Blog Ciência e Meio Ambiente

Ativistas do Greenpace bloqueiam navio que receberia ferro-gusa

POSTADO ÀS 15:10 EM 15 DE Maio DE 2012

SÃO PAULO - Ativistas do Greenpace escalaram e bloquearam na segunda-feira (14) a âncora de um navio que estava prestes a receber toneladas de ferro-gusa que seriam levadas aos Estados Unidos. O protesto aconteceu a 20 quilômetros da costa de São Luís, no Maranhão. O Greenpace protesta contra o desmatamento, a invasão de terras indígenas e trabalho escravo. Os ativistas levavam um banner com a inscriação “Dilma, desliga a motosserra”.

O grupo denuncia que as siderúrgicas são dependentes de grandes quantidades de carvão vegetal para alimentar seus fornos. Neles, o minério de ferro se transforma em ferro gusa. Siderúrgicas como a Viena – dona da carga do navio – e Sidepar negociam com carvoarias repletas de irregularidades no Maranhão e no Pará. Entre elas, estão a extração ilegal de madeira e o uso de trabalho análogo ao escravo.

De acordo com o Greenpace, tanto a Viena quanto a Sidepar exportam quase 80% do ferro gusa que produzem na Amazônia para os EUA, onde o ferro-gusa vira aço usado por montadoras de veículos americanas.

O protesto no mar em frente à capital maranhense quer levantar questões ambientais às vésperas da Rio+20, a cúpula da ONU sobre clima, biodiversidade e desenvolvimento sustentável que começa oficialmente no dia 20 de junho, no Rio de Janeiro.  "Enquanto o governo Dilma vende a imagem de país verde e moderno às vésperas da Rio +20, esta região está virando carvão para alimentar as indústrias de ferro gusa e aço, que espalham o que há de mais arcaico e predatório pela Amazônia",diz Paulo Adario, diretor da campanha Amazônia do Greenpeace, a bordo do navio Rainbow Warrior, que está em São Luis.

Da Agência Globo. Fotos: Rodrigo Baleia/Greenpeace-AFP.

Postado por Verônica Falcão | Notícias | 0 Comentários | permalink | imprimir | enviar
DELICIOUS DIGG NEWSVINE STUMBLE WINDOWS LIVE GOOGLE FACEBOOK MYSPACE TWITTER ORKUT
Pará

Produção de carvão ilegal responde por 20% do desmatamento

POSTADO ÀS 14:51 EM 15 DE Maio DE 2012

SÃO PAULO - A produção de carvão ilegal que abastece fabricantes de ferro-gusa responde por pelo menos 20% desmatamento em toda a região do polo de Carajás, no Pará. A informação é da Secretaria Extraordinária de Coordenação do Programa Municípios Verdes, que enviou equipes para vistoriar carvoarias que abastecem os fornos das indústrias do estado e do Maranhão. Segundo o secretário Justiniano de Queiroz Netto, cerca de 25% do carvão vegetal produzido no Pará cruza a divisa em direção ao Maranhão, onde abastece as empresas de ferro gusa de Açailândia. Inicialmente, 150 carvoarias serão vistoriadas.

— Acredito que metade delas será fechada por operação irregular. Elas dizem usar madeira oriunda de áreas de plano de manejo, mas usam de mata nativa — acusa Queiroz Netto.

No Pará, em ação do Ministério Público Federal (MPF) e o Ibama, as três principais siderúrgicas — Sidepar, Cosipar e Ibérica — foram responsabilizadas pelo desmatamento de 44.800 hectares de floresta. Na investigação, ficou provado que elas usaram em seus fornos 1,475 milhão de metros cúbicos de carvão retirados ilegalmente da floresta.

Pelo termo de ajustamento de conduta (TAC) aprovado pela Justiça, para se livrar da multa de R$ 144 milhões, elas têm até 2014 para criar um plano sustentável de operação, com uso de carvão feito de áreas de reflorestamento, com eucalipto. Até lá, elas assumiram o compromisso de fiscalizar as carvoarias listadas como fornecedoras, que também serão investigadas pelos órgãos ambientais do Pará. Das 115 carvoarias fornecedoras das indústrias que assinaram o TAC, 74 foram vistoriadas até agora e oito endereços simplesmente não foram encontrados.

Para evitar que as guseiras do Maranhão continuem a fomentar o desmatamento do lado do Pará, elas terão que se cadastrar no estado, comprovar a reposição florestal efetuada exclusivamente no Pará, apresentar plano de suprimento sustentável e provar a implementação de florestas específicas para a reposição da madeira utilizada. Também deverão demonstrar a adoção de procedimentos de controle interno que assegurem a aquisição de carvão vegetal somente de origem legal e sustentável. O procurador do MPF Daniel Avelino Azeredo deu prazo até 2014 para que a produção de gusa se torne sustentável.

O Instituto Aço Brasil, que representa 12 siderúrgicas, entre elas Gerdau, Usiminas e Votorantim Siderúrgica, se disse surpreso com a informação sobre a situação no polo de Carajás. Informou que as indústrias brasileiras de aço associadas a ele consumiram 24,7 milhões de toneladas de ferro-gusa, 90% produção própria, a partir de carvão mineral ou de carvão vegetal de florestas plantadas e que compra de terceiros apenas 10% do total consumido.

