Blog Ciência e Meio Ambiente

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Seminário sobre pesca artesanal

POSTADO ÀS 06:58 EM 25 DE Maio DE 2013

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Pescaseminario from verasouto

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navegabilidade capibaribe

Relatório de impacto ambiental desatualizado

POSTADO ÀS 12:11 EM 24 DE Maio DE 2013

Publicado no Jornal do Commercio, em 24 de maio de 2013.

O jacaré-de-papo-amarelo está fora da lista de espécies ameaçadas desde 2003, mas no Relatório de Impacto Ambiental do projeto de navegabilidade do Rio Capibaribe é apontado como em risco de extinção. O capítulo destinado a anfíbios e répteis da área de influência da obra, que prevê dragagem e construção de píeres, relaciona 18 espécies de ampla distribuição no Nordeste. “Exceto por Caiman latirostris, citado em entrevista e não observado nas atividades de campo, que consta como ameaçado na Lista Oficial de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção não foram registradas outras espécies raras, endêmicas da região ou ameaçadas.”

Leia mais aqui sobre falhas no Relatório de Impacto Ambietal.

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Rima navegabilidade-capibaribe-beberibe from verasouto

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Celebridades apoiam campanha para proteger índios awá

POSTADO ÀS 06:49 EM 24 DE Maio DE 2013

LONDRES - A atriz americana Gillian Anderson, a estilista britânica Vivienne Westwood e o fotógrafo Sebastião Salgado se uniram em uma campanha para salvar os índios Awá da Amazônia brasileira, anunciou esta semana a organização Survival International.

O ator britânico ganhador do Oscar Colin Firth foi o encarregado de lançar esta campanha no ano passado para proteger esta tribo que a ONG com sede em Londres considera "em perigo extremo de extinção" devido ao desmatamento de seu território.

Desde então, vinte famosos britânicos e de outros países apoiaram a inciativa tirando fotos com o logo da campanha, que diz "Brasil: Salve os Awá".

"Devemos, como seres humanos, acordar coletivamente e ajudar a salvar os Awá", declarou Gillian Anderson, que ficou internacionalmente conhecida como a detetive Scully da série de TV "Arquivo X".

"Não podemos permitir que outro povo seja extinto pela negligência e pela cobiça de terceiros. Todos temos um dever", acrescentou a atriz, citada no comunicado da Survival.

A ONG acusa o Brasil de não fazer nada para proteger esta tribo, que tem uma população total estimada em 450 membros, sendo que cerca de cem nunca tiveram contato com o mundo exterior ao seu território demarcado e ameaçado por madeireiros, criadores de gado e colonos.

"Quando celebridades se unem à campanha para salvar os Awá, o Brasil não pode ignorar o número crescente de vozes que se erguem em apoio à tribo mais ameaçada do planeta. Sua reputação está em jogo", declarou o diretor da Survival, Stephen Corry.

Da Agência France Presse.

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vídeo

ONG que se dane

POSTADO ÀS 21:14 EM 23 DE Maio DE 2013

Lixo

Água

Poluição

Árvores

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eutanásia 1

Austrália começa a sacrificar cavalos selvagens por conta da seca

POSTADO ÀS 07:56 EM 23 DE Maio DE 2013

SYDNEY -  A Austrália começou na quarta-feira (22) o sacrifício de milhares de cavalos selvagens no Outback, região árida do interior do país. De acordo com as autoridades, os animais estão morrendo de fome e sede, o que é um problema ambiental, informou a televisão pública australiana.

Foi ordenada a evacuação de uma zona localizada 300 quilômetros ao sudeste da cidade de Alice Springs para iniciar o sacrifício que pode atingir 10 mil cavalos, de acordo com a rede ABC. Um porta-voz do conselho local, que representa os interesses dos aborígines e coordena a operação, não quis confirmar a informação.

O anúncio da operação, ocorrido no início do mês, desencadeou críticas de muitas organizações de ecologistas do país. As autoridades explicam que centenas de animas selvagens que habitam a região (cavalos, mas também burros e camelos) estão morrendo por falta de água e comida e que é necessário sacrifica-los por razões não só humanitárias, mas também ambientais. Isso porque os corpos dos animais mortos contaminam as fontes de água que abastecem outras espécies.

