Rubro-negro em Paris

Reive Filho vestiu as cores do Sport durante visita a Paris, França.

Reive Filho vestiu as cores do Sport durante visita a Paris, França.
O Santa Cruz criou, mesmo sem querer, uma polêmica ao treinar no Centro de Treinamento do Náutico. Ao meu ver, o fato foi lamentável porque mostrou que o clube está carente de uma melhor estrutura. Porém, muitos torcedores viram como o sinal do fim da rivalidade entre os clubes. O técnico Zé Teodoro, no entanto, em entrevista ao repórter Alfredo Augusto Martinelli, lamentou a situação do clube. Mas não viu problema sob o aspecto da rivalidade. Tanto que afirmou: vai pedir ao Sport para utilizar o CT do clube rubro-negro. O leitor pode conferir a entrevista no link abaixo.
Mas se depender da diretoria do Santa Cruz, esse pedido não vai acontecer. Os tricolores resolveram arregaçar as mangas. A falta de um espaço para treinamento vem acontecendo desde a disputa do Campeonato Pernambucano. No momento, o gramado do Arruda está sendo tratado. O clube está cuidando da sua drenagem. E, por isso, o time profissional está procurando lugar para treinar. O presidente do Santa Cruz, Antônio Luiz Neto, em entrevista ao Blog do Torcedor, confirmou que o Centro de Treinamento Valdomiro Silva, localizado no bairro de Beberibe, será reformado.
"Estamos trabalhando nesse projeto. O Santa Cruz precisa de um lugar para treinar. O CT Valdomiro Silva ainda pertence ao clube. Lá, existem dois gramados: um oficial e outro sem-oficial. Vamos reformular o gramado oficial e transformar o segundo em oficial. Ainda há a possibilidade de construir o terceiro", disse o presidente coral. Antônio Luiz Neto não quis revelar valores, mas garantiu que o custo está dentro da realidade do Santa Cruz. "Contaremos com o apoio de parceiros", completou.
"Estavam me tratando como um qualquer", desabafou o atacante bruno meneghel ao anunciar que a partir desta sexta-feira já não faz mais parte do elenco do Náutico. Depois de não conseguir acerto com a diretoria do clube, o jogador, que já vinha treinando separado do grupo, conseguiu uma liminar na Justiça do Trabalho e deixa o Timbu. Ele ainda não definiu qual será seu futuro no futebol.
"A única coisa que eu queria era jogar e eles estavam me impedindo de fazer a coisa que eu mais gosto", lamentou Meneghel. O atacante explicou que, desde de que o técnico Waldemar Lemos resolveu afastá-lo do time titular, ele vem tentando encontrar uma maneira mais simples de resolver o impasse.
De acordo com Meneghel, toda a diretoria aceitou o seu afastamento, menos o presidente. Berillo Júnior teria exigido que o jogador abrisse mão do que ainda tinha para receber caso deixasse o clube. "O treinador preferiu me afastar, isso é uma coisa que eu não concordo. Ele achou que eu não estava sendo útil. E eu já estava no meu limite, pois já tivemos duas semanas para resolver e eles não estavam reoslvendo nada. Tentava ligar para o presidente e ele não me atendia, tentava marcar reunião e ele não queria conversar", contou.
O atacante disse ainda que foi o último a não receber o salário de abril, pago na última quarta-feira. Dessa forma, a dívida do clube chegava a quase três meses de salário e ainda uma parcela das luvas. "Depois de tudo o que eu construí no Náutico, toda a história que eu tive, estavam me tratando como um qualquer, e isso eu não aceito. Foi a atitude mais certa que eu pude tomar, não estou arrependido."
Em sua entrevista ao repórter José Silvério, Meneghel deixa claro que a dificuldade partiu do presidente alvirrubro e que a boa relação com a torcida alvirrubra iria continuar. "Desde o início procurei fazer meu mehor, quando eu entro para jogar eu jogo com a minha alma. O que fica de bom é o carinho e o respeito que a torcida teve comigo. É isso que eu vou levar", concluiu o jogador.
