Náutico 0 x 2 Internacional - Timbu perde a quinta seguida
Atualizado às 21h00

O Náutico perdeu para o Internacional por 2 x 0, nos Aflitos, na noite deste domingo. É a quinta derrota seguida do Timbu, que permanece na 17ª posição do Campeonato Brasileiro. O Alvirrubro está em queda livre, e só não caiu mais uma posição porque o Atlético-PR (que estava na frente do Timbu no critério de desempate de cartões vermelhos) perdeu hoje por 4 x 1 para o Grêmio e agora está atrás pelo saldo. E, nessas cinco derrotas, nem mesmo um gol o time conseguiu marcar. A fase é péssima e mudanças são urgentes.
SEGUNDO TEMPO
O segundo tempo começou devagar, devagar. O Inter, que foi melhor do que o Náutico no fim do primeiro tempo, voltou da mesma forma, sem dar muito espaço para o Náutico, porém sem chegar com perigo real à meta alvirrubra. A mudança de Johnny por Eduardo Eré, feita no intervalo, pois Johnny não estava fisicamente bem devido a uma virose, não acrecentou ao Náutico.
O Timbu chegou ao ataque com Anderson Lessa aos 15, cabeceando bola perigosa, mas a bandeira já estava levantada: impedimento.
Kléber respondeu aos 16, chutando uma bola que bola desviou na zaga e foi em direção ao ângulo, mas saiu.
Aos 18, Carlinhos Bala bateu para fora. Em seguida, o técnico colocou Aílton no lugar de Anderson Lessa.
A entrada de Aílton fez bem à equipe. O meia passou duas bolas para Gilmar, que levaram perigo. Na primeira, um cruzamento na área, o atacante deu um carrinho e faltou pouco para alcançar a bola. Na segunda, serviu o jogador na entrada da área pela direita, e Gilmar mandou uma bomba à meia altura, defendida por Lauro.
No entanto, a substituição poderia ter sido diferente. O técnico Márcio Bittencourt poderia ter sacado o volante Nilsou ou Eduardo Eré e deixar o time no 4-4-2, para tentar chegar mais ao ataque. Faltou coragem ao treinador, que temeu o poder ofensivo do Inter e preferiu não mexer na estrutura defensiva, mesmo que com isso segurasse apenas um ponto.
No intervalo entre aquelas duas duas chances criadas por Aílton, uma boa outra boa jogada alvirrubra: Galiardo lançou Carlinhos na direita, nas costas da defesa. Por uma fração de segundo o goleiro, que saiu da área, chegou primeiro, salvando uma situação de um contra um.
Esses três lances representaram o melhor momento do Náutico no segundo tempo. E foi exatamente aí que o técnico Tite percebeu a necessidade de modificar a equipe e colocou Andrezinho e Alecsandro. Acertou em cheio.
De Andrezinho, veio um chute aos 24 minutos, que Eduardo espalmou para escanteio. O próprio Andrezinho fez a cobrança e, após um pequeno desvio de cabeça, a bola sobrou para Nilmar, absolutamente livre, dentro da área, com quatro jogadores alvirrubros ao redor, mas nenhum deles perto o suficiente para impedir o chute do atacante: 1 x 0, aos 25 minutos.
O gol demandou uma ação rápida do técnico alvirrubro. Ele colocou Márcio Barros e tirou Juliano, passando Eré para a lateral. Mas, antes que o time pudesse se recompor do gol tomado, o zagueiro Asprilla foi expulso de uma forma irresponsável: o árbitro Marcelo de Lima Henrique marcou uma falta do jogador, que levou o cartão amarelo e ficou reclamando, chegando a apontar o dedo em riste na cara do árbitro. Asprilla seguiu reclamando e acabou expulso. Cartão vermelho direto. Uma atitude irracional do jogador, a qual só fez prejudicar o Náutico.
A expulsão foi aos 28, e aos 31 o Inter matou o jogo, com um gol irregular: Andrezinho tocou a bola para Guiñazu, que deixou passar, e Nilmar recebeu livre de marcação na cara do gol e colocou no ângulo esquerdo de Eduardo. A irregularidade da jogada consiste no fato de que o atacante estava impedido tanto na hora do passe de Andrezinho quanto no momento do corta-luz de Guiñazu.
Depois disso, o Náutico não mais existiu em campo. Tentativas desesperadas de atacar, mal-sucedidas, alternadas com o toque de bola para os lados, à espera do fim da partida. O 2 x 0 estava bom para o Inter e o Náutico só queria que o jogo acabasse.
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