Os animais serão sacrificados com disparos feitos de helicópteros e a operação, financiada pelo governo, será efetuada até junho, informou o conselho aborígine. "Ninguém quer vê-los sofrer, muito menos os tradicionais donos da terra, que gostam muito dos cavalos, mas são conscientes das consequências terríveis de ter uma população descontrolada desses animais", disse o diretor do conselho local David Ross, no começo do mês.

Segundo Ross, o sacrifício executado a partir de helicópteros é a melhor opção porque os animais estão dispersos ao longo de milhares de quilômetros quadrados e não seria possível reuni-los em um matadouro. Esses cavalos são descendentes da espécie Waler e, quando a Austrália era uma colônia britânica, eram usados pelo exército do Reino Unido na Índia. Mais tarde, foram usados pelo exército australiano durante a Primeira Guerra Mundial.

Da Agência France Presse.

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eutanásia 2

Coreia do Norte abate milhares de aves para conter surto de gripe

POSTADO ÀS 07:55 EM 23 DE Maio DE 2013

NOVA YORK -  A Coreia do Norte abateu milhares de aves depois que animais infectados com o vírus da gripe aviária foram descobertos em uma propriedade rural de Pyongyang, informou a mídia estatal do país, conforme reportagem do Wall Street Journal. O objetivo é evitar um surto maior da doença.

A agência estatal de notícias norte-coreana disse que, nesta semana, foram encontrados patos infectados com o vírus H5N1 na fazenda Tudan Duck, que fica nos arredores da capital do país.

De acordo com dados da Coreia do Norte disponibilizados à Organização Mundial para Saúde Animal, quase 165 mil patos já foram mortos desde o primeiro caso de gripe aviária confirmado no país, no mês passado.

Vários grupos de controle de doenças foram mobilizados para conter o surto, mas especialistas dizem que a nação asiática não tem preparo para lidar, sozinha, com epidemias desse tipo. Por enquanto, Pyongyang está isolando os animais saudáveis para evitar novos contágios.

Os abates reacenderam os temores de desabastecimento de carne de aves no país. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) projeta que a oferta de proteína diminuirá este ano na Coreia do Norte mesmo com a disponibilidade de ração em níveis normais após uma colheita estável em 2012.

O H5N1 é um subtipo letal do vírus de gripe aviária e já infectou diversas espécies de aves na àsia, Europa e àfrica desde sua descoberta no Sudeste Asiático, em 2003. As informações são da Dow Jones.

Da Agência Estado.

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código florestal

Entidades lançam grupo para monitorar implantação de lei

POSTADO ÀS 12:00 EM 22 DE Maio DE 2013

SÃO PAULO - Entidades ligadas às causas ambientalistas lançaram esta semana em Brasília o Observatório do Código Florestal, grupo formado com o objetivo de monitorar a implantação da lei aprovada em maio do ano passado.

A iniciativa foi lançada durante o seminário Um Ano de Vigência do Novo Código Florestal, realizado hoje na Câmara dos Deputados. Entre as sete ONGs que participam do grupo estão a WWF Brasil, a SOS Mata Atlântica e o Instituto Sócio Ambiental (ISA).

Segundo Suelma Rosa, representante nacional da The Nature Conservancy (TNC), uma das organizações participantes, o objetivo do Observatório é monitorar a implementação do Código Florestal através de indicadores objetivos -como as áreas a recuperar e o número de funcionários trabalhando para o estabelecimento das regras. O que nos cabe é assegurar que a lei seja efetivamente implementada, diz.

A iniciativa deve monitorar principalmente a evolução do Programa de Regularização Ambiental, que irá disciplinar as regras do novo código, por exemplo, estabelecendo os locais a serem recuperados. André Lima, assessor de políticas públicas do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), outra ONG do projeto, diz que o Código Florestal hoje está paralisado porque os produtores estão esperando regulamentações nacional e nos Estados que ainda estão pendentes -essas são algumas das evoluções que devem ser monitoradas pelo Observatório.