GEÍLSON - Se o Náutico perdeu a briga na Justiça com Meneghel, ganhou com o atacante Geílson. O jogador, que esteve no Náutico em 2010. Dispensado após trocar tapas com o também atacante Emanuel nos vestiários dos Aflitos, Geílson colocou Náutico na Justiça pedindo pedia indenização por quebra de contrato. A diretoria timbu ganhou causa, comprovando demissão por justa causa.
O futuro de qualquer clube estará garantido se os dirigentes se preocuparem com as divisões de base.
Mas parece que no Náutico não segue essa linha de trabalho.
E quem expôs a deficiência foi o técnico Valdemar Lemos, em entrevista coletiva concedida na manhã desta sexta-feira.
O treinador foi visitar o alojamento dos garotos nos Aflitos. E não gostou do que viu.
O clube não evoluiu em nada desde 2009, ano em que dirigiu o futebol do Náutico pela primeira vez.
Alojamentos abarrotados de gente e sem estrutura.
Uma equipe de reportagem foi ao local.
Foi obrigada a sair. O supervisor do clube, Cid Bezerra, o vice-presidente administrativo financeiro, Eduardo Moraes, e um segurança intimaram a equipe.
Um absurdo. O pior que não é a primeira vez que acontecem episódios assim no Náutico.
O próprio Blog do Torcedor chegou a ser barrado nos Aflitos. Uma repórter de TV teve que ouvir xingamentos e escapou de ser agredida fisicamente. Aliás, até hoje o clube não devolveu a fita à emissora.
Em uma nota oficial, o presidente do Náutico, Berillo Júnior, negou que tenha acontecido agressões na tarde desta sexta-feira.
"Somos um clube democrático, adepto da liberdade e um local onde a palavra censura não se encontra presente nos estatutos e regulamentos da instituição.
"
Depois da volta de Thomas Anderson para aavaliação no Santa Cruz, quem chega ao clube é o goleiro Luís Paulo, que participa do treino desta tarde. Gaúcho, de 21 anos e 1,98 m, o atleta foi revelado pelo Internacional-RS e estava atuando pelo Osasco. O preparador de goleiros Washington Araújo e o técnico Zé Teodoro vão acompanhar o jogador, mas ainda não há uma data certa para que seja decidido se ele será ou não integrado ao elenco coral.
AMISTOSOS - O gerente de futebol coral Ataíde Macedo contou que no próximo dia 19 os tricolores deverão enfrentar o fortaleza em amistoso previsto para o Arruda. No domingo seguinte, dia 26 de junho, haverá o jogo de volta em Fortaleza.
Com informações do repórter Elias Roma Neto, do Jornal do Commercio.
O volante Rithely terá a chance de estrear com a camisa rubro-negra no jogo deste sábado, contra o ASA em Arapiraca. Ele ganhou a oportunidade depois que uma virose tirou do titular Hamilton a possibilidade de viajar com o grupo.
"A briga entre os volantes é muito grande, tem muita gente com qualidade. Se eu não correr, se eu não der o sangue, se eu não brigar ali dentro de campo, Hélio dos Anjos não estaria me dando essa oportunidade", afirmou o jogador. Ouça a entrevista completa concedida pelo volante ao repórter Leonardo Bóris, da Rádio Jornal:
Os presidentes do Náutico — o executivo e o do Conselho Deliberativo — não estão falando a mesma língua.
André Campos, o presidente do Conselho, tem feito várias críticas a decisões do Executivo, desde a contratação do técnico Waldemar Lemos à saída do clube do programa Todos Com a Nota.
Nesta sexta-feira, ele postou em seu Twitter a mensagem: "Parece que o bom senso vai prevalecer. Náutico pode voltar ao Todos com a Nota". Confira:
A resposta do presidente do Executivo foi firme. "O Náutico não pensa em voltar ao Todos com a Nota. E André deveria acabar com o Twitter dele. Tudo que escreve gera polêmica", disse Berillo Júnior ao repórter João de Andrade Neto, do Jornal do Commercio.