Na segunda (14), ativistas do Greenpeace interceptaram o navio “Clipper Hope”, de bandeira das Bahamas, que estava fundeado na baía de São Marcos e se preparava para atracar no porto de Itaqui, no Maranhão, onde receberia um carregamento de 31 mil toneladas de ferro-gusa produzida pela Viena Siderúrgica.

Às 9h30, o veleiro da ONG, “Rainbow Warrior”, aproximou-se do navio e dois militantes subiram na corrente da âncora, afixando uma cartaz onde se lê “Dilma, desliga essa motoserra”. Um helicóptero da polícia sobrevoou o local, mas nada fez. Até a noite de ontem, os ativistas mantinham-se presos à corrente, impedindo o atracamento do navio.

Por Cleide Carvalho, com colaboração de Gilberto Scofield (Agência Globo). Fotos: rodriguo Baleia/Greenpeace-AFP.

Postado por Verônica Falcão | Notícias | 0 Comentários | permalink | imprimir | enviar
DELICIOUS DIGG NEWSVINE STUMBLE WINDOWS LIVE GOOGLE FACEBOOK MYSPACE TWITTER ORKUT

Duas mil aves aparecem mortas em praia do litoral do Chile

POSTADO ÀS 13:03 EM 14 DE Maio DE 2012

SANTIAGO - Duas mil aves foram encontradas mortas em um raio de seis quilômtros na cidade de Santo Domingo, na costa central do Chile, um fato que se repetiu em anos anteriores nesta região e que está vinculado à atividade pesqueira.

"Nós contabilizamos duas mil aves mortas, foi terrível o espetáculo. Encontamos as aves distribuídas em seis quilômetros de praia", declarou José Luis Brito, diretor do Museu de Ciências Naturais e Arqueologia da cidade de San Antonio, 120 km a sudoeste de Santiago.

Brito informou que as aves mortas correspondem a quatro espécies diferentes encontradas em uma praia de Santo Domingo. "As mais afetadas são a pardela-cinza e também há exemplares mortos de pelicanos, atobás e cormorões", que "não apresentavam sinais de intoxicação ou danos no estômago". O cientista explicou que a morte das aves ocorreu quando elas migravam para o norte do papís e, no momento de se alimentar, se lançaram ao mar para caçar anchovas, seu alimento principal, mas ficaram presas em redes de 30 embarcações de pescadores que normalmente trabalham na região.

"As aves apresentavam luxações e hematomas por terem ficado presas nas redes e depois os corpos foram jogados fora da beira das embarcações pelos pescadores e chegaram à praia", afirmou Brito.

Funcionários do estatal Serviço Agrícola e Pecuarista (SAG) informaram que uma das avez foi resgatada com vida e, junto com outras mortas, foi levada para os laboratórios da instituição para determinar a causa exata da catástrofe que afeta gravemente a biodiversidade da região.

Da Agência France Presse.

Postado por Verônica Falcão | Notícias | 0 Comentários | permalink | imprimir | enviar
DELICIOUS DIGG NEWSVINE STUMBLE WINDOWS LIVE GOOGLE FACEBOOK MYSPACE TWITTER ORKUT
lixo

Ilha de plásticos no Pacífico aumenta cem vezes em 40 anos

POSTADO ÀS 15:53 EM 10 DE Maio DE 2012

SÃO PAULO, SP - A massa de pequenos pedaços de plástico que emporcalha o oceano Pacífico aumentou cerca de cem vezes nos últimos 40 anos, revela um estudo do Instituto Oceanográfico Scripps (EUA).

A equipe da Califórnia não achou evidências diretas de que a poluição esteja causando problemas de saúde na vida marinha.

Mas os pequenos fragmentos de plástico, resultado da degradação do lixo descartado em boa parte do mundo, estão causando uma mudança ambiental inesperada: a multiplicação de um inseto marinho que precisa de plataformas flutuantes.

A descoberta está descrita em estudo na revista científica Biology Letters. A equipe liderada por Mirian Goldstein achou elevada quantidade de ovos do inseto Halobates sericeus em cima dos fragmentos de plástico. A poluição fez bem para a população deles, declarou Goldstein.

Normalmente, os animais precisam usar outro tipo de apoio para se reproduzir, como penas de aves marinhas boiando na água. A massa de plástico é reunida no mar por causa do chamado giro do Pacífico Norte, um sistema de circulação da água que cria uma zona de convergência nas vizinhanças do Havaí e da Califórnia, por exemplo.

Outros dados, também obtidos pelo Scripps, mostram que peixes estão ingerindo os fragmentos. Mas o principal problema talvez não seja esse, afirma Goldstein.

O norte do Pacífico, diferentemente de outras regiões oceânicas, não é naturalmente dominado por superfícies flutuantes, como certas algas do Atlântico.

Os pedaços de plástico alteraram isso, o que pode ter repercussões no conjunto de seres vivos que habitam a área, diz a pesquisadora.

Da Folhapress.