A ideia do Observatório é poder qualificar a abrir esse debate, que fica muito fechado em gabinetes, afirma Lima. Os primeiros resultados alcançados pelo grupo devem ser divulgados em cerca de dois meses.

Por Raul Montenegro (Folhapress)

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National Geographic se rende ao reality show

POSTADO ÀS 07:05 EM 21 DE Maio DE 2013

WASHINGTON - De obcecados com o fim do mundo que constroem bunkers até polígamos mórmons ou pescadores de atum: para desgosto dos puristas, o canal de televisão National Geographic parece ter deixado de lado o seu tradicional perfil científico e didático para abrir espaço aos programas de reality show.

Um dos programas mais vistos, com uma média de 800 mil espectadores, é o apocalíptico "Doomsday Preppers", em que pessoas que aguardam o fim do mundo contam suas experiências. Nele é possível assistir, por exemplo, como um homem se prepara para um ataque terrorista que considera iminente.

"Wicked Tuna", de grande sucesso e já na terceira temporada em produção, aborda a rivalidade entre as equipes de pesca em Gloucester, no noroeste de Massachusetts, que depende economicamente da pesca do atum.

Outros exemplos são o "Polygamy USA - protagonizado por uma seita mórmon dissidente que segue a poligamia -, o "Ultimate Survival: Alaska" - que tem como temática a sobrevivência em um deserto gelado - e muitas outras séries de "docu-reality", que se dedicam a personagens raros ou situações mais ou menos estranhas.

Segundo Hamish Mykura, diretor de conteúdo internacional do National Geographic Channel, a atitude do canal pode se definir como "antropologia contemporânea".

"Queremos mostrar o mundo em que vivemos, como vivemos, ver gente fazendo trabalhos perigosos, interessantes, com programas agradáveis, que as pessoas queiram assistir. É mais interessante contar a história de uma pessoa a partir de sua própria perspectiva, com suas próprias palavras, do que ter um narrador invisível, dando sua opinião atrás de uma câmera", disse.

A credibilidade em jogo

Na opinião dos puristas, não há dúvidas de que os programas de reality show do National Geographic - de propriedade majoritária da News Corporation, de Rupert Murdoch - não honram a herança de 125 anos da admirável revista da qual surgiu.

Para eles, a famosa publicação mensal de capa amarela da National Geographic Society (NGS), uma das maiores organizações científicas e educativas sem fins lucrativos do mundo, é, antes de tudo, uma revista acadêmica, a primeira a falar da pequena cidade inca de Machu Picchu, no Peru, por exemplo.

É uma revista que "sempre lutou pela verdade", defende Alan Mairson, ex-jornalista da publicação que criou um blog crítico. O canal de televisão "quer entreter, a revista tem como objetivo educar", disse. "Esses programas diminuem gravemente a credibilidade da NGS.

Alguns programas são excelentes, mas a maioria não tem nenhuma conexão verdadeira com a realidade. São comédias bobas. Outros são ofensivos, zombam das pessoas", completou Michael Parfit, documentarista de animais selvagens e ex-colaborador da revista, em uma referência a uma série sobre os huteritas, uma comunidade protestante isolada, que exigiu desculpas do canal por se sentir humilhada. "Os piores são os pseudocientíficos", acrescentou Parfit, citando uma série sobre óvnis.

Mairson suspeita que o fator Murdoch está em jogo, já que a News Corporation fechou seu canal de reality show da Fox depois de comprar o canal da National Geographic. "O que Murdoch ganha com um canal assim? Confiança, uma sensação de autenticidade que não tinha com o canal da Fox".

Para o representante do canal, Hamish Mykura, "é preciso refletir sobre o mundo da National Geographic, que tem uma grande audiência". "Sempre haverá algumas pessoas que pensam que a National Geographic só deveria fazer programas sobre os elefantes, as geleiras glaciais e Papua Nova Guiné. Mas fazer um canal de televisão que as pessoas queiram assistir, e que seja interessante e divertido, é um desafio muito mais importante e significativo do que isso".

