"Se for pela vontade de Deus eu volto. (Se for) por minha vontade, não", afirmou o encarregado de mecânico Cícero Gonçalves, calorosamente recebido por familiares. "Eu estava num lugar seguro, mas seguro entre aspas. Eu só pensava em bombardeio aéreo", lembrou, sobre os momentos vividos na Líbia. Sobre a volta para casa, pontuou: "Uma grande emoção, com certeza".
Já o engenheiro Armando Carneiro era só alegria. Pela primeira vez depois de dois anos, reeencontrou o filho, o também engenheiro André Borges. Os dois pareciam não se incomodar com o assédio da imprensa, que insistia em registrar aquele momento histórico para os dois. Posaram abraçados e sorridentes por um longo tempo, enquanto o pai lembrava da "ansiedade muito grande" que vivenciou durante a espera, seguida da "alegria imensa" de rever o filho.
Alegando cansaço,um funcionário se esquivou da reportagem, mas deu o primeiro nome - Ricardo - e não perdeu o ânimo com o aquecimento que a engenharia tem vivido: "Se a empresa depender de mim, amanhã eu tou lá", revelou.
Por último, outro colaborador da Queiroz Galvão, Ricardo Simão, não escondeu ter passado por sustos, mas ressalta que a construtora teria providenciado um abrigo seguro para os funcionários. "Estou no meu país, perto da minha família", comentou, dando a entender que se sentia aliviado. Indagado sobre a possibilidade de voltar à conturbada região, foi evasivo: "É um caso a se pensar".
O prefeito de Jaboatão, Elias Gomes, vai oficializar sua relação com sua Ana Karla. O casamento está marcado para o dia 12 de março, na Oficina Brennand, na Várzea.
A Queiroz Galvão agradece a todos pelo apoio recebido no esforço para trazer de volta ao Brasil nossos colaboradores e seus familiares que estavam na Líbia, em especial à Exma. Sra.Presidente da República, ao Exmo. Sr.Governador do Estado de Pernambuco, ao Governo da Grécia e aos órgãos de imprensa.
Não poderíamos deixar de fazer um registro particular ao imprescindível suporte recebido do Exmo. Sr. Ministro das Relações Exteriores e de todo o corpo diplomático do Itamaraty, sobretudo através da sua Secretaria Geral, da Subsecretaria-geral das Comunidades Brasileiras no Exterior e de sua Divisão de Assistência Consular, da Embaixada do Brasil em Trípoli e da Embaixada do Brasil em Atenas, cuja pronta e irrestrita colaboração fizeram possível o êxito das ações empreendidas.
Somos, também, gratos pelas inúmeras manifestações de solidariedade e de confiança recebidas de nossos colaboradores no Brasil e no exterior, das famílias dos que estavam na Líbia, de diversas instituições públicas e privadas, e da sociedade em geral.
Estamos há tempos denunciando o processo de ampliação do programa nuclear brasileiro para a geração de energia elétrica. Na recente campanha ao governo do Estado, na condição de candidato, levamos este tema para debates nas TVs e também para o nosso guia eleitoral, como forma de alertar a população para os perigos que a construção de um complexo nuclear pode trazer, como mínimo, para o nosso Estado.
Há pelo menos cinco questões entrelaçadas que envolvem este tema e que precisam ser debatidos amplamente com a máxima urgência, na perspectiva de uma ampla mobilização social, diante da notícia de que o município de Itacoruba, às margens do Velho Chico, já foi escolhido como primeira opção pela Eletronuclear para a construção destas usinas no nordeste.
As questões são entrelaçadas porque dialogam entre si e se justificam mutuamente. A primeira questão diz respeito à natureza da energia nuclear. Trata-se de uma fonte não-renovável, altamente poluente no processo de produção do combustível nuclear e cujo lixo (resíduos radioativos) o homem ainda não sabe bem o que fazer com ele. Mesmo os resíduos de baixa radioatividade, como botas e macacões dos funcionários das usinas, precisam ainda ser confinados por séculos. Os resíduos de média e alta radioatividade tendem a virar um monumento eterno à estupidez. Detalhe: uma usina nuclear tem uma vida útil pouco maior que meio século. Até uma criança vê a relação cuto-benefício.
Ainda na questão da natureza destas usinas, há sempre o perigo de acidentes. Se não houvesse, um dos principais critérios para localização geográfica destas unidades não seria a baixa densidade populacional (uma das razões de terem escolhido Itacoruba), de forma que os “estragos” num eventual acidente sejam minimizados. O problema é que estamos falando de combustível nuclear, cuja irradiação pode alcançar com facilidade milhares de quilômetros. Pior, às margens de um dos principais rios brasileiros, o Rio São Francisco. Um acidente poderá, certamente, anular para sempre o sertão do São Francisco como o conhecemos e levar para as demais regiões o trauma de Chernobil.