De que lado a torcida alvirrubra está?
A novela envolvendo a renovação do contrato do atacante Jorge Henrique com o Corinthians teve um final feliz nesta sexta-feira. As duas partes chegaram a um acordo e já assinaram um novo vínculo, que vai agora até dezembro de 2014.
Jorge Henrique tinha contrato com o clube apenas até o final deste ano. Assim, poderia assinar um pré-contrato com qualquer outra equipe já no primeiro dia de julho. Para manter o jogador, a diretoria antecipou as conversas a respeito da renovação, mas encontrou no salário pedido por Jorge Henrique um grande empecilho.
Temendo não chegar a um acordo salarial com o atacante, a diretoria chegou a sugerir que ele fosse usado como moeda de troca em negociações com o Internacional, por Andrezinho, ou com o Grêmio, por Douglas. Nenhuma das duas, porém, vingou.
Na quinta, o agente do jogador, Roberto Gomes, chegou a divulgar uma nota oficial, por meio da assessoria de imprensa do jogador, negando que Jorge Henrique estivesse pedindo um salário fora da realidade financeira do clube paulista. "O Jorge (Henrique) não é nenhum mercenário, como está sendo colocado. Estamos em divergência, é verdade, sobre tempo do novo contrato, valores e luvas, mas tudo muito diferente do que tem sido ventilado", disse.
Mais tarde, Jorge Henrique sugeriu em seu Twitter que o acordo estava próximo, reafirmando sua forte relação com o clube. "Amanhã (sexta) resolve tudo. Eu não quero a mesma coisa que o Adriano recebe, até porque, perto do que ele já fez na carreira, eu não fiz nada", escreveu o jogador, que completou: "Sempre vou te amar e respeitar, Corinthians!"
Jorge Henrique tem perdido espaço no elenco corintiano e não é mais tido como intocável, como foi em 2009, ano em que chegou ao clube. Mesmo assim, tem a confiança de Tite, que solicitou publicamente à diretoria a permanência do jogador. Teve o pedido atendido.
Fonte: Agência Estado
REPRISE O Blog do Torcedor conversou com Sidclei Vasconcelos, vice-presidente de marketing do Sport, e Jorginho Peixoto, vice-presidente social, a respeito das ações que o clube tem realizado e pretende realizar.
Confira:
Na entrevista, Sidney e Jorginho falaram sobre os planos de aumentar o número de sócios do clube. Atualmente, o Leão possui cerca de 10 mil sócios em dia. Os dirigentes querem atingir a marca de 30 mil até dezembro. Para garantir conforto de todos os sócios, existe a ideia de aumentar o espaço para os sócios na Ilha do Retiro. A dupla de dirigentes também comemorou o fato do Sport já ter vendido cerca de 20 mil peças do seu uniforme em um mês. A camisa amarela teve uma boa receptividade entre os torcedores e deve ser aprovada como terceiro uniforme pelo conselho deliberativo. Assim que for aprovada oficialmente, o Leão deve atuar em uma partida com o novo uniforme.
Vídeo sugerido pelo internauta Haroldo Pina.

Do UOL Esporte
A patrocinadora de uniforme do Vasco, Penalty, apresentou nesta sexta-feira uma camisa em homenagem ao meio-campista Juninho Pernambucano. A peça faz referência ao gol histórico que o Reizinho, como é chamado pela torcida, marcou de falta contra o River Plate, durante a Copa Libertadores de 1998, no estádio Monumental de Nuñez, na Argentina.
Com o gol de Juninho, o Vasco foi classificado para as finais do torneio e, na partida contra o Barcelona do Equador, tornou-se campeão. O gol é bastante conhecido entre os vascaínos, pois virou até canção entoada em São Januário.
O mais interessante da camisa fica escondido. O rosto de Juninho está estampado no lado interno da peça. Na frente, consta a frase "Gol de quem?" e uma etiqueta réplica do ingresso da partida River Platex Vasco. Nas costas, contém a citação "Juninho Monumental".
