Blog Ciência e Meio Ambiente

jubarte

Na rota das baleias

POSTADO ÀS 12:18 EM 18 DE Junho DE 2013

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pesquisa

Aquecimento dos mares provoca derretimento de gelo na Antártica

POSTADO ÀS 06:27 EM 18 DE Junho DE 2013

WASHINGTON - O aquecimento dos oceanos faz derreter as plataformas glaciares em torno da Antártica e é o responsável pelas maiores perdas da massa de gelo, tradicionalmente atribuídas à formação de icebergs, revelou a Nasa em um estudo publicado recentemente.

Cientistas estudaram as taxas de derretimento destas massas de gelo, prolongamentos das geleiras flutuantes no oceano, que cobrem uma superfície de 1,5 milhão de quilômetros quadrados.

Esse primeiro estudo realizado sobre as plataformas de gelo em torno da Antártica revela que o derretimento de sua base respondeu por 55% da perda total de sua massa de 2003 a 2008, um volume muito mais importante do que o previamente calculado.

A Antártica contém, em média, 60% das reservas de água doce do planeta nestas plataformas, espécies de barreiras de gelo, reduzindo o escorregamento das geleiras para o oceano.

Determinar como elas derretem ajudará os glaciologistas e outros cientistas a melhorar suas previsões sobre a resposta da massa glaciar antártica ao aquecimento do oceano e sobre sua contribuição para a elevação do nível dos oceanos.

Segundo estes cientistas, este estudo refinará os modelos sobre a circulação oceânica, ao fornecer uma estimativa melhor do volume de água doce procedente do derretimento destas plataformas de gelo na zona costeira da Antártica.

Para esta pesquisa, publicada na edição desta sexta-feira da revista Science, os cientistas reconstituíram o acúmulo de gelo e a espessura com satélites e aviões, assim como as mudanças na elevação destas plataformas e a velocidade de deslocamento. Eles conseguiram, ainda, determinar com qual velocidade derreteram e compará-las com a formação de icebergs.

"O ponto de vista tradicional sobre a perda da massa de gelo da Antártica é que ela ocorre quase totalmente da ruptura de um iceberg", explicou Eric Rignot, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, em Pasadena (Califórnia, oeste), principal autor deste trabalho. "Nosso estudo mostra que o derretimento da base das plataformas de gelo no entorno da Antártica contribui de forma muito mais importante", afirmou.

Da Agência France Presse.

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cooperação

Pesquisadores criam Rede Brasileira de Astrobiologia

POSTADO ÀS 12:01 EM 17 DE Junho DE 2013

SÃO PAULO - Com o objetivo de integrar a comunidade científica e partilhar os trabalhos, pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), do Núcleo de Pesquisa em Astrobiologia da Universidade de São Paulo (NAP-Astrobio/USP) e do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) criaram a Rede Brasileira de Astrobiologia (RBA). Para viabilizar o sistema de troca de informações, instituições de diversos estados contribuíram na criação da RBA. O site está em funcionamento desde maio deste ano.

"A ideia da rede é criar um sistema, em princípio, virtual para aumentar a integração de pesquisadores e educadores na área de astrobiologia no Brasil. Como essa é uma área relativamente recente no país, tanto em pesquisa quanto em educação, as pessoas ainda não se conhecem muito bem e falta informação de quem faz o que e sobre qual assunto", explicou Douglas Galante, pesquisador do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, em Campinas, também pesquisador associado do Núcleo de Pesquisa em Astrobiologia da USP e um dos fundadores da rede.

Por astrobiologia, disse Galante, entende-se uma área multidisciplinar. "Astrobiologia é uma área de pesquisa relativamente recente no país e no mundo. A ideia dessa área é entender o fenômeno da vida no universo: quais os processos que levaram à origem da vida no nosso planeta, como ela se desenvolveu e evoluiu no planeta ao longo do tempo, como esse desenvolvimento foi alterado, como a biologia está relacionada a fenômenos astronômicos e astrofísicos e como a vida se distribuiu no nosso planeta, entre outros", disse o pesquisador.