Postado por Verônica Falcão | Notícias | 0 Comentários | permalink | imprimir | enviar
DELICIOUS DIGG NEWSVINE STUMBLE WINDOWS LIVE GOOGLE FACEBOOK MYSPACE TWITTER ORKUT
poluição

Mistério no Peru por morte de golfinhos e pelicanos

POSTADO ÀS 16:23 EM 09 DE Maio DE 2012

LIMA, Peru - As autoridades peruanas recomendaram a população a evitar diversas praias e a não comer peixes após a morte misteriosa de centenas de golfinhos e pelicanos durante as últimas semanas.

"A Direção Executiva de Saúde Ambiental determinou às prefeituras que orientem a população sobre o risco de se frequentar as praias onde há golfinhos e pelicanos mortos", assinala o ministério da Saúde.

Ao menos 1.500 aves, a maioria pelicanos, morreram de causa desconhecida nas últimas duas semanas, do mesmo modo que 877 golfinhos, segundo o ministério do Meio Ambiente.

"Enquanto não soubermos com certeza as causas científicas das mortes manteremos as medidas", disse na segunda-feira (7) o diretor de proteção ambiental do ministério da Saúde, Bernardo Ausejo.

"Esperamos que dentro de cinco a dez dias" possamos liberar as praias, assinalou Ausejo, em meio à pergunta mais popular do país: o que está matando os golfinhos e pelicanos? Abraham Levy, presidente da Meteorológica, a principal empresa privada de previsão do tempo no Peru, atribui as mortes ao aquecimento das águas do mar, devido ao fenômeno climático el niño.

"O último caso de morte em massa de aves marinhas data de 1997 (...) e em ambos houve um importante aquecimento do mar", disse Levy.

"O aquecimento do mar altera a cadeia alimentar, que é algo complexo que começa com o plancton e acaba nas aves marinhas para as aves, e no lado dos mamíferos acaba nos lobos marinhos...", explicou Levy.

A ex-vice-ministra da Pesca Patricia Majluf disse que a morte das aves se deve à falta de enchovas, que migram para o sul diante do aquecimento das águas, e que os golfinhos são vítimas de um vírus.

O biólogo Carlos Bocanegra, professor da Universidade Nacional de Trujillo (norte), afirma que os golfinhos são vítimas da prospecção de petróleo e gás nas águas do Pacífico norte peruano.

"Não é surpresa a morte dos golfinhos. São os ruídos que estão matando os golfinhos que depois aparecem nas praias", declarou Bocanegra à rádio RPP, descartando a presença de um vírus.

Sobre os pelicanos, Bocanegra concorda que a causa é a ausência de enchovas devido ao aquecimento das águas: "a temperatura do mar em La Libertad (norte) chegou a 22 graus, quando não deve superar os 17 graus".

Da Agência France Presse. Foto: Violeta Ayasta/AFP.

 

Postado por Verônica Falcão | Notícias | 0 Comentários | permalink | imprimir | enviar
DELICIOUS DIGG NEWSVINE STUMBLE WINDOWS LIVE GOOGLE FACEBOOK MYSPACE TWITTER ORKUT
pesquisa

Populações de tubarões de arrecife sofrem forte baixa no Pacífico

POSTADO ÀS 07:37 EM 08 DE Maio DE 2012

WASHINGTON - As populações de tubarões de arrecife sofreram uma forte baixa no Oceano Pacífico, especialmente perto das regiões altamente povoadas, onde a queda supera 90%, revelou um censo realizado por uma equipe internacional de cientistas, publicado em 27 de abril Estados Unidos.

Muitas populações destes grandes peixes caíram de forma pronunciada nas últimas três décadas, com um número de tubarões mortos anualmente pelos seres humanos que variou de 30 a 70 milhões em todo o mundo, segundo estimativas.

Este fenômeno se deve à pesca predatória para satisfazer à demanda asiática de barbatanas de tubarão, consideradas equivocadamente como um afrodisíaco, bem como à captura acidental pela pesca industrial e à pesca esportiva.

Essa baixa afeta, sobretudo, a espécie mais comum de tubarões oceânicos, a de tubarões de arrecifes do Pacífico, afirmaram os autores do estudo, publicado na edição online da revista Conservation Biology.

"Estimamos que o número de tubarões de arrecife diminuiu consideravelmente, sobretudo em torno das ilhas densamente povoadas", disse o principal autor do estudo, Marc Nadon, do Instituto Conjunto para a Investigação Marinha e Atmosférica (Jimar, na sigla em inglês) da Universidade do Havaí.

"A baixa supera os 90% em comparação com os tubarões que se encontram nas proximidades dos arrecifes de coral e ilhas isoladas", acrescentou.

Para obter estes dados, os cientistas fizeram um censo visual com mergulhadores durante seis anos (2004-2010). No total, eles fizeram 1.600 mergulhos em pequenas embarcações perto de 46 ilhas e atóis no Pacífico.

Esse método, diferente de outras tecnologias submarinas, permite fazer uma contagem rápida do número de tubarões em grandes áreas do oceano, explicou Ivor Williams, chefe da equipe encarregada do censo.

Os cientistas cruzaram estes dados com os das populações humanas, a complexidade do habitat, o local onde se encontram as ilhas e arrecifes, bem como as medições feitas por satélites da temperatura da superfície do oceano. Esses modelos informáticos mostram os enormes efeitos negativos dos seres humanos nos tubarões de arrecife ou tubarões.

