Alívio de volta ao Náutico
Marcelo Sá Barreto
Do Jornal do Commercio
SERRA TALHADA – Não é de hoje que o Náutico tem nos seus volantes o “pulmão” do time. A conquista da vaga na Série A do Campeonato Brasileiro, por exemplo, teve na trinca Derley, Elicarlos e Everton um dos seus pilares. Coincidência ou não, nos dias atuais, a coisa não mudou tanto. Com a diferença da saída de Everton para a entrada de Souza, que encaixou muito bem no setor. Amanhã, contra o Serra Talhada, no Sertão, os três jogadores, ausentes na derrota para o Salgueiro, estão de volta. O que não deixa de ser um alívio para os torcedores.
Sem os três, a equipe entrou em campo fragilizada na última quarta, no Salgueirão. Seus substitutos, Auremir e Lenon – o esquema tático foi o 3-5-2 para amenizar a perda defensiva –, esforçaram-se, mas o descompasso em toda e qualquer jogada aérea do Salgueiro evidenciou os efeitos nocivos dessa ausência em massa. Com o retorno, espera-se uma maior consistência diante do time laranja.
“Estamos de volta e todos confiantes de que podemos vencer o jogo. Nosso time treinou bem, o gramado é bom e o calor é para as duas equipes. Isso não deve fazer diferença mesmo, já que treinamos todos os dias até o meio-dia. O calor é para todos”, afirmou o ídolo Derley, que fez questão de viajar com o elenco para Salgueiro. Ele assistiu à partida no setor de camarotes do Salgueirão.
Mais do que nunca, o Náutico vai precisar das características ofensivas dos três, já que o time não terá Eduardo Ramos, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. De Derley, o técnico Waldemar Lemos espera as arrancadas, que, em muitas oportunidades, transformam-se em gols. Elicarlos não só tem os lançamentos de longa distância como os arremates de fora da área. Por último, Souza aparece como uma das principais peças do grupo, com cobranças de falta fulminantes. Duas resultaram em gols nos clássicos contra Sport e Santa Cruz.
“Já estamos acostumados a jogar assim desde o ano passado. E vamos fazer o que Waldemar Lemos pedir. Se eu tiver de sair mais, sairei. Se Elicarlos for escalado para chegar mais à frente, eu fico. O importante é cumprir taticamente o que for pedido para vencer o encontro”, disse Derley.
Mais técnico, Souza deve ser centralizado no meio de campo para fazer trabalho semelhante ao de Eduardo Ramos. Ele aceita o desafio. “Não sei se Waldemar vai pedir isso. Mas já tive a responsabilidade de criar e não vejo motivos para deixar de ajudar. E se pintar uma falta nos arredores da área, espero converter em gol”, concluiu Souza.