Para incluir o trabalho de pesquisa na rede basta entrar no site, na seção chamada Associe-se. Não há cobrança de taxa de inscrição ou de mensalidade. No entanto, é necessário comprovar que o trabalho realmente exista. O pedido de associação de qualquer membro ou trabalho será avaliado pela Comissão de Implantação, que poderá ou não aceitar o pedido.

"Na seção Associe-se será preenchido um formulário no qual se informa, além dos dados básicos [do pesquisador], os dados do trabalho que está sendo desenvolvido nessa área. As informações são enviadas para a coordenação da rede, da qual faço parte, e serão analisadas. Uma vez que, de fato, elas sejam comprovadas, o cadastro será incluído e ficará disponível onlin", explicou Galante. Segundo ele, qualquer pessoa poderá consultar o banco de dados.

Por Elaine Patricia Cruz (Agência Brasil).

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comissão baleeira

Brasil discute sobre preservação das baleias

POSTADO ÀS 13:37 EM 15 DE Junho DE 2013

Da assessoria de imprensa do Centro Mamíferos Aquáticos (CMA-ICMBio).

O Brasil está participando da 65ª reunião do Comitê Científico da Comissão Internacional da Baleia - CIB em Jeju Island, na Coréia do Sul. A reunião ocorre de 31 de maio a 16 de junho. A pesquisadora Fábia Luna, Coordenadora do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio/MMA, representa o País na 65ª reunião do comitê Científico da CIB, que conta com a participação de mais de 200 pesquisadores de aproximadamente 80 países contratantes da Convenção que foi criada em 1946 para tratar d a caça de baleias.

Atualmente a caça de baleias comercial está suspensa devido à moratória estabelecida pela CIB em 1984. Dois países continuam caçando baleias de forma comercial (Noruega e Islândia, que fizeram objeção à moratória). Além deles, o Japão realiza caça científica em acordo com um dos artigos da Convenção. A caça realizada pelo Japão é muito discutida internacionalmente, uma vez que realizam em águas internacionais que foram estabelecidas como um Santuário de Baleias.

Durante a reunião do Comitê Científico, estão sendo discutidos assuntos que atualmente podem afetar as populações de baleias como: problemas ambientais (poluição orgânica e inorgânica, ruídos marinhos, degradação do habitat, aquecimento global, e outros). Além disso, problemática que afetam direto os indivíduos como: atropelamentos, emalhes, capturas acidentais. Um assunto de interesse dos países conservacionistas é o whalewatching realizado de forma responsável, uma vez que a atividade tem sido considerada como a melhor opção para utilização das baleias de forma não letal, ou seja, a atividade é uma forma de se utilizar as baleias vivas como uma forma de renda para populações locais e desenvolvimento de turismo em regiões onde a espécies ocorre, aumentando a capacidade de renda da região onde geralmente necessita de outros serviços como hotéis, restaurantes, loja, entre outros.

O Brasil tem investido em implementação da atividade de whalewatching em suas águas jurisdicionais de forma responsável, ou se seja, evitando que a atividade acabe prejudicando as baleias. Para tanto é necessária atenção especial em relação a: aumento de poluição sonora, dejetos das embarcações, forma de aproximação e distância dos animais, entre outos.

Segundo Fábia Luna, a reunião está sendo bastante positiva e o Brasil tem conseguido desenvolver várias pesquisas e ações com vistas à conservação dos mamíferos aquáticos. A pesquisadora ressalta a importância de o Brasil estar presente nessas reuniões, discutindo assuntos científicos e reforçando a posição de que o país trabalha em prol da conservação e uso não letal dos cetáceos.

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parque dois irmãos

Exposição sobre anfíbios no zoo

POSTADO ÀS 10:50 EM 14 DE Junho DE 2013

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O Parque Dois Irmãos e o Laboratório de Estudos Herpetológicos e Paleoherpetológicos da UFRPE montaram a exposição “Um pulo no Zoo: sapos, rãs e pererecas”. A mostra fica aberta até o fim de julho, no Museu de História Natural do Zoológico.