"Perto de cada região densamente povoada no Pacífico, como as principais ilhas do Havaí, as Ilhas Marianas e Samoa, administradas pelos Estados Unidos, o número de tubarões de arrecife é extremamente baixo em comparação com o das águas que circundam outras ilhas nas mesmas áreas, mas menos isolados dos seres humanos", disse Nadon. "Acreditamos que restam menos de 10% das populações destes tubarões nestas áreas povoadas", acrescentou.

Os resultados desta pesquisa destacam a importância da vigilância a longo prazo do impacto humano e da biogeografia para compreender como os humanos alteram os oceanos, concluíram os cientistas.

O estudo foi realizado por cientistas da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, do Instituto Scripps de Oceanografia da Universidade da Califórnia em San Diego, da Adminsitração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa), assim como do Centro de Pesquisa e Conservação de Calgary e da Universidade Simon Fraser do Canadá.

Da Agência France Presse.

Postado por Verônica Falcão | Notícias | 0 Comentários | permalink | imprimir | enviar
DELICIOUS DIGG NEWSVINE STUMBLE WINDOWS LIVE GOOGLE FACEBOOK MYSPACE TWITTER ORKUT
código florestal

Camila Pitanga: veta, Dilma!

POSTADO ÀS 10:46 EM 07 DE Maio DE 2012

Postado por Verônica Falcão | Notícias | 1 Comentários | permalink | imprimir | enviar
DELICIOUS DIGG NEWSVINE STUMBLE WINDOWS LIVE GOOGLE FACEBOOK MYSPACE TWITTER ORKUT

Descarte correto de lixo eletrônico ainda é problema para o Brasil

POSTADO ÀS 07:01 EM 07 DE Maio DE 2012

RIO DE JANEIRO - Às vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, programada para junho próximo, no Rio de Janeiro, o Brasil ainda enfrenta um grave problema: o descarte irregular de lixo eletrônico.

De acordo com relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), divulgado em 2010, o país ocupa a liderança entre as nações emergentes na geração de lixo eletrônico per capita, isto é, por habitante, a cada ano. O relatório aponta que o lixo eletrônico descartado por pessoa, no Brasil, equivale a meio quilo (0,5 quilo) por ano. Em contrapartida, na China, que tem uma população muito maior, a taxa de lixo eletrônico por pessoa é 0,23 quilo e, na Índia, ainda mais baixa (0,1 quilo).

Os números são questionados pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). A gerente de Resíduos Perigosos do ministério, Zilda Veloso, considera os dados inconsistentes, porque a Organização das |Nações Unidas (ONU) utilizou uma metodologia europeia baseada na comercialização. 'Se a gente não tem dados do mercado de comercialização, como é que eles chegaram àqueles números? Não tem sentidò. O MMA manifestou formalmente seu posicionamento contrário ao relatório da ONU, por meio do Itamaraty, disse. O governo brasileiro não tem números sobre aquisição de produtos eletrônicos.

Zilda Veloso informou que no âmbito da Política Nacional de Resíduos Sólidos, vai ser elaborado um estudo de viabilidade técnica e econômica, que deve apresentar informações sobre a geração de resíduos desse tipo. A previsão é que o estudo seja divulgado em quatro meses. O projeto é do Grupo Técnico Temático de Eletroeletrônicos, do Comitê Orientador para Implementação de Sistemas de Logística Reversa.

Esses sistemas se referem à responsabilidade compartilhada para eletroeletrônicos. 'O estudo vai referendar se é possível fazer o recolhimento e destinação desse tipo de resíduo agora ou nãò, disse. Na logística reversa, os fabricantes vão assumir a responsabilidade para a destinação do equipamento pós-uso. Zilda não descarta que parte dessa responsabilidade recairá sobre o consumidor. Ela destacou a importância da conscientização do cidadão nesse processo. "Nada vai funcionar se o consumidor não fizer o descarte adequado."

A gerente esclareceu que o estudo é abrangente, porque vai captar as possibilidades de reciclagem de eletroeletrônicos. 'O objetivo do estudo não é só fazer o retrato do setor, mas saber se o setor tem hoje condições de fazer a logística reversà. O estudo vai dizer o comportamento do consumidor, o tipo de consumo que existe no Brasil e quais são os bens consumidos. Com base nesses dados, o governo terá condições de avaliar se é possível fazer a logística agora ou não. 'Uma das coisas que ele vai levantar é uma estimativa de geração de resíduos atual'.

O comitê orientador é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e tem a participação dos ministérios da Saúde; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; e da Fazenda. No ano passado, o comitê decidiu que a regulamentação das cinco primeiras logísticas será feita por meio de acordo setorial. São as logísticas de eletroeletrônicos; embalagens plásticas de óleos; lâmpadas; embalagens em geral; e medicamentos.

A logística que se acha mais adiantada é a de embalagens plásticas de óleos lubrificantes. A regulamentação está indo para consulta pública da proposta de acordo setorial em, no máximo, 30 dias. A regulamentação de eletroeletrônicos tem início previsto para 2013. 'Porque é uma cadeia bem complexa. Pega desde celular até um aparelho hospitalar, como tomógrafò, disse a gerente do MMA.

Ela ressaltou também a figura do catador na logística reversa. Adiantou, entretanto, que caso ele venha a ser incluído no processo, terá de ser treinado para poder separar os produtos eletroeletrônicos.