A segunda questão diz respeito à necessidade da ampliação da oferta de energia elétrica. Precisamos mesmo desta ampliação¿ Este debate extrapola a questão das usinas nucleares e alcança mesmo as hidrelétricas e termelétricas. É necessário matar o Parque do Xingu para construir a usina de Belo Monte¿
Há fortes razões para crermos que os níveis de exigência de responsabilidade sócio-ambiental na Europa estejam carreando para a “periferia” do planeta a produção “suja”, como os eletrointensivos - produção de aço e alumínio -, unidades fabris que consomem energia elétrica e água equivalentes a grandes cidades e até mesmo estados inteiros. O nosso crescimento econômico, a nossa “marolinha” diante da crise econômica mundial, estaria sendo sustentada pela degradação criminosa da nossa infraestrutura natural.
Esta segunda questão nos leva imediatamente à terceira. Porque não há um debate democrático sobre isto¿ Temas desta relevância não podem ficar confinados em salas e corredores dos gabinetes do poder. A sociedade precisa conhecer minimamente as opções que têm. Porque razão o Brasil debateu o desarmamento, dizendo sim ou não, e com relação a um tema que diz respeito a questões de mais longo alcance não há participação popular¿
A quarta questão diz respeito ao fato de estarmos falando do Brasil. Aqui não é a França, o Japão, países cuja infra-estrutura natural não lhes foi generosa, e que se utilizam desta fonte energética. Aqui no Brasil temos sol praticamente o ano inteiro, mar e ventos abundantes. Porque razão não exploramos melhor a hipótese de geração de energia elétrica a partir destas fontes renováveis¿ É porque elas são abundantes e não geram lucro para um pequeno grupo, como outras fontes¿
Por fim, a quinta questão. Estamos falando de Pernambuco. Para quem ainda não conhece, sugiro a leitura da nossa Constituição Estadual, em seu Capítulo IV, Do Meio Ambiente, que abriga os artigos 204 a 216. Solicito especial atenção ao artigo 216: “Fica proibida a instalação de usinas nucleares no território do Estado de Pernambuco enquanto não se esgotar toda a capacidade de produzir energia hidrelétrica e oriunda de outras fontes”.
Porque razão o legislador definiu de forma tão expressa o uso de energia nuclear somente em último caso¿ É por que esta fonte é para ser usada somente em último caso mesmo, dadas as suas péssimas características. Não pode ser utilizada com o argumento de que gera emprego e renda, que gera divisas para o município e para o Estado. Estes argumentos são de uma futilidade inenarráveis.
Neste momento, o governador Eduardo Campos, e mais ainda o seu futuro secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Sergio Xavier, do PV, precisam demonstrar seu compromisso com o presente e com o futuro. A sociedade, precavida, deve estar pronta para dizer não a esta afronta ao futuro, ao presente, à lei e à razão.
Cerca de 100 pessoas, entre familiares e amigos de funcionários da Queiroz Galvão, estiveram nesta segunda-feira no saguão do Aeroporto Internacional dos Guararapes, no Recife.
Em princípio, a assessoria da Queiroz Galvão, alegando cansaço dos funcionários, informou que uma porta-voz da empresa falaria pelos funcionários, o que não ocorreu. Não passaram pelo saguão os 148 passageiros do vôo (130 funcionários e 18 parentes) fretado pela construtora, mas, diferentemente do que havia sido repassado antes do desembarque, alguns funcionários aceitaram falar com a imprensa.
Apesar dos rumores de boicote à comunicação, os funcionários, entre engenheiros, mecânicos e desenhistas, foram unânimes em afirmar que conseguiram estabelecer contato com suas respectivas famílias.
"Ninguém ficou desassistido", informou o diretor de obras Henrique Canuto, um dos primeiros a aparecer na área de desembarque. "Não houve nenhum momento de tensão", esclareceu, completando que sua família, que estava com ele na Líbia, não passou por maiores sustos.
Diretor da Queiroz Galvão no Oriente Médio, Marcos Jordão - que chegou junto com Canuto - minimizou perdas ocorridas na volta - como alguns pertences, que teve de deixar na Líbia: "Sabíamos que se tratava de um resgate", pontuou.
O funcionário da Queiroz Galvão, Júlio César (o cargo na empresa não foi especificado) comentou a chegada ao Recife e a situação vivida pelo grupo na Líbia. César garantiu que teve assistência o tempo todo. Veja o vídeo.
Em um dia considerado histórico com a reabertura do Restaurante Universitário (fechado há cerca de 20 anos), o candidato a reitor da UFPE e Pró-Reitor de Pós-graduação e Pesquisa, Anísio Brasileiro, teve a oportunidade de conversar com o ministro da Educação, Fernando Haddad.