São ao todo 29 animais, de 13 espécies diferentes, a maioria delas nativas do Parque, que estão distribuídos em dez terrários (‘aquários’ com terra),  informa o parque em nota à imprensa,. Com o suporte de banners lúdicos e explicativos, o público pode conferir as diferenças e semelhanças entre as várias espécies, como tamanhos e cores, entre outros traços físicos e comportamentais.

Vídeos e jogos ambientais compõem o cenário, para educar e divertir pessoas de todas as idades. “Os anfíbios anuros têm papel fundamental na cadeia ecológica, pois se alimentam de insetos. Além de serem bioindicadores, ou seja, indicam a qualidade ambiental”, explica na nota a bióloga Marina Falcão, uma das organizadoras da mostra.

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híbridoBR

Ônibus menos poluente é testado

POSTADO ÀS 14:40 EM 13 DE Junho DE 2013

Publicado no Jornal do Commercio, em 13 de junho de 2013. Foto: Guga Matos, JC Imagem.

A partir de amanhã, os 14.600 passageiros que utilizam todos os dias a linha CDU-Caxangá-Boa Viagem terão a oportunidade de embarcar num ônibus híbrido, que utiliza duas fontes de energia, reduzindo a emissão de gases do efeito estufa.

Por seis dias, com exceção do domingo, quando estará à disposição da Copa das Confederações, o veículo ecológico se somará à frota de 136 ônibus da Cidade do Recife Transporte (CTR). A linha, de número 040, foi escolhida por ter um percurso longo, explica o gerente de operações da empresa, João Ramos, ligando a Zona Sul à Oeste do Recife.

O coletivo, apresentado ontem à imprensa, tem capacidade para 37 passageiros sentados e 40 em pé. Possui na traseira um motor que é acionado por gerador movido a biodiesel, diesel ou biodiesel de cana. Esse conjunto é chamado de motogerador. Na parte de cima, 42 baterias se constituem na segunda fonte de energia.

Depois dos testes no Recife, o HíbridoBR retornará para São Paulo, onde circula desde setembro. Foi cedido pelo Grupo MobiBrasil Transportes, com sede em Pernambuco e que opera em São Paulo por meio da Metro e em Pernambuco pela CTR e a Metropolitana.

O veículo é um dos 38 híbridos que circulam na cidade, mas o único que atende à norma Proconve P7, que estabelece redução em 80% da emissão de fuligem e 60% da emissão de óxido de nitrogênio, poluentes que causam problemas respiratórios e até câncer.

Um HíbridoBR custa cerca de 40% mais caro que um ônibus do mesmo padrão movido apenas a diesel, que tem preço médio de R$ 740 mil. É fabricado pela alemã Mercedez-Benz, a brasileira Eletra – especializada em veículos de transporte urbano com tração elétrica – e a pernambucana Moura, responsável pelas baterias.

“Em relação ao consumo de combustível, a redução é de 20% em relação aos ônibus convencionais do mesmo tipo”, diz o gerente sênior de Marketing da Mercedes-Benz, Curt Axthelm.

O gerente de Engenharia e Desenvolvimento da Moura, Raimundo Bacelar, explica que cada bateria tem capacidade para gerar 63 ampères-hora (A.h.). “A mais comum nos automóveis tem 60 A.h.”, compara. Embora use chumbo como as outras, além de ácido de carbono, segundo ele é 100% reciclável. “É só o consumidor entregar, ao comprar uma nova, a bateria usada no mesmo local.”

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Alpha Delphini

Adiada primeira expedição de navio oceanográfico

POSTADO ÀS 12:45 EM 13 DE Junho DE 2013

Publicado no Jornal do Commercio, em 12 de junho de 2013. Foto: Agência Fapesp.

Navio de pesquisa que fará sua primeira expedição a partir do Porto do Recife fica pronto dia 26. O Alpha Delphini, em construção num estaleiro em Fortaleza, mede 25 metros de proa à popa e terá como missão na costa pernambucana estudar o ciclo de carbono, relacionado ao aquecimento global.