O professor de Engenharia Ambiental da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Haroldo Mattos de Lemos, não vê motivos para ter melhorado a posição brasileira no ranking de lixo eletrônico gerado entre os países emergentes. Lemos preside o Instituto Brasil Pnuma, que é o Comitê Brasileiro do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

Ele avaliou que não foram 'plantados' no país grandes programas para reduzir o volume de lixo eletrônico. 'Existem algumas iniciativas de reciclagem, mas eu acredito que elas estão sendo suplantadas pelo crescimento do volume de aparelhos que é descartadò. Sua impressão é que o lixo eletrônico está aumentando no Brasil.

Por Alana Gandra (Agência Brasil)

Postado por Verônica Falcão | Notícias | 0 Comentários | permalink | imprimir | enviar
DELICIOUS DIGG NEWSVINE STUMBLE WINDOWS LIVE GOOGLE FACEBOOK MYSPACE TWITTER ORKUT
Ancham

Abertas as inscrições para o Prêmio Brasil Ambiental

POSTADO ÀS 07:12 EM 06 DE Maio DE 2012

RIO DE JANEIRO - A oitava edição do Prêmio Brasil Ambiental já está com inscrições abertas. Elas se estenderão até o dia 6 de julho próximo. O objetivo é reconhecer as melhores práticas ambientais desenvolvidas por empresas que atuam no país. A premiação é promovida  pela Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (Amcham Rio). Fundada em 1916, a instituição foi a  primeira câmara americana da América Latina.

A iniciativa  vai premiar projetos já concluídos ou em fase final de implantação  em seis categorias: responsabilidade socioambiental, preservação e manejo de ecossistemas, inovação ambiental, uso racional de recursos hídricos, inventário de emissões e resíduos sólidos.

A cada ano, a Amcham Rio elege um tema de reflexão e debate para o empresariado, informou a assessoria de imprensa da instituição. A questão dos resíduos sólidos foi o tema escolhido nesta oitava edição (2012) da premiação.

As empresas filiadas à Amcham Rio argumentam que há muito ainda a ser feito nessa área, embora dados do Programa das Nações Unidas para o Meio  Ambiente (Pnuma)  mostrem que o Brasil já movimenta cerca de US$ 2 milhões ao ano em termos de reciclagem, o que impede a  emissão de 10 milhões de toneladas de gases na atmosfera.

As inscrições podem ser feitas pela internet. Os projetos vencedores serão anunciados no início de agosto, no Rio de Janeiro.

Por Alana Gandra (Agência Brasil).

Postado por Verônica Falcão | Notícias | 0 Comentários | permalink | imprimir | enviar
DELICIOUS DIGG NEWSVINE STUMBLE WINDOWS LIVE GOOGLE FACEBOOK MYSPACE TWITTER ORKUT
pesquisa

Exposição a pesticida é vinculada a mudanças cerebrais

POSTADO ÀS 06:59 EM 05 DE Maio DE 2012

WASHINGTON - As grávidas expostas a níveis moderados de um pesticida comum podem ter filhos que apresentem mudanças duradouras em sua estrutura cerebral, relacionadas a uma menor inteligência, segundo um estudo divulgado nesta segunda-feira (30) nos Estados Unidos.

O estudo, publicado nas Atas da Academia Nacional de Ciências de Nova York, analisou a exposição das grávidas da cidade ao inseticida clorpirifos, ou CPF, um organofosfato amplamente utilizado para o controle de pragas em fazendas e espaços públicos.

As mulheres participantes, um total de 369, fizeram uso do inseticida antes de 2001, quando este foi proibido para uso doméstico nos Estados Unidos, apesar de o produto químico continuar sendo utilizado na agricultura em todo o mundo.

Os pesquisadores compararam 20 crianças, de cinco a 11 anos, cujas mães registraram os níveis mais altos de CPF e encontraram "anomalias significativas" em sua estrutura cerebral na comparação com as 20 crianças cujas mães apresentaram as exposições mais baixas.

Todas as mulheres do estudo foram expostas a níveis abaixo dos limites máximos de exposição aguda nos Estados Unidos, o que indica que inclusive uma exposição baixa a moderada poderia representar riscos consideráveis para o desenvolvimento cerebral de uma criança.

"O presente estudo proporciona evidências de que o período pré-natal é um momento vulnerável para o desenvolvimento da criança", disse a principal autora, Virginia Rauh, professora da Escola Mailman de Saúde Pública e sub-diretora do Centro Columbia de Saúde Ambiental Infantil (CCCEH, da sigla em inglês).

"A exposição tóxica durante este período crítico pode ter efeitos de longo alcance no desenvolvimento cerebral e no funcionalmento comportamental".

Os pesquisadores usaram imagens captadas por ressonância magnética do cérebro das crianças, que mostraram mudanças estruturais: algumas áreas eram maiores que o habitual e algumas diferenças entre homens e mulheres, típicas da estrutura cerebral, pareciam eliminadas ou invertidas no grupo de alto grau de exposição a pesticidas.

São necessários mais estudos para determinar os efeitos de longo prazo das mudanças, "compatíveis com os déficits de coeficiente intelectual já informados nas crianças com altos níveis de exposição aos clorpirifos", segundo a pesquisa. O estudo foi o primeiro a utilizar imagens por ressonância magnética para confirmar resultados anteriores de mudanças na estrutura cerebral em animais expostos aos pesticidas, disseram os autores.