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Da Agência Estado
Por Antero Greco
Quem te viu, que te vê. O incendiário virou bombeiro. A menos de uma semana para o primeiro jogo com o Peñarol, pela decisão da Copa Libertadores, Muricy Ramalho abandona o estilo explosivo e assume postura light, quase na base do paz e amor, tão em moda nos tempos em que era boleiro e cabeludo na metade dos anos 1970.
O treinador do Santos garante que encara os duelos com os uruguaios com naturalidade e avisa que não vê como obsessão o título, um dos poucos que não tem na carreira que inclui como destaques quatro Brasileiros (2006, 2007, 2008 e 2010). "Não tenho essa loucura pela Libertadores", confidenciou Muricy, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.
O tom moderado faz parte também da estratégia para os confrontos decisivos contra um rival com o qual o Santos histórico de Coutinho, Pelé e Pepe topou pela frente em 1962 (e de quem ganhou). Muricy pede um time atento, ligado, mas não "pilhado". Bate na tecla de que Libertadores "é futebol, não guerra", promete esquema atrevido e nem cogita a possibilidade de reprimir Neymar. "Como vou me meter com um cara que é fora de série?", questionou.
A versão suave de Muricy será colocada à prova nas duas próximas quartas-feiras: a primeira, em Montevidéu. A outra, no dia 22, em São Paulo. Ao falar sobre a importância da Libertadores, o comandante afirmou: "Torneio importante, diferente, mas não sou maluco por isso. Os outros é que ficam falando que preciso ganhar Libertadores. Nem penso nisso. Durmo muito bem antes dos jogos. Só perco o sono depois, por causa do estresse. Vou dormir às 5 da manhã e acordo às 7. Fora isso, nada, sou técnico de futebol e fui contratado pelo Santos para fazer trabalho de longo prazo".
O treinador também minimizou o fato de não ter conseguido sucesso em outras edições de torneios mata-mata. "Não sou bom de lembrar. Sei que cheguei uma vez na final da Libertadores, em 2005 (na verdade, em 2006, quando o São Paulo caiu diante do Inter), e perdi. Mas ganhei muitos torneios e perdi outros desse jeito. É da profissão. Eu vivo disso. E sei que vivo dos resultados", enfatizou.
Já ao comentar sobre a sua postura menos enérgica dentro de campo nos últimos tempos, Muricy declarou que as experiências do passado o fizeram ficar mais calmo à beira do gramado. "Acho que a gente vai ficando mais velho e muda. Levanto menos do banco, já não saio sem voz dos jogos", admitiu.
Prestes a lutar diretamente pelo título da Libertadores sob o comando do Santos, Muricy também voltou a revelar o seu descontentamento com a atual administração no Fluminense, clube que ele deixou neste ano depois de ter sido campeão brasileiro em 2010.
"Quando cheguei no Flu, fazia três anos que (o clube) brigava para não cair. Não tinha lugar para treinar, às vezes eu arrumava academia com algum amigo. Cheguei e não mexi com ninguém da comissão técnica e fui ganhando as pessoas. Na reta final, tinha jogadores machucados e todos se superaram. Ganhamos o título. Aí chegou gente nova no clube. E é que nem treinador, que não gosta de chegar em time campeão. Numa reunião no Clube dos 13, um dirigente disse para o presidente que ia me contratar. Ele respondeu que ia fazer mesmo grande mudança na comissão. Aí saiu o assessor de imprensa, que eu adorava. Depois, o diretor de futebol, que eu adorava. Pedi três reuniões, o presidente não foi em duas. Na única que tivemos, falamos três horas e em nenhum momento ele disse que ia acertar o que pedi. Os caras não queriam que eu ficasse. Não foram meus parceiros e saí", ressaltou.
Com reforços pouco expressivos, um time sem estrelas e apresentando um futebol abaixo do esperado a torcida do Goiás não está muito empolgado com a equipe neste início de Série B do Campeonato Brasileiro. Por conta disso, para lotar as arquibancadas do estádio Serra Dourada a diretoria esmeraldina vai manter a promoção de R$ 2,00 no preço do ingresso para a partida da próxima terça-feira, às 19h30 (de Brasília), ante o Paraná Clube.