Entre os desafios de um futuro reitorado, a preocupação em comum para a consolidação e ampliação do uso do Restaurante Universitário para que seja utilizado cada vez mais por uma maior parcela de estudantes.
Sobre a nota “Na Jaqueira, crianças se divertem em brinquedos enferrujados”, a Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb) esclarece que removerá, nesta terça-feira (01), o equipamento danificado mostrado pelo blog.
A expectativa é de que, no prazo de quinze dias, um novo brinquedo seja colocado no Parque da Jaqueira.
A julgar pela cobertura da mídia oficial cubana, o regime dos Castro segue atento e reporta com cautela a queda dos governos autocráticos no Oriente Médio, menos longevos que o de Havana.
No plano geral, quem pauta o tom é o ex-ditador Fidel Castro em suas "reflexões", publicadas nos jornais oficiais e debatidas na TV.
A abordagem preferencial é o papel dos EUA no xadrez. No caso da Líbia, do aliado Muammar Gaddafi, a cobertura tomou viés pró-ditador.
""Ruas da Líbia voltam à calma", diz a TV cubana. É isso mesmo?", se perguntava no Twitter na quarta-feira a blogueira crítica do governo Yoani Sánchez.
No mundo dos blogs e sites de discussão dentro e fora da ilha, a pergunta é outra: se acontece na Tunísia e no Egito, por que não em Cuba?
A questão foi parar até no oficial Cubadebate.cu, que publica as reflexões de Fidel.
O site reproduziu texto do argentino "Página 12" sobre o papel da internet nas revoltas. O autor, Pascual Calicchio, nem ensaia responder por que Havana não está na fila do dominó.
Frisa apenas como é pequeno o grupo de ciberdissidentes na ilha -ainda que não cite que a questão de base, antes de qualquer outra, é quão reduzido é o número de conectados à internet em Cuba (apenas 3% de 11 milhões de habitantes, a taxa mais baixa do Ocidente).
Pequena ou não, Havana já deu mostras de preocupação com o grupo. Em meados deste mês, apareceu na internet um vídeo no qual um "consultor" de informática do governo alertava sobre os perigos de uma "revolução colorida" versão digital, citando movimentos pró-Ocidente no Leste Europeu.
O ponto do autor, seguindo o "twittercético" e sociólogo Malcolm Gladwell, é dizer que nada surge da internet se não há "laços fortes" o suficiente para mobilizar os cidadãos de carne e osso.
Estudiosos de Cuba argumentam, de todas as maneiras, que a internet maciça seria uma plataforma horizontal na verticalizada e atomizada sociedade civil.
DIFERENÇAS
Isolando o fator Facebook/Twitter, a discussão segue nos seguintes termos: 1) ninguém pode prever quando um estopim como o do jovem imolado na Tunísia pode acontecer; 2) há muitos aspectos incomparáveis com os de Egito ou Tunísia.
A começar por Miami. O exílio americano, facilitado pelas regras migratórias de Washington, funciona há décadas como válvula de escape para o regime. É ao mesmo tempo descompressão política e demográfica.
O impacto da migração, aliado a outros fatores, na pirâmide etária de Cuba é tal que a população está encolhendo.
A fuga dos insatisfeitos economiza a maquinaria de repressão da ilha.
Os analistas enumeram outros fatores: por exemplo, a ainda moderada desigualdade na sociedade cubana.
O governador Eduardo Campos recebeu o vice-presidente mundial da Coca-Cola, Irial Finan, além do Presidente da Coca-Cola Guararapes, Luis Delfim.
Na pauta, além dos investimentos que a Coca-Cola Guararapes vem fazendo ao longo dos últimos anos no Estado, projetos que a empresa desenvolve na área sócio-ambiental, os planos da empresa para a Copa do Mundo de 2014, evento em que a Coca-Cola é patrocinadora oficial da FIFA.
Por Cap. Vlademir Assis
Presidente da AME - ASSOCIAÇÃO DO MILITARES PE
Nesta terça, os PM's de todo o Estado realizam passeata, com saída do Memorial de Medicina, ao lado do quartel do Derby.
A expectativa das associações é que a tropa compareça fardada e desarmada para que o ato público sensibilize a população e principalmente o governo do Estado, que ainda não abriu um canal de negociação quanto às reivindicações.
O efetivo da PM ainda aguarda do Governo do Estado uma resposta referente a um documento entregue, no ano passado, onde foi solicitado, entre outros pontos, a equiparação salarial com a Polícia Civil.
Na ocasião, foi criada pelo Secretário de Defesa Social uma comissão para analisar a documentação e emitir uma contraproposta.