O canal acaba de anunciar que quer inverter a atual proporção da grade programação, que é de 75% de documentários e 25% de séries.
Para David Carraro, um dos pescadores de Gloucester, "Wicked Tuna" mostra "os altos e baixos de nossas vidas". Seu colega David Marciano também está grato pela receita adicional, já que os pescadores recebem pela exibição do programa. "O que não se vê é quando puxamos a linha e esperamos, esperamos e esperamos", brinca.

 Por Fabienne Faur (Agência France Presse)

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Açúcar pode ser alternativa ecológica na extração do ouro

POSTADO ÀS 07:13 EM 20 DE Maio DE 2013

PARIS - O uso de um determinado tipo de açúcar permitiria substituir o cianeto para extrair ouro ou recuperá-lo de componentes eletrônicos descartados a um preço módico e sem causar danos ao meio ambiente, afirmam cientistas que dizem ter descoberto por acaso essas propriedades surpreendentes de um derivado do amido.

A indústria mineradora recorre principalmente ao cianeto, uma substância extremamente tóxica, para dissolver o ouro e recuperá-lo por meio de filtragem.

Dessa forma são extraídos mais de 80% do ouro produzido em todo o mundo em processos que supõem riscos ambientais importantes e para a saúde humana em caso de vazamento.

Em fevereiro passado, em uma metalúrgica do norte do Japão foi registrado um vazamento de cinco toneladas de resíduos com cianeto de sódio, quantidade suficiente para matar 125.000 pessoas. Felizmente, a neve absorveu grande parte desse vazamento.

"A eliminação do cianeto da indústria aurífera é de importância vital para o meio ambiente. Nós conseguimos substituir essas temidas substâncias por uma matéria branca, biologicamente inofensiva, derivada do algodão", resumiu Fraser Stoddart, um químico da Northwestern University de Illinois (EUA).

A equipe de Stoddart assegura ter feito esta descoberta de forma fortuita, tentando produzir em laboratório pequenas estruturas cúbicas capazes de armazenar gases ou outras moléculas.

Zhichang Liu, o principal autor do estudo publicado na última edição da revista Nature Communications, misturou o conteúdo de dois tubos de ensaio, um com alfa-ciclodextrina (um tipo de açúcar resultante da degradação do amido por uma bactéria) e o outro com uma solução que continha ouro.

De forma inesperada, minúsculas agulhas se formaram rapidamente na mistura. "A princípio fiquei decepcionado porque minha experiência não produzia cubos, mas ao ver as agulhas, quis saber mais sobre sua composição", explicou o jovem pesquisador em um comunicado divulgado por sua universidade.

As verificações revelaram que essas agulhas surpreendentes eram complexos de íons de ouro capturados por átomos, água e ciclodextrina. "Zhichang encontrou uma fórmula mágica para isolar o ouro de qualquer outra coisa, e de forma ecológica", afirmou Fraser Stoddart.

Da Agência France Presse.

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Austrália quer proibir fertilização do mar com sulfato de ferro

POSTADO ÀS 07:11 EM 19 DE Maio DE 2013

SYDNEY - A Austrália quer proibir a fertilização do oceano com sulfato de ferro, um método controverso para combater as mudanças climáticas, anunciou na quinta-feira (16) o governo australiano.

Essa técnica tem como objetivo combater a acidificação do oceano derramando sulfato de ferro para "fertilizar" o fitoplâncton, uma microalga marinha que absorve o dióxido de carbono (CO2) na água e na atmosfera.

Após uma vida muito curta, os restos de fitoplâncton são depositados sobre o fundo do mar sob a forma de sedimentos. Mas a eficácia do método e seus efeitos no ambiente são desconhecidos, de modo que a Austrália quer proibir a sua utilização no protocolo de Londres, que em 1996 alterou e substituiu a Convenção de Londres de 1972.

Austrália, Nigéria e Coreia do Sul querem apresentar uma emenda para proibir a fertilização comercial sem justificativa científica em uma reunião dos signatários do protocolo, prevista para outubro.