No primeiro jogo do Goiás diante do seu torcedor, ainda com o preço de ingresso antigo, apenas 1.652 compareceram ao estádio Serra Dourada para acompanhar a vitória ante o Grêmio Barueri. Já no segundo compromisso em Goiânia, a diretoria lançou esta promoção no valor das entradas e o público foi de 18.287, o segundo maios da competição, e o time goleou o ASA por 4 a 1. Para esta terça a cúpula esmeraldina espera cerca de 30 mil pessoas.
“A presença da torcida foi fundamental no primeiro jogo. Eles apoiaram o tempo todo e deram muita força ao nosso time. Espero que isso se repita na próxima terça-feira, para que possamos vencer mais uma partida na competição, pois esse jogo será muito importante”, declarou o meia Diniz, que fez sua estreia pelo Goiás na partida ante o ASA.
Apesar da grande presença da torcida no último jogo no Serra Dourada, o público encontrou muita dificuldade para comprar o ingresso e entrar no estádio. Devido à reforma do local para a disputa do amistoso da seleção brasileira contra o Holanda, apenas dois guichês de bilheteria e duas catracas estavam funcionando no local.

Goleiro Gustavo vibra com o título pernambucano em 2006 // Foto: JC Imagem/Arquivo
Atualizado às 12h40
Aos 33 anos, Gustavo, goleiro que jogou nos três grandes clubes do Recife, anunciou que está se retirando dos gramados, escrevendo uma mensagem falando sobre a sua carreira, do início ao fim. Um belo texto, no qual revela que não alcançou tudo que sonhava no futebol, mas descobriu a vitória como os ensinamentos tirados sobretudo no trabalho coletivo.
No Sport, o goleiro, natural de Uberlândia-MG, viveu seu melhor momento no estado, com o título pernambucano em 2006, defendendo o pênalti que garantiu a taça a equipe rubro-negra, lance registrado pela agência JC Imagem na imagem abaixo:

Foto: JC Imagem/Arquivo
Gustavo foi também campeão em 2007 pelo Leão. No Santa Cruz e no Náutico, não foi muito bem e, na maioria dessas passagens, foi reserva. Atuou também por Americana, Nacional e Figueirense; neste último, passou várias vezes.
Abaixo, o texto de despedida do agora ex-goleiro:
Acabei a carreira guardei a fé
A vida de todos nós é composta de ciclos que começam e terminam de tempos em tempos, esses períodos vão de breves passando a medianos e outros duram a vida toda, é assim nas diversas áreas que compõem a nossa existência, feliz é aquele que consegue detectar qual o momento de cada ciclo e se dedica ao máximo para cumprir o seu papel nesse processo… É assim nos estudos, nas paixões juvenis, nos casamentos, na criação dos filhos, na nossa área profissional e etc. Já dizia o grande sábio “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu”.
Pois bem, acredito que chegou o momento de finalizar um ciclo, confesso que não está sendo fácil, mas acredito que cumpri o meu papel. Procurei fazer com intensidade o meu melhor dentro das minhas limitações humanas, obtive conquistas e perdas, descobri que a vitória não é o resultado em si de uma partida, mas sim o ensinamento que tiramos daquela lida.
Talvez não tenha conseguido tudo aquilo que sonhei ao longo da caminhada, desde muito cedo vi que muito dos meus sonhos eram vaidade e projetos egocêntricos, vi que a vida não pode ser vivida só e que a verdadeira realização consiste em compartilhar/beneficiar o coletivo. Embora a tão sonhada independência financeira não fora atingida, conquistei algo que não há dinheiro que compre: Respeito, Carinho e Admiração pela maioria daqueles que viviam a minha volta.