O coordenador local do projeto, Manuel Flores, estima que dois dias depois de concluída a montagem do navio ele esteja no Recife. “Houve um atraso e o estaleiro pediu 20 dias de prorrogação do prazo”, justifica o professor do Departamento de Oceanografia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

A pesquisa é realizada em parceria com o Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP) e tem financiamento das agências de fomento à ciência dos dois Estados, a Fapesp e a Facepe. Intitulada "Estudo do equilíbrio do ciclo do carbono na região costeira e de seu potencial transporte oceânico", prevê nessa fase cinco viagens até a Ilha de Itamaracá. O barco levará a equipe diariamente, pela manhã, e retornará no final da tarde.

Um dos principais vilões das mudanças climáticas, explica a responsável pelo projeto na USP, é o aumento do dióxido de carbono na atmosfera. Ela lembra que o CO2 é um gás do efeito estufa, processo responsável pelo aquecimento global. “Conhecer o ciclo do carbono em diferentes regiões costeiras e oceânicas do mundo é fundamental”, considera Elisabete de Santis Braga, do Departamento de Oceanografia Física, Química e Geológica do Instituto Oceanográfico da USP.

Segundo navio oceanográfico da USP, o Alpha Delphini custou R$ 5 milhões. “E mais cerca de R$ 1 milhão, até o momento, que corresponde aos equipamentos fundamentais à pesquisa instalados na embarcação”, detalha a pesquisadora. “Vamos essencialmente compreender o papel da dinâmica oceânica do carbono na região costeira do litoral de Pernambuco, na Região Metropolitana de Recife, incluindo a foz do Rio Capibaribe e bancos de algas calcárias no Litoral Norte”, adianta.

NORONHA

Haverá ainda coletas no Arquipélago de Fernando de Noronha, que funcionará como um ponto controle na região oceânica, para efeito de comparação dos resultados. O trabalho inclui a determinação dos teores de carbono transportados pelo Rio Capibaribe e afluentes, além de processos de acidificação marinha.

O fenômeno, agravado pela poluição, também está relacionado ao ciclo de carbono. Os pesquisadores, nessa jornada do Alpha Delphini, pretendem verificar se a acidificação já se instalou ou é apenas uma ameaça no litoral pernambucano.

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pesquisa

Proteger os oceanos é questão crítica para a sobrevivência humana

POSTADO ÀS 12:28 EM 12 DE Junho DE 2013

RO DE JANEIRO - Os oceanos cobrem mais de 70% da superfície terrestre, somam 97% da água do planeta, concentram um número imenso de espécies, mantêm um grande estoque de alimentos e guardam reservas minerais. Em reconhecimento à importância dos mares nas nossas vidas, há cinco anos a Assembleia Geral das Nações Unidas criou o Dia Mundial dos Oceanos, comemorado desde 2009 no dia 8 de junho.

Para o pesquisador José Luiz Azevedo, coordenador do curso de Oceanologia da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), o mais antigo no país, a proteção dos oceanos é crítica para a sobrevivência da espécie humana.

'Está muito claro que os oceanos têm uma grande importância ecológica, econômica, política e sociocultural. Os oceanos são um ponto crítico até para a sobrevivência da espécie humana e de todos os seres vivos no nosso planeta. Os oceanos são fundamentais. Eles regulam o clima, nos proporcionam alimentação. E grande parte da população mundial vive na zona costeira. As grandes cidades do mundo estão todas na costa, em contato direto com o oceano", disse.

E, ao longo de centenas de anos sofrendo com a ação humana, os oceanos já começam a dar sinais de desgaste. No Brasil, por exemplo, a acidificação da água do mar, provocada pelo excesso de dióxido de carbono na atmosfera (e sua absorção pelas águas), tem provocado a morte de corais.

'Com os oceanos ficando cada vez mais ácidos, os bancos de corais da costa brasileira têm sofrido bastante. A comunidade oceanográfica tem observado que esses bancos estão perdendo área. Os corais estão morrendo, eles não estão mais com aquela taxa de crescimento que tinham', ressaltou Azevedo.