"A emenda pretende estabelecer regras vinculativas para a fertilização do oceano", explicou o ministro do Meio Ambiente australiano, Tony Burke. "Proibir as atividades comerciais da fertilização oceânica e autorizar as investigações científicas legítimas visando identificar os possíveis benefícios" desta prática, acrescentou.

Em 2012, os signatários do protocolo lamentaram o uso desta técnica na costa do Pacífico do Canadá por uma empresa que queria reconstruir a população de salmão, que se alimenta com fitoplâncton.

A revista Nature revelou em 2007 as conclusões de um grande programa nas Ilhas Kerguelen, no sul do Oceano Índico, segundo o qual derramar ferro no oceano seria entre 10 e 100 vezes menos eficaz do que o processo natural, porque 90% do ferro se perderia e seu efeito de curta duração.

Alguns cientistas temem ainda uma possível reação química resultando em óxido nitroso (N2O), mais devastador do que o CO2.
O ministro do Meio Ambiente também citou a proliferação de algas tóxicas e a eutrofização do leito como riscos potenciais.

Da Agência France Presse.

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Plantas e animais podem perder metade de seu espaço

POSTADO ÀS 07:12 EM 18 DE Maio DE 2013

PARIS - Mais da metade das espécies vegetais e um terço das animais mais comuns terão seu espaço vital reduzido à metade até 2080 se o aquecimento global continuar aumentando, segundo estudo publicado na última edição da na revista Nature Climate Change.

O aumento das emissões de gás de efeito estufa colocam o planeta em uma trajetória de aquecimento de cerca de 4°C até o final do século, em relação aos níveis pré-industriais.

Os pesquisadores da universidade britânica de East Anglia estudaram o impacto de um aumento de temperatura nas "zonas climáticas" de 48.786 espécies, ou seja, nos locais em que as condições climáticas são propícias a sua existência.

Segundo suas conclusões, cerca de 55% das plantas e 35% dos animais poderiam ver esse espaço reduzido à metade até 2080.

O risco será maior para as plantas, os anfíbios e os répteis, porque o ritmo de sua capacidade de adaptação é mais lento que o da mudança climática, dizem os pesquisadores.

As áreas mais afetadas seriam a África subsaariana, América Central, Amazônia e Austrália. Segundo a pesquisadora Rachel Warren, essas estimativas provavelmente são menores que as condições reais, já que levam em conta apenas o impacto do aumento de temperatura e não considera os eventos extremos provocados pela mudança climática como os ciclones ou as inundações.

"As populações de animais em particular poderiam desaparecer em maior proporção do que a que estimamos pela diminuição das plantas disponíveis para se alimentar", explica em um comunicado apresentado pelo estudo.

"Também haverá consequências para o homem porque há espécies que são importantes para a purificação da água e do ar, para limitar as inundações e para o ciclo de alimentação", acrescenta.

Segundo o estudo, esse impacto sobre as zonas climáticas das espécies poderia ser limitado de forma significativa, se forem tomadas medidas, rapidamente, para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

Se a emissão de gases de efeito estufa for limitada até 2016, uma possibilidade considerada irreal, as perdas de zonas climáticas seriam reduzidas 60% e se esse ponto máximo for alcançado em 2030, a cifra seria de 40%, conclui.

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dragagem do capibaribe

Relatório de impacto ambiental omite informações sobre fauna

POSTADO ÀS 07:16 EM 17 DE Maio DE 2013

Publicado no Jornal do Commercio, em 17 de maio de 2013.

O capítulo sobre quelônios do relatório de impacto ambiental do projeto de navegabilidade do Capibaribe, disponível no site da CPRH, no lugar de listar cágados que vivem no rio cita e ilustra com belas fotos as cinco espécies de tartarugas marinhas registradas ao largo da costa brasileira. Pelo visto, a empresa catarinense contratada pelo governo do Estado, autor da obra, para apontar impactos da dragagem e construção de píeres não entende nada do rio ou elaborou o documento a toque de caixa. Ou pior: omitiu, para não desagradar o cliente, espécies como a Mesoclemmys tuberculata, endêmica do Nordeste, que serão sugadas pelas dragas e cuspidas junto com lama no bota-fora.