"Ao combinar imagens do cérebro e pesquisas na comunidade, agora temos uma evidência muito mais forte que vincula os clorpirifos a problemas de desenvolvimento neurológico", disse outro pesquisador, Bradley Peterson, chefe de Psiquiatria da Criança e do Adolescente do Instituto Psiquiátrico do Estado de Nova York.

Os cientistas disseram que estudos anteriores demonstraram que os níveis urbanos deste químico diminuíram desde as restrições americanas de 2001, mas alertaram que persistem os riscos, já que esta substância continua sendo utilizada no cultivo de alimentos e no tratamento de madeira e em espaços públicos como campos de golf, parques e estradas.

Da Agência France Presses.

Postado por Verônica Falcão | Notícias | 0 Comentários | permalink | imprimir | enviar
DELICIOUS DIGG NEWSVINE STUMBLE WINDOWS LIVE GOOGLE FACEBOOK MYSPACE TWITTER ORKUT
estudo

Nova Zelândia quer reduzir o gás metano nas flatulências das ovelhas

POSTADO ÀS 06:53 EM 04 DE Maio DE 2012

PALMERSTON NORTH - Para reduzir as emissões de CO2 atribuídas ao gado, os cientistas neozelandeses estudam uma maneira de purificar as flatulências das ovelhas, suprimindo o metano que os ovinos expelem para a atmosfera.
Os cientistas tentam principalmente compreender por que algumas espécies poluem mais do que outras e se alguns regimes alimentares são mais ecológicos.

"O aumento da atenção para a mudança climática e as novas tecnologias nos permitem esperar conseguir o que antes era impossível", explicou Peter Janssen do Centro de Pesquisas sobre o Gás com Efeito Estufa de origem agrícola.

Num laboratório de Palmerston North, na ilha do Norte do arquipélago neozelandês, os animais são fechados durante dois dias um por um em caixas herméticas onde há filtros que medem a frequência de suas flatulências e seus conteúdos. Os cientistas esperam, graças à genética, poder elaborar uma vacina que impedirá os ruminantes de gerar gás metano (CH4), uma hipótese possível dentro dos próximos 15 anos.

"Agora podemos identificar esses organismos e designá-los especificamente para trabalhar em vacinas a partir de moléculas inibidoras que atacam apenas os micróbios que produzem o metano", explicou Peter Janssen.

Os ruminantes digerem seus alimentos parcialmente, fazendo-os fermentar no estômago antes de devolvê-lo - junto com uma importante quantidade de metano - para poder mastigá-lo mais facilmente.

As Nações Unidas estimam que 18% das emissões com efeito estufa no mundo se devem aos animais de gado. Mas a proporção é claramente mais elevada - da ordem de 50% - na Nova Zelândia, onde pastam 35 milhões de ovelhas e oito milhões de vacas.

O arquipélago investe 50 milhões de dólares neozelandeses (30,8 milhões de euros - 39,8 milhões de dólares americanos) em um programa de redução das emissões poluentes de origem agrícola. Os agricultores, antes alheios aos problemas ecológicos, agora estão associados a estes trabalhos.

Em 2003, o governo criou um imposto para favorecer a investigação científica, mas teve de voltar atrás ante a pressão dos agricultores denunciando "o imposto dos peidos" (apesar de 90% das emissões, na realidade, serem oriundas de arrotos).

"Nem mesmo o grande público havia compreendido. Na Nova Zelândia é provavelmente justo dizer que somos céticos em relação à mudança climática", admitiu Rick Pridmore, diretor de desenvolvimento sustentável da Federação de Produtores de Leite.

"Mas isso mudou nos últimos cinco anos. Acho que agora os agricultores chegaram a um acordo", acrescentou. A vacina pesquisada poderá melhorar as capacidades digestivas dos animais, e reduzir assim suas rações alimentares. O metano (CH4) é emitido pelas zonas úmidas, a extração do carvão, a indústria do gás e do petróleo, as flatulências dos ruminantes e a decomposição dos dejetos orgânicos nos lixões.

Por Neil Sands (Agência France Presse). Foto: AFP.

Postado por Verônica Falcão | Notícias | 0 Comentários | permalink | imprimir | enviar
DELICIOUS DIGG NEWSVINE STUMBLE WINDOWS LIVE GOOGLE FACEBOOK MYSPACE TWITTER ORKUT
science

Pesquisa revela que aquecimento global acelera ciclo hidrológico

POSTADO ÀS 17:48 EM 03 DE Maio DE 2012

SYDNEY - Um estudo australiano sobre a salinidade dos oceanos nos últimos 50 anos revelou uma "marca" que atesta que as mudanças climáticas têm acelerado o ciclo hidrológico, anunciou nesta sexta-feira (27) um dos cientistas envolvidos na pesquisa.

O estudo, publicado na revista Science e realizado por pesquisadores australianos e americanos, analisou dados oceânicos de 1950 a 2000 e descobriu que os níveis de salinidade nos mares do mundo têm mudado com o passar do tempo.

