clássico das emoções
POSTADO ÀS 10:08 EM 01 DE Abril DE 2012
Do Jornal do Commercio
Por Marcos Leandro
Referências nos seus respectivos setores, Dênis Marques e Ronaldo Alves vão travar um dos duelos mais interessantes deste Clássico das Emoções, marcado para as 16h, no estádio do Arruda. O atacante coral vive uma grande fase e será marcado de perto pelo zagueirão alvirrubro.
Dênis Marques chegou ao Arruda sob desconfiança. Afinal, não jogava uma partida oficial havia um ano e meio. O jogador decidiu parar de jogar futebol após uma passagem apagada pelo Flamengo em 2010. Mas no Santa, aos 31 anos, Dênis Marques vem lembrando os bons tempos de Atlético-PR. Já são nove gols no Campeonato Pernambucano em 12 jogos, o que dá uma ótima média de 0,75 por jogo. Mesmo estreando na oitava rodada, contra o Porto, o atacante está mais do que na briga pela artilharia do certame. Por falar no jogo contra o Gavião, Dênis marcou os três gols na vitória por 3x1. Um tremendo cartão de visitas.
"Atacante depende de gols e comigo não é diferente. Gosto de me movimentar, buscar o jogo. Uma hora eu fico (na área), na outra eu saio. E se puder sempre estar marcando, com certeza ficarei feliz, sobretudo em um clássico. A motivação é sempre outra", disse Dênis Marques.
Vale lembrar que o atacante também deixou sua marca na Copa do Brasil. Ele marcou o primeiro gol do Santa na fatídica derrota por 3x2 para o Penarol, que desclassificou os corais da competição nacional.
Sobre o clássico contra o Náutico, Dênis Marques se mostrou bem a fim de jogo. "Vamos procurar nos comportar bem dentro de campo para que, nas chances que aparecerem, possamos fazer os gols. No primeiro clássico contra o Náutico não tive a oportunidade de jogar, mas o resultado ficou engasgado (empate por 2x2), porque foi um pênalti que não aconteceu", lembrou o atacante, referindo-se à penalidade mal marcada por Emerson Sobral sobre Souza, aos 47 do segundo tempo, que gerou o empate alvirrubro.
Ronaldo Alves também não esteve em campo no primeiro Clássico das Emoções deste ano, nos Aflitos. O zagueiro sofreu uma entorse no joelho na partida anterior, contra o Ypiranga. Ele só voltou no empate por 1x1 com o Petrolina, pela 16ª rodada.
Ronaldo foi contratado pelo Náutico para a disputa da Série B. Com muita regularidade, virou dono da camisa quatro alvirrubra e um dos destaques na campanha do acesso. Este ano, ele marcou um gol na estreia do Timbu, contra o Porto, na vitória por 2x0. Hoje, Ronaldo deve ter a companhia de Marlon e Diego Bispo.
pernambucano coca-cola
POSTADO ÀS 09:32 EM 01 DE Abril DE 2012
Do Jornal do Commercio
Após o sonolento 0x0 no clássico entre Náutico e Sport, no último domingo, o torcedor pernambucano clama por um jogo emocionante e de muitos gols hoje entre alvirrubros e tricolores, no Arruda. Até para levantar a autoestima do Estadual, que tem o seu nível técnico sendo bastante questionado.
E no que depender dos últimos duelos entre corais e timbus, no José do Rego Maciel, o encontro desta tarde tem tudo para fazer jus ao apelido de Clássico das Emoções.
Para se ter uma ideia, a média de gols dos últimos quatro encontros entre os rivais, no Arruda, é de quatro tentos por jogo. Bem superior aos atuais 2,5 do Estadual.
No ano passado, por exemplo, Santa Cruz e Náutico fizeram um primeiro tempo eletrizante, que terminou empatado por 3x3. Na etapa final, os dois times tiraram o pé do acelerador e o placar ficou inalterado.
Já em 2010, outra partida emocionante. Depois de abrir 2x0 no placar, o Santa viu o Náutico empatar em apenas dois minutos, com gols aos 38 e 40 do segundo tempo. Porém, com gols do então ídolo Brasão e Jackson, o Santa venceria a partida por 4x2.
As duas equipes voltariam a se enfrentar nas semifinais, com o Timbu segurando o 0x0 no Arruda e se classificando para a decisão após a vitória por 1x0, nos Aflitos.
A última vitória alvirrubra sobre o rival no Arruda foi em 2009. E em um novo jogão. Triunfo alvirrubro por 3x1, com dois gols de falta do lateral-esquerdo Édson Miolo.
Que as últimas partidas sirvam de inspiração.
clássico das emoções
POSTADO ÀS 09:02 EM 01 DE Abril DE 2012

Do Jornal do Commercio
Por Elias Roma Neto e Marcelo Sá Barreto
É comum falar que o futebol é dinâmico. Esta edição do Pernambucano Coca-Cola é uma prova máxima disso. O tricolor Zé Teodoro viveu um inferno pessoal e sofreu com desconfiança dos torcedores, mas agora está muito bem conceituado. Waldemar Lemos, do Náutico, começou o ano com a bagagem do acesso à Série B e prestigiado pela diretoria, mas agora está a um tropeço de ser demitido no Clássico das Emoções de hoje à tarde, no Arruda.
O treinador coral comeu "o pão que o diabo amassou" logo após a eliminação do time na Copa do Brasil. Ele atingiu o limite da impaciência da torcida com a derrota no Arruda para o fraco Penarol-AM, pela primeira fase da competição nacional. Depois disso, deu a volta por cima e hoje comemora a marca de seis vitórias consecutivas.
Se o adversário desta tarde está na crista da onda, o mesmo não se pode falar de Waldemar Lemos. No início do ano, o alvirrubro parecia ter montado uma máquina de vencer. Triunfou nas quatro primeiras rodadas do Estadual com um futebol envolvente e solto, mas após a derrota para o Sport e a contusão de alguns jogadores importantes - Rogério, Cascata, Elicarlos e Ronaldo Alves -, a equipe começou a oscilar.
Não importa que, em alguns momentos, com jogadores da base sendo lançados para suprir a falta de peças de reposição, tenha conquistado vitórias até heroicas. O que vale é que Waldemar entra com a corda no pescoço, sabendo que uma derrota sela a sua demissão. "Isso não importa. Para mim, o que importa é o trabalho, que estou fazendo no clube todos os dias, a partir das 7h dando um duro danado com os jogadores", afirmou.
Zé Teodoro sempre se mostrou solidário com os técnicos dos rivais da capital. "É muito cedo (a pressão). Tem de ter respeito e não se pode julgar um profissional, como me julgaram, por um resultado. Ele e o Mazola têm feito trabalho de nível e mostrado resultado. Tem de se pensar em termos de projeto, futuro e trabalho para o Brasileiro".
Sem medo, Waldemar concorda com a máxima que diz que os treinadores sobrevivem com as vitórias. E faz questão de não enganar o torcedor. "Não tenho medo porque tenho segurança no que faço. Só posso prometer que vou tentar de tudo para vencer os jogos, inclusive este com o Santa Cruz, para chegarmos bem nas finais e com possibilidade de chegar ao título", afirmou.