Penso que outras prioridades no momento sejam mais importantes, então fica aqui o agradecimento a todos aqueles que lutaram comigo nesses 20 anos de carreira, foi muito prazeroso e confortante sentir que nós estávamos juntos, se não juntos fisicamente no dia a dia, estávamos ligados no mundo espiritual, fui sustentado pelos seus pensamentos positivos, pelas suas palavras de ânimo e o mais importante pelas suas orações. Obrigado por me carregarem no colo quando eu não tinha forças, todas as minhas conquistas são suas também.
Profissionalmente falando talvez não tenha muito a oferecer em termos de experiência para um novo mercado de trabalho, em compensação sou um papel em branco sem manchas, manias e defeitos pronto a ser preparado e lapidado como uma flecha prestes ao lançamento em direção ao objetivo proposto pelo flecheiro.
Tão motivado quanto saí de casa aos meus 14 anos recomeço um novo ciclo profissional, embora não saiba o que me espera pela frente, sei que serão pequenos estes desafios e obstáculos, diante do ímpeto que me faz seguir em direção ao Alvo.
Jesus morreu e ressuscitou aos 33 anos, sua morte e sua ressurreição estiveram muito próximos, o fim e o começo, a derrota e a vitória. A linha que separa esses dois estágios é muito tênue cabe a nós também não nos entregar sabendo que a perseverança é a chave que abre a porta para as vitórias. Afinal o sofrimento é passageiro, desistir é para sempre.
Gustavo Ramon
09/06/2011

Grande Marcelo,
Estou em Toronto, Canadá, e como sempre, para saber notícias do meu Leão, fico ligado no seu blog. Aproveito para mandar essa foto minha vestido com o manto sagrado, tirada no domingo passado nas Cataratas do Niágara durante passeio de barco no Maid of Mist.
Diogenes Espindola.

Por Roberto Vieira
O velho Chico era o mar, pensava João, no silencio de si mesmo.
João que sonhava ser jogador de futebol no Carranca.
Ganhando de goleada do Palmeiras.
O violão surgiu depois.
Moura paixão dedilhada nas madrugadas.
O violão era o mar, pensava João, no som de si mesmo.
João que sonhava ser carranca no Rio de Janeiro.
Insensatez, disseram todos.
João ficou jogando com bolinhas de papel no sertão.
Samba de uma nota só.
Até o dia em que o Carranca perdeu a final do certame juazeirense.
João fez suas malas e partiu sem saudade da Bahia.
“Tom, quero te mostrar uma música!”
Tom que estava de saída prum jogo do Botafogo.
Se é tarde me perdoa.
Tom ficou ouvindo aquela batida inusitada.
Como Nilton Santos sendo driblado por Garrincha.
Tom virou João.
“Nunca ouvi falar do Carranca!”
Vinícius imaginou as carrancas no rio e sonhou com elas a noite toda.
Mil peixinhos a nadar no mar.
Elizeth Cardoso ouviu da tristeza que sem ela não pode ser.
Newton Mendonça quis saber tin tin por tin tin.
O que é que o baiano tem?
João amou Astrid.
João amou Miucha.
João amou Doralice sabendo que é preciso perdoar Stan Getz.
Pois os pernas de pau também têm um coração.
O carranca ficou nas águas do rio.
Rio imenso de Luís Pereira e Daniel Alves.
Rio de Ivetes e Geraldos.
Rio de duas cidades.
Rio da música popular brasileira que desemboca no mar.
Mar imenso imerso em oitenta anos de barquinhos.
O violão era o mar.
O violão era João...
Roberto Vieira é médico, escritor, blogueiro e vez por outra colabora com o Blog do Torcedor

O Ituiutaba mudou de nome. A equipe, que disputa a Série B, agora se chama Boa Esporte Clube.
A Federação Mineira de Futebol confirmou o novo nome, bem como a mudança de sede, de Ituiutaba para Varginha, onde o time já atuava desde janeiro.
O nome Boa, agora oficializado, era antes um apelido referente ao primeiro nome do clube, Boa Vontade Esporte Clube, fundado em 1947.
O próximo jogo da equipe na Série B é nesta sexta-feira contra o Guarani, já com o novo nome.
Com informações da Revista Série B