A co-autora da pesquisa, Susan Wijffels, afirmou que os números são reveladores porque a salinidade era indicativa de mudanças no ciclo de chuva e evaporação.

"O que os resultados estão dizendo é que nós temos uma marca oceânica, uma marca muito clara de que o ciclo hidrológico da Terra já está mudando", afirmou. "O que vimos nas observações de como o campo de salinidade já mudou ao longo de 50 anos (é) que nosso ciclo hidrológico se intensificou significativamente", acrescentou.

Wijffels afirmou que o padrão se intensificou com o passar do tempo e que é possível deduzir que a mesma dinâmica também esteja ocorrendo em terra."O que isto realmente quer dizer é que a atmosfera pode realmente transportar mais água das áreas que estão secando para as áreas que têm grande ocorrência de chuvas mais rapidamente", acrescentou. "E isto significa, essencialmente, que as áreas úmidas ficarão mais úmidas e que as áreas secas ficarão mais secas", emendou.

Wijffels explicou que ter uma ideia clara do que ocorreu historicamente com as chuvas foi frustrante porque havia poucos dados de qualidade disponíveis e a maior parte deles foi coletada em terra, particularmente no hemisfério norte. "No entanto, a maior parte da superfície terrestre é de oceanos e a maior parte da evaporação que move nosso ciclo hidrológico acontece no oceano", afirmou Wijffels, o que faz dos oceanos um objeto meritório de estudo sobre as mudanças climáticas.

Cientistas do CSIRO, entidade de pesquisa e ciência do governo australiano, e do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, na Califórnia, usaram dados de embarcações nos oceanos do mundo e modelos climáticos para produzir seu relatório.

Segundo Wijffels, eles revelaram um padrão repetitivo de mudança, que se acredita ser resultante das mudanças climáticas. "E nós vemos isto no Atlântico norte, no Atlântico sul, no Pacífico sul, no (oceano) Índico; tem se repetido em cada bacia oceânica de forma independente", disse.

Da Agência France Presse.

Postado por Verônica Falcão | Notícias | 0 Comentários | permalink | imprimir | enviar
DELICIOUS DIGG NEWSVINE STUMBLE WINDOWS LIVE GOOGLE FACEBOOK MYSPACE TWITTER ORKUT

É preciso reduzir subnotificação de casos de intoxicação, diz especialista

POSTADO ÀS 17:44 EM 03 DE Maio DE 2012

RIO DE JANEIRO - Um dos principais desafios do governo na área sanitária é reduzir a subnotificação dos casos de intoxicação por agrotóxicos no país. Segundo o diretor do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, Guilherme Franco Netto, o conhecimento exato do problema é fundamental para melhorar políticas de "enfrentamento".

Entre 2006 e 2011, o número de casos registrados subiu de 3 mil para 8 mil, mas o diretor do Ministério da Saúde acredita que muitos ainda deixam de ser contabilizados. De acordo com ele, diversas ações estão sendo implementadas nessa área. 'Verificamos um crescimento importante nas notificações nos últimos quatro anos, demonstrando que há um impacto grande na saúde, mas ainda há muita subnotificação. Possivelmente nenhum de nós deixa de ter algum tipo de traço de agrotóxico no sangue, por exposição direta ou pelos alimentos ou por contaminação do lençol freáticò, disse.

Para reverter o quadro, o Ministério da Saúde vai formar, nos próximos meses, com estados e municípios, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), um modelo integrado de vigilância em saúde relacionado a agrotóxicos. O objetivo é garantir que, até 2015, todas as secretarias de Saúde do país tenham um protocolo mínimo para atuar em casos de intoxicação. 'Vamos desenvolver um processo em que todos os serviços de assistência médica vão ter que se adequar, garantindo a melhora na rede básica e nas especializações, no centro de terapia intensiva etc.', acrescentou.

Pela iniciativa, os estados vão receber recursos do Ministério da Saúde para compra de equipamentos e viaturas, estruturação de laboratórios, entre outros. Os valores ainda não foram definidos. Além disso, o Ministério da Saúde vai desenvolver este ano, em parceria com diversos centros de pesquisa, um levantamento no país para reunir informações sobre as características da exposição humana aos agrotóxicos.

O estudo trará informações divididas por regiões. O diretor explicou que o edital para o projeto já foi publicado, e os pesquisadores interessados devem enviar suas propostas de trabalho até 10 de maio. O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag) e a Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef) são as principais entidades representativas da indústria de defensivos agrícolas atuantes no país. Para elas, o consumo de agrotóxicos nas lavouras brasileiras é necessário porque o clima tropical exige mais tecnologia para controle de pragas.

A entidade também aponta o emprego de defensivos agrícolas, especialmente nas lavouras de soja, milho, algodão, cana-de-açúcar e café, entre os principais fatores que resultaram, em 2011, na elevação de 3,9% do Produto Interno Brasileiro (PIB) do agronegócio. Nessas cinco culturas, segundo dados do Sindag, estão concentrados os indicadores de vendas de defensivos mais elevados.

Por Thais Leitão (Agência Brasil).