Segundo o especialista, nos últimos anos os oceanos passaram a receber atenção especial no mundo por causa das mudanças climáticas e da consequente elevação do nível dos mares. No Brasil, em especial, a pesquisa oceanográfica também recebeu um impulso com as grandes descobertas de petróleo na camada pré-sal.

Azevedo explica que a preocupação com licenças ambientais para empresas que atuam na costa brasileira também aumentou nos últimos anos. Além disso, o fundo dos oceanos poderá ser a principal fonte de areia para a construção civil nos próximos anos no país.

Como parte da estratégia de expansão das pesquisas na costa brasileira, o governo federal criou no final de maio o Instituto Nacional de Pesquisa Oceanográfia e Hidroviária, que reunirá quatro centros de pesquisa: Centro de Oceanografia do Atlântico Tropical, Centro de Oceanografia do Atlântico Sul, Centro de Portos e Hidrovias e Centro de Pesquisa Marinha em Pesca e Aquicultura. Além disso, o governo deve comprar mais um navio oceanográfico.

Por  Vitor Abdala, da Agência Brasil.

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levantamento

ONG diz que aumentou o desmatamento na Mata Atlântica

POSTADO ÀS 07:15 EM 11 DE Junho DE 2013

SÃO PAULO - O desmatamento na Mata Atlântica aumentou 29% de 2011 para 2012, de acordo com o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica apresentado recentemente pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Segundo o atlas, houve supressão de vegetação nativa de 23.548 hectares (ha), o equivalente a 235 quilômetros quadrados. Destes 21.977 ha correspondem a desflorestamentos, 1.554 ha a eliminação de vegetação de restinga e 17 ha a vegetação de mangue. É a maior área atingida desde 2008.

Foram avaliados os 17 estados do bioma, sendo 81% de áreas sem cobertura de nuvens. O levantamento abrange, pela primeira vez, o estado do Piauí, cujos remanescentes florestais totalizam 34% da área original protegida pela Lei da Mata Atlântica. Com a inclusão do Piauí no mapeamento da área de aplicação da lei, a área original restante de Mata Atlântica, segundo a ONG, é 8,5%. Sem o Piauí ficaria em 7,9%. Quando considerados os pequenos fragmentos de mata o bioma chega a 12,5%.

Minas Gerais é, pela quarta vez, o estado que mais desmata, sendo o responsável por metade do desmatamento no último ano. Foram perdidos em Minas Gerais 10.752 ha, o correspondente a 70% do desmate, quando comparado com o período anterior. Em segundo lugar vem a Bahia com a perda de 4.516 ha e o Piauí que, mesmo monitorado pela primeira vez, assumiu o terceiro lugar da lista, com a perda de 2.658 ha.

Segundo a diretora de gestão do conhecimento e coordenadora do Atlas pela Fundação SOS Mata Atlântica, Márcia Hirota, com os números em mãos, a SOS Mata Atlântica esteve com o secretário do Meio Ambiente de Minas Gerais, no final do ano passado, para apresentar os resultados, mas como não obteve respostas, decidiu recorrer ao Ministério Público.

“É um estado extremamente crítico. Vamos protocolar um ofício na semana que vem e faremos uma apresentação no Ministério Público pedindo uma moratória, para que o governo do estado não dê mais autorização para supressão de vegetação nativa, para qualquer finalidade, e para que seja feita uma revisão de todas as autorizações dadas nos últimos tempos”, disse.

O coordenador-geral da Promotoria do Meio Ambiente de Minas Gerais, Carlos Eduardo Ferreira Pinto, disse que, a partir dos dados, as ações de resgate do desmatamento do estado passaram a ser prioridade. “Estamos preocupados porque vemos no nosso estado uma flexibilização das leis florestais”, disse.

Por Flávia Albuquerque (Agência Brasil)

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Vegetação autóctone e exógena disputam espaço em Galápagos

POSTADO ÀS 14:26 EM 10 DE Junho DE 2013

PORTO BAQUERIZO MORENO, Equador - A amora e a goiaba são um deleite para o paladar, mas nas ilhas Galápagos costumam ser pouco menos que uma praga, por se tratar de espécies introduzidas que ameaçam a sobrevivência das plantas endêmicas vitais para o frágil ecossistema deste arquipélago equatoriano.

