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Seis meses depois de acidente, jogador do Central precisa de apoio para continuar tratamento

POSTADO ÀS 10:30 EM 18 DE Novembro DE 2009

Lateral-esquerdo Adeíldo, 30 anos, critica o clube e segue sem previsão de volta aos gramados

Foto: Breno Pires/Blog do Torcedor

O braço cicatrizou, mas o fêmur não. Fotos: Breno Pires/Blog do Torcedor

Em 27 de abril de 2007 quatro jogadores do Central sofreram um grave acidente na rodovia BR 232, km 62, no trecho da cidade de Pombos, envolvendo sete veículos. O carro de Adeíldo, Cláudio, Heider e Jardel estava parado no congestionamento provocado por um protesto contra um atropelamento que ocorrera horas antes na mesma rodovia, quando foi atingido por um caminhão embalado que não conseguiu frear na curva. O choque mudou a vida de Adeíldo; e tirou a de Jardel, que faleceu na hora. (Relembre)

Perto de completar seis meses, o acidente ainda deixa sequelas em Adeíldo. O lateral-esquerdo recifense, de 30 anos, ainda se recupera da fratura no fêmir esquerdo e do rompimento de ligamento da clavícula, e guarda as cicatrizes dos cortes que teve no braço, na região entre o peito e os ombros e na perna atingida. Com recursos mínimos e sem apoio do Central, Adeíldo não está podendo fazer o tratamento de forma adequada. Precisa de mais apoio para bancar os custos. E ainda não tem previsão de retorno aos campos.

O jogador, que ganhava R$ 1,7 mil no clube de Caruaru, que defende desde o fim de 2008, vem recebendo agora apenas R$ 500 do INSS. Este é o valor que consta em sua carteira de trabalho, e ficou sendo o do benefício. Os outros R$ 1,2 mil eram recebidos por fora, referentes a direito de imagem, e o Central não está pagando. "O presidente do Central (Ronaldo Lima) disse que ia ajudar e que ia dar apoio. A única coisa, além de ajudar quando eu estava internado na Restauração, foi dar R$ 400 no fim de outubro. Já liguei várias vezes, e a ajuda fica só na conversa", afirmou o jogador em entrevista ao Blog do Torcedor, de sua residência, no bairro do Arruda.

Foto: Breno Pires/Blog do Torcedor   Foto: Breno Pires/Blog do Torcedor

Adeíldo e sua mãe, Nanci, em sua humilde casa, na Rua das Moças, no Recife

Adeíldo revelou ter ficado três meses sem andar. "Depois comecei a andar com muleta e só voltei a andar sem muleta agora", disse o jogador, que, além do INSS, tem sido mantido com a ajuda de amigos, familiares e do empresário. "Tenho que fazer o trabalho de fortalecimento de perna. Era para fazer agora, mas não tem recursos. Fisioterapia, eu deveria fazer três vezes por semana. Mas tem que pagar as sessões e falta dinheiro. Só estou indo uma. Academia não tenho como pagar", revela o jogador, que fez menção ao apoio recebido do fisioterapeuta Alfredo Santos e do filho Alfredo Santos Júnior, do Santa Cruz, que é professor de educação física e vem fazendo especialização em fisioterapia, e no momento está trabalhando na comissão técnica tricolor.

"A gente fez um plano de saúde para ele, mas não cobre muita coisa", explica o empresário do jogador, Helton Borba. O empresário diz que Adeíldo está a ponto de interromper o tratamento porque está sem o dinheiro. "A noiva dele (Albanice) teve de largar o emprego e usar o dinheiro do FGTS para cobrir gastos. No começo foi muito gasto com remédios", diz. "Apesar da dificuldade que o clube (Central) vem tendo, que eles não esqueçam de Adeíldo", pede.

Adeíldo se profissionalizou no Náutico, onde ficou entre 1996 e 1998, e passou por times como Ypiranga, Serrano, Vitória, Estudantes, Belo Jardim, Cabense, Usina Catende e Intercontinental (PE), CSE (AL), Tubarão (SC) e Lagartense (SE), além do Central. Hoje, reza para pode um dia voltar a jogar futebol.

Quanto aos outros dois envolvidos no acidente, Cláudio sofreu leves escoriações e Heider teve problemas na coluna e estaria em tratamento, segundo informações de Adeíldo e seu empresário.

Confira vídeo com Adeíldo:

 

 

Presidente do Central diz estar ajudando como pode

Em resposta às cobranças de Adeíldo, que está recebendo R$ 500 mensalmente do INSS, e pede os outros R$ 1,2 mil que recebia do time (valor registrado como referente a direito de imagem e que, por isso, não entra na carteira assinada), o presidente do Central, Ronaldo Lima, negou que esteja sendo negligente com a situação do jogador. Disse que, quando o jogador entrou em contato, atendeu o pedido e repassou R$ 400. "O que ele pede pede, a gente atende na medida do possível. Agora a gente também não tem condições de pagar R$ 1 mil ou R$ 2 mil reais por mês a ele", afirmou, em entrevista por telefone ao Blog do Torcedor.

Lima garantiu que fez um convite ao jogador para fazer o tratamento em Caruaru, custeado pelo clube. "Se ele vir para cá, o clube tem convênio com uma clínica de reabilitação e poderá atendê-lo. Mas ele disse que queria fazer no Recife. Não podemos mandar médico para lá". A versão não é confirmada pelo empresário do jogador. "Ele apenas comentou que o jogador poderia fazer o tratamento lá. Mas como ele ia se manter lá, sem família por perto? Teria que levar a família, e como iria pagar isso? Os custos para Adeíldio iam ficar bem maiores", disse Hélton Borba. "Ele prometeu ajudar, mas não estou vendo. Ele nem ligava para saber como eu estava", criticou Adeíldo.

O presidente do Central entende que o jogador não tem direito ao valor referente ao direito de imagem. "A gente paga o direito de imagem do jogador quando a gente está em uma competição", disse. "Eu acredito que, no momento em que ele entra no INSS, acaba o vínculo com o clube. A gente pode dar uma assistência, agora o dever de pagar é do INSS. O INSS é que tem que pagar a ele", completou.

 


Leia mais:

» Direito de imagem e acidente de trabalho: uma análise do caso de Adeíldo

 




Postado por Breno Pires | Notícias | permalink | imprimir | enviar | topo

1 Comentários | comente este post

Por - ALVIRUBRO DF | Novembro 18, 2009

AO NÁUTICO E JOGADORES: FAÇAM UMA CARIDADE PARA ESTE RAPAZ !
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