Postado por Verônica Falcão | Notícias | 0 Comentários | permalink | imprimir | enviar
DELICIOUS DIGG NEWSVINE STUMBLE WINDOWS LIVE GOOGLE FACEBOOK MYSPACE TWITTER ORKUT

Apicultores denunciam morte de abelhas

POSTADO ÀS 17:41 EM 03 DE Maio DE 2012

RIBEIRÃO PRETO - Milhares de abelhas de ao menos três apicultores de Gavião Peixoto (306 km de São Paulo) morreram nos últimos dias. A suspeita é que as mortes tenham sido causadas por agrotóxicos utilizados em plantações próximas, principalmente em canaviais.

De acordo com o secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Gavião Peixoto, Karin Raja Cury, o primeiro relato de mortandade de abelhas ocorreu há cerca de 20 dias. Depois, outros dois apicultores procuraram a pasta para informar sobre mais mortes -em um dos casos, o produtor perdeu praticamente todas as colmeias.

Insetos mortos foram recolhidos pela pasta, que vai enviá-los nesta quinta-feira à Unesp de Jaboticabal para que análises possam indicar a causa da morte. Com certeza é possível detectar, disse Cury.

Nos três casos registrados, as colmeias ficam em propriedades próximas. Uma delas é a do apicultor Waldemar Charnet, que diz ter sofrido um prejuízo de ao menos R$ 30 mil.

O valor inclui a formação das 40 colmeias que, segundo Charnet, produziam ao menos duas toneladas de mel por ano, além do produto ainda não colhido e que também deve ser perdido.

Segundo ele, as propriedades são cercadas de canaviais, o que reforça a tese de que a causa da morte dos insetos tenha partido dessas plantações.A abelha é um inseto muito frágil, não suporta veneno nenhum, disse ele.

Segundo Cury, Gavião Peixoto não chega a ser um grande produtor de mel. As colmeias mantidas na zona rural da cidade são de pequeno porte, mas há famílias que vivem apenas da venda desse produto.

 Por Leandro Martins (Folhapress).

Postado por Verônica Falcão | Notícias | 0 Comentários | permalink | imprimir | enviar
DELICIOUS DIGG NEWSVINE STUMBLE WINDOWS LIVE GOOGLE FACEBOOK MYSPACE TWITTER ORKUT
pesquisa

Impacto do aquecimento global nas plantas pode estar subestimado

POSTADO ÀS 16:33 EM 03 DE Maio DE 2012

PARIS - Experiências que tentam simular o impacto do aquecimento global nas plantas subestimam o que acontece no mundo real, revelou um estudo publicado na última edição da revista científica britânica Nature.

A pesquisa apoia observações feitas por fazendeiros e jardineiros, especialmente no hemisfério norte, segundo os quais plantas sazonais estão florescendo muito mais cedo do que no passado.

Experimentos artificiais sobre o aquecimento global costumam consistir no encerramento de uma planta em uma câmara similar a uma estufa sem tampa ou em uma tenda com um pequeno aquecedor no telhado, de forma a replicar os efeitos do aumento da temperatura.

Estes experimentos determinaram que a florada e a folheação ocorrem entre 1,9 e 3,3 dias antes para cada grau Celsius de elevação da temperatura. Mas o estudo diz que o número exato é muito maior.

As plantas começam a desenvolver folhas e flores entre 2,5 e 5 dias mais cedo a cada 1ºC mais quente, destacou a pesquisa, baseando-se em uma comparação entre experimentos sobre aquecimento em 1.634 espécies de plantas e observações de longo prazo destas espécies na natureza, realizadas por 20 instituições de América do Norte, Japão e Austrália.

"Até agora, presumia-se que sistemas experimentais responderiam da mesma forma que os sistemas naturais respondem, mas não é o que acontece", explicou em um comunicado o co-autor da pesquisa, Benjamin Cook, do Observatório Terrestre Lamont-Doherty da Universidade de Columbia, em Nova York.

Os métodos experimentais podem falhar porque reduzem luz, vento ou umidade do solo, que afetam a maturidade sazonal da planta, destacou o artigo.

Segundo o Quarto Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), publicado em 2007, as temperaturas da superfície do globo subiram 0,74ºC entre 1906 e 2005.

De acordo com as tendências atuais de emissões de carbono, responsáveis pelo aumento da temperatura no globo, a Terra encaminha-se para um aquecimento adicional de 2ºC ou mais, segundo estimativas publicadas por outras fontes no ano passado.

Para alguns especialistas, estas estimativas são conservadoras. Eles afirmam que muitos locais estão esquentando muito mais rápido do que a média do planeta.

"A floração das cerejeiras, em Washington, DC, um fenômeno meticulosamente registrado e celebrado, se antecipou em cerca de uma semana desde os anos 1970", destacou o comunicado, publicado pelo Instituto da Terra, da Universidade de Columbia.

"Se a tendência se mantiver, algumas projeções recentes dizem que elas estarão saindo em fevereiro por volta de 2080", concluiu.

Da Agência France Presse.

Postado por Verônica Falcão | Notícias | 0 Comentários | permalink | imprimir | enviar
DELICIOUS DIGG NEWSVINE STUMBLE WINDOWS LIVE GOOGLE FACEBOOK MYSPACE TWITTER ORKUT
« 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 | 13 »
Verônica Falcão

é editora do Blog Ciência e Meio Ambiente
iphone
  • // galeria
  • biodiversidade em mianmar biodiversidade em mianmar
  • biodiversidade biodiversidade



  • // twitter