuidado, e acolhimento e acesso aos serviços de saúde de qualidade?
 




Postado por Jamildo Melo | Notícias | permalink | imprimir | enviar | topo

1 Comentários | comente este post

Por - Por que... | Março 07, 2009

...o grupo Curumim e ONGs afins não se voltam contra a objetivação da mulher na mídia? Contra a exposição precoce ao sexo nas novelas? Contra os shows, músicas e bailes de temática erótica? Lembro que no auge do É o Tchan, meninas pequenas com shorts minúsculos (as mães não tinham coragem de usar e compravam para as filhinhas) dançam na "boquinha da garrafa". O que a ONG fez a respeito? Lendo como está escrito, fica a falsa impressão da omissão do Estado, quando a erotização de nossas crianças tem sido @#$% imposta pelos meios de comunicação de massa, e é assunto privado apesar de exposto ao público. A ONG parece ter a resposta no aborto para todos esses males. Por que não fazer uma campanha contra o sexo irresponsável entre menores?
Nome:
Login:
Senha:
Validador:  
Comentário:
 
*O comentário é de total responsabilidade do internauta que o inseriu. O JC OnLine reserva-se o direito de não publicar mensagens contendo palavras de baixo calão, publicidade, calúnia, injúria, difamação ou qualquer conduta que possa ser considerada criminosa. Para participar é preciso ser um usuário cadastrado. Se você possui cadastro no Portal JC OnLine, utilize seu login e senha. Para cadastrar-se, clique aqui - Este serviço é grátis. Para recuperar sua senha, clique aqui.
Jamildo Melo
é editor do Blog
Com Daniel Guedes