Por isso, guardas florestais das "ilhas encantadas", situadas 1.000 km em frente à costa equatoriana, lutam para erradicar os pomares que dão deliciosos sucos e geleias e, ao mesmo tempo, substituí-los com plantas autóctones que perderam espaço diante de sua expansão.

"A goiaba, a amora e a lantana (um arbusto floral) se tornaram uma praga e são as que mais ocuparam o espaço em áreas agrícolas e protegidas" da reserva, explica Marco Paz, um botânico empírico a cargo de um viveiro de 600 m2 em Cerro Colorado, no sudoeste da ilha San Cristóbal.

Enquanto rega centenas de plântulas que brotam de camadas de fértil terra preta, o guarda florestal conta que muitas espécies vegetais próprias e nativas (que existem em Galápagos de forma natural e em outras partes do mundo) "estão em risco de extinção porque as introduzidas não demoraram em ocupar grandes espaços".

A província insular, desde 1978 Patrimônio Natural da Humanidade por decisão da Unesco, tem 127 ilhas, ilhotas e rochas, com uma superfície total de cerca de 8.000 km2, dos quais 96% são protegidos. O nível global de endemismo é majoritário, mas as 1.423 plantas identificadas incluem 61% de introduzidas.

Por Santiago Piedra Silva (Agência France Presse)

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semana do meio ambiente

Governo terá que pagar R$ 23 milhões para ampliar parque

POSTADO ÀS 16:33 EM 09 DE Junho DE 2013

Atualizada dia 10 de junho de 2013, às 12h20.

Nota do blog: sobre a quantia de R$ 205,2 milhões, proveniente de empreendimentos que por lei têm que pagar ao governo como forma de compensar os danos ambientais de obras licenciadas, a Secretaria de Meio Ambiente informa até agora contar com R$ 149,9 milhões.  A secretaria diz ainda que R$ 26,3 milhões estão em negociação e que se encontra à espera do pagamento de R$ 28,9 milhões.

Abaixo, veja as planilhas com os valores e os empreendimentos. Para visualizar clique na barra do quadro, no último ícone à direita, e ESC para retornar.

Publicado no Jornal do Commercio, em 8 de junho de 2013.

Mais de 10% dos R$ 205,2 milhões que o governo anunciou esta semana, em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, ter arrecadado com compensação ambiental no Estado serão destinados à compra de terreno para ampliação do Parque Dois Irmãos, Zona Norte do Recife.

A área, denominada Fazenda Brejo dos Macacos, possui 774,09 hectares e custará R$ 23 milhões, segundo o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Sérgio Xavier. Com a compra, o poder público pretende triplicar o tamanho do parque, hoje de 384,42 hectares, onde funciona o zoológico do Recife.

De acordo com a assessoria de imprensa da Procuradoria Geral do Estado, responsável pela negociação, a escritura de compra e venda do imóvel está sendo elaborada. A assinatura do documento, segundo a PGE, deve ser realizada nos próximos dias.

O terreno, no bairro da Guabiraba, também Zona Norte, pertence à massa falida do Banco Econômico, cujos bens se encontram sob a administração de liquidante nomeado pelo Banco Central. Segundo avaliação de biólogos do parque, a maioria da vegetação da área é de Mata Atlântica em regeneração, também chamada de capoeira.

Na opinião da bióloga Marina Falcão, da equipe técnica do parque, a ampliação da área da unidade de conservação estadual aumentará as chances de conservação da biodiversidade. "Quanto maior o fragmento de floresta, maior a viabilidade genética de populações de plantas e animais", justifica. Ela destaca ainda a manutenção de serviços ambientais, como o fornecimento de água e a estabilidade climática.

Declarado em setembro como de utilidade pública, para fins de desapropriação pelo governo do Estado, o terreno é mantido sob vigilância. O decreto, de número 38.660, foi assinado no dia 21 de setembro de 2012, em comemoração ao Dia da Árvore, mas no Nordeste a data é celebrada em março.