Até o momento, nenhuma posição foi divulgada ou enviada às associações militares. Para a mobilização, o indicativo de greve será novamente apresentado à categoria e pode comprometer a segurança no período de carnaval em Pernambuco.
De acordo com o movimento por melhores salários, 'sem nenhum posicionamento do Governo do Estado até o exato momento', as entidades representativas de policiais e bombeiros militares realizam nesta terça-feira (01/03), a partir das 15 horas, mais uma Assembléia Geral Unificada.
Praças e oficiais, ativos e inativos, estarão reunidos na Praça do Memorial de Medicina (ao lAdo do Quartel do Derby) e deverão sair em caminhada rumo ao Palácio do Governo.
A partir de 1º de abril, o Governo do Estado só poderá adquirir produtos das empresas que emitem Nota Fiscal Eletrônica (NF-e).
O Estado vai exigir do fornecedor a emissão da NF-e, em substituição às tradicionais (modelos 1 e 1-A), medida que atende a mais uma etapa da implantação das notas eletrônicas para a Administração Pública Direta e Indireta da União, Estados, Distrito Federal e Municípios.
Desde março de 2008, estão obrigados, pela Secretaria da Fazenda, a emitir a NF-e 24.279 contribuintes que se enquadram nas atividades econômicas cuja emissão eletrônica já é obrigatória. Só em 2010 foram geradas em Pernambuco cerca de 3,5 milhões de notas que movimentaram R$ 15 bilhões.
Com a obrigatoriedade para o Poder Público, a NF-e passa a ser, por exemplo, pré-requisito para uma empresa participar das licitações realizadas para aquisição de produtos.
A medida se aplica independente da atividade econômica, com exceção de serviços que ainda não foram enquadrados à norma.
As operações interestaduais, de importação ou de exportação, também só podem ser realizadas com a emissão de Nota Fiscal Eletrônica. Esta obrigatoriedade é válida desde 1º de dezembro de 2010 e se aplica aos contribuintes cuja atividade principal se enquadra nos códigos da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE).
A CNAE é uma classificação usada com o objetivo de padronizar os códigos de identificação das unidades produtivas do País nos cadastros e registros da administração pública nas três esferas de governo, em especial na área tributária.
Desde o final do ano passado, a legislação estadual ficou mais rigorosa para aqueles que se enquadram na obrigatoriedade e não estão cumprindo. Quem está fora da regra está sujeito à multa de 4% sobre o valor da nota.
A desaceleração na atividade econômica, verificada desde fins de 2010 na indústria e no início do ano na construção civil, não alterou o otimismo dos brasileiros, que se manteve praticamente estável em fevereiro em comparação a janeiro.
O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC), divulgado nesta segunda-feira, 28 de fevereiro, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), revela que o INEC recuou apenas 0,2% de um mês para o outro.
A perspectiva do brasileiro sobre o comportamento da inflação permaneceu também praticamente estável, com uma alta de 0,4% .
Houve aumento nas expectativas sobre o desemprego e compras de bens de maior valor, que registraram acréscimos, entre janeiro e fevereiro, de 2,5% e de 1,4%, respectivamente.
De acordo com o INEC, 30% dos entrevistados em fevereiro apostavam na redução do desemprego, contra 28% em janeiro deste ano.
Outros 35% acreditavam, em fevereiro, no aumento do número de desempregados, nível abaixo dos 37% verificado no mês anterior.
Entre os entrevistados em fevereiro, 27% responderam que esperam comprar mais nos próximos meses, contra 24% em janeiro.
Recuo
Recuaram, contudo, segundo o INEC, os indicadores relacionados à renda. Os brasileiros estão menos otimistas sobre a renda pessoal, situação financeira e endividamento.
O índice de expectativa da renda pessoal registrou o maior recuo da pesquisa, entre todos os indicadores do INEC, com 2,2% em fevereiro sobre o mês anterior: a parcela dos que esperam queda na renda subiu de 6% para 9% dos entrevistados.
Já o indicador de situação financeira caiu 1,2% em fevereiro na comparação com janeiro e o índice de endividamento recuou 2,1% na mesma base de comparação.
Em fevereiro, 22% dos entrevistados estimavam estar mais endividados nos próximos meses, contra 18% que tinham essa expectativa em janeiro.
O economista da CNI Marcelo Azevedo explica que o recuo do INEC nas expectativas sobre renda, endividamento e situação financeira se deve à percepção do aumento das taxas de juros, em decorrência das medidas de restrição ao crédito baixadas pelo Banco Central no começo de dezembro.
“Uma segunda razão provável é de que no início do ano há mais despesas pessoais, com impostos, matrículas e compra de material escolar”, acrescenta.
O INEC ouviu 2.002 pessoas em todo o país entre 13 e 17 de fevereiro.