Embora tenha divulgado a quantia de R$ 205,2 milhões, proveniente de empreendimentos que por lei têm que pagar ao governo como forma de compensar os danos ambientais de obras licenciadas, a Secretaria de Meio Ambiente até agora só conta com R$ 26,3 milhões. Os R$ 149,9 milhões restantes ainda figuram nas planilhas apresentadas por Sérgio Xavier como "a receber".
 

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paleontologia

Menor primata do mundo

POSTADO ÀS 16:24 EM 07 DE Junho DE 2013

PARIS -  Em um estudo publicado esta semana, paleontólogos anunciaram a descoberta dos restos fossilizados de uma minúscula criatura que vivia em árvores cerca de 55 milhões de anos atrás, o que faz deste o mais antigo primata registrado.

A descoberta ajudará a mapear a evolução dos primatas, uma família que inclui os humanos, e pode fortalecer a teoria contestada no passado de que os primatas surgiram na Ásia, informaram em artigo divulgado na revista científica Nature.

"Este esqueleto vai nos contar muito sobre as origens dos primatas e sobre nossos ancestrais remotos", declarou em teleconferência Xijun Ni, da Academia Chinesa de Ciências em Pequim, que chefiou o estudo.

A história sobre a descoberta data de dez anos atrás, quando Ni estava fazendo um trabalho de campo na província de Hubei e se deparou com um fóssil que tinha sido descoberto por um fazendeiro em uma pedreira perto de Jingzhou, não muito longe do rio Yangtzé.

O fóssil tinha ficado encapsulado dentro de uma rocha, que se dividiu ao meio, revelando o esqueleto e impressões nos dois lados.
Foram necessários dois anos de trabalho paciente, usando tecnologia de escâner tridimensional, para se conseguir uma visão completa e detalhada do espécime.

O que emergiu foi um estranho primata, com apenas alguns centímetros de altura e pesando pouco mais de 30 gramas, sendo menor inclusive que o lêmure pigmeu, um primata de Madagascar que é o menor existente na atualidade.

A julgar por seu esqueleto, era claramente adaptado a viver em árvores. Com membros delgados, uma cauda longa e dedos finos, "deve ter sido um excelente saltador de árvores, ativo durante o dia e que se alimentava principalmente de insetos", disse Ni.

Foi chamado de Archicebus achilles, um nome composto que significa "primeiro macaco de cauda longa". O nome Aquiles foi inspirado no mito do guerreiro grego, que chamava atenção pela incomum anatomia de seu tornozelo.

"O 'Archicebus' difere radicalmente de qualquer outro primata, vivo ou fóssil, conhecido da ciência", afirmou o co-pesquisador Chris Beard, do Museu Carnegie de História Natural em Pittsburgh, Pensilvânia.

"Parece um estranho híbrido, com pés de um pequeno macaco, braços, pernas e dentes de um primata muito primitivo, e um crânio primitivo com olhos surpreendentemente pequenos", acrescentou.

O esqueleto quase completo é o fóssil mais antigo de primata já encontrado, superando em sete milhões de anos recordes anteriores, como as espécies denominadas 'Darwinius' e 'Notharctus', descobertas respectivamente em Messel, Alemanha, e em Bridger Basin, no Wyoming (EUA).

O Archicebus é importante porque viveu próximo da época em que os primatas começaram a se separar. Um ramo levou aos társios atuais, grupo de pequenos animais noturnos que vivem em árvores, e outro levou aos antropoides, grupo que inclui os símios, os macacos e os humanos.

No passado, a pedreira foi um lago e se tornou um baú de tesouros de fósseis de aves antigas e peixes do período Eoceno, quando a Terra era, literalmente, uma estufa - um planeta onde não havia gelo nos polos e palmeiras cresciam no Alasca.

Florestas tropicais e subtropicais floresciam em quase todo o planeta. "Literalmente foi um momento excelente para ser um primata", disse Beard. Ele acrescentou que "não é coincidência" que o fóssil tenha sido encontrado na China.

A Ásia foi um lugar de biodiversidade exuberante no Eoceno e muito provavelmente abrigou os primeiros primatas, acrescentou. "Avanços paleontológicos recentes indicaram que os primeiros e mais fundamentais passos na evolução dos primatas, incluindo os primórdios da evolução antropoide, quase certamente ocorreram na Ásia e não na África, que é a verdade aceita por todos nós quase vinte anos atrás", disse Beard.

Os antropoides primitivos migraram para a África durante o Eoceno, chegando lá há cerca de 38 milhões de anos, eventualmente fornecendo o material de origem para hominídeos, teorizou. O grande momento para nós foi quando os símios e os humanos da África se separaram em duas linhagens diferentes, entre 5 e 10 milhões de anos atrás.

Da Agência France Presse.

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programe-se

Semana do Meio Ambiente

POSTADO ÀS 07:52 EM 06 DE Junho DE 2013

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Cartaz da semana do meio ambiente tjpe - junho 2013 from verasouto

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denúncia

Prefeitura permite loteamentos em áreas protegidas do Recife

POSTADO ÀS 07:46 EM 06 DE Junho DE 2013

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Publicado no Jornal do Commercio, em 6 de junho de 2013.

No Dia do Meio Ambiente, o Recife tomou conhecimento, por meio da Câmara dos Vereadores, de uma informação que não combina em nada com a data: as unidades de conservação da cidade, que somam 5% do território, estão perdendo área verde para projetos de urbanização.

Ambientalistas revelaram na audiência pública, realizada ontem de manhã, que decretos de regulamentação de 17 das 24 áreas protegidas preveem condomínios fechados, torres de apartamentos e até hotéis. Em alguns casos, os parâmetros construtivos são tão detalhados que parecem ter saído de um projeto arquitetônico e não dos gabinetes de quem faz o planejamento da cidade.

Os decretos foram publicados no Diário Oficial do Recife em 2006 e 2008, mas só agora vieram à tona, por meio de levantamento realizado pela Associação Ecológica de Cooperação Social (EcosBrasil). O coordenador da ONG, Maurício Laxe, em abril, detalhou o processo de urbanização da Ilha do Zeca, com 25 hectares de mangue e terra firme até hoje desabitados, no bairro de Afogados, Zona Oeste.

"Pensávamos que a prefeitura tinha loteado a área verde da nossa cidade apenas lá. Infelizmente, outras 16 unidades de conservação também foram afetadas pelos decretos municipais, que na época não tiveram divulgação", lamenta o ambientalista.

O conselheiro da Associação Pernambucana de Defesa da Natureza (Aspan), Fernando Guedes, lembra que a função das unidades de conservação é proteger áreas verdes da cidade. "O crescimento urbanístico não pode de forma alguma ocorrer nesses locais, que têm importante funções ecológicas, como a manutenção da água e do clima da cidade", destaca.

Na audiência pública, o presidente da Comissão de Meio Ambiente e Transportes da Câmara dos Vereadores se comprometeu a analisar os decretos. "Vou fazer isso e ouvir a prefeitura. Depois, podemos pedir a revogação dos decretos. Ou ainda, em comum acordo com o executivo, modificar os artigos relativos ao problema", adiantou Jurandir Liberal (PT).

De acordo com o vereador, o pedido de revogação pode ser encaminhado diretamente pela comissão ao gabinete do prefeito, sem passar por votação em plenário. Dos 39 vereadores, 35 integram a bancada governista e apenas quatro constituem a oposição.

"Nesse caso, não se trata de oposição e situação. Quando é pra evitar a derrubada de uma árvore, por exemplo, sou oposição. Meio ambiente é um assunto sério e que interessa a todos na cidade", opina Jurandir Liberal.

ILHA DO ZECA

Um primeiro decreto, Nº 23.825, data de 23 de julho de 2008 e prevê a construção de dois prédios de 28 pavimentos. No segundo, o 26.723, de 10 de outubro de 2012, o município transforma o local numa Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie).

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Semana do Meio Ambiente

POSTADO ÀS 18:48 EM 04 DE Junho DE 2013

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Verônica Falcão

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