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ONU adverte que concentração de CO2 deixa o planeta em zona de perigo

POSTADO ÀS 07:02 EM 16 DE Maio DE 2013

PARIS - A concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, que superou pela primeira vez a marca de 400 partes por milhão (ppm), deixa o planeta em uma "zona de perigo", advertiu na segunda-feira (13) a diretora das Nações Unidas para o clima, Christiana Figueres.

"Com 400 ppm de CO2 na atmosfera, superamos o limite histórico e entramos em uma zona de perigo", afirma Figueres em um comunicado divulgado em Bonn (Alemanha).

"O mundo tem que acordar e perceber o que isto significa para a segurança dos seres humanos, para seu bem-estar e seu desenvolvimento econômico", completa.

Figueres destacou que "ainda existe uma oportunidade para evitar os piores efeitos da mudança climática" e fez um pedido à comunidade internacional para dar uma "resposta política capaz de enfrentar este desafio".

O observatório situado no vulcão de Mauna Loa, no Havaí, registrou na quinta-feira passada uma concentração de CO2 de 400,03 ppm, informou a agência americana oceânica e atmosférica (NOAA).

Apesar desta ser uma medida pontual, a média anual de 2013 superará sem dúvida os 400 ppm, um número simbólico que marca uma tendência inquietante do planeta para o aquecimento, segundo os analistas.

O objetivo fixado pela comunidade internacional em 2009 é manter o aquecimento global a um máximo de +2°C em relação aos níveis registrados antes da era industrial. Caso os 2ºC sejam superados, os cientistas consideram que o planeta entrará em um sistema climático marcado pelos fenômenos extremos.

Com uma média anual de 400 ppm de concentração de CO2, o aquecimento global previsto será de pelo menos 2,4°C, segundo o relatório mais recente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

E as perspectivas são pessimistas: as emissões de CO2 na atmosfera não param de aumentar e, caso a tendência persista, a temperatura pode aumentar entre 3 e 5 graus.

Da Agência France Presse.

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FAO recomenda alimentação com insetos para combater a fome

POSTADO ÀS 07:40 EM 15 DE Maio DE 2013

ROMA  - "Comer insetos" para reforçar a segurança alimentar: esta é a orientação da FAO, que lançou nesta segunda-feira um programa para incentivar a criação em larga escala de insetos, alimento rico em nutrientes, de baixo custo, ecológico e "delicioso".

Dois bilhões de pessoas em culturas tradicionais já os consomem, mas o potencial de consumo é muito maior, considera a Agência da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação.

"Nossa mensagem é: comer insetos, os insetos são abundantes, eles são uma rica fonte de proteínas e minerais", declarou Eva Ursula Müller, diretora do Departamento de Política Econômica Florestal na apresentação deste relatório em Roma.

Os trilhões de insetos, que se reproduzem sem parar na terra, no ar e na água, "apresentam maiores taxas de crescimento e conversão alimentar alta e um baixo impacto sobre o meio ambiente durante todo o seu ciclo de vida", defendem os especialistas. De acordo com seus cálculos, cerca de 900 espécies de insetos são comestíveis.

A FAO enumera os benefícios da produção de insetos em larga escala: são necessários 2 kg de ração para produzir 1 kg de insetos, enquanto o gado requer 8 kg de alimento para produzir 1 kg de carne.

Além disso, os insetos "são nutritivos, com um elevado teor de proteínas, gorduras e minerais" e "podem ser consumidos inteiros ou em pó e incorporados noutros alimentos".

A criação de insetos é simples, pois pode ser feita a partir de resíduos orgânicos, tais como restos de alimentos, e também a partir de compostos e estrume.

Os insetos são extremamente ecológicos: usam muito menos água e produzem menos gases do efeito estufa do que o gado. O consumo de insetos, chamado de entomofagia, já é difundido e praticado há muito tempo entre culturas tradicionais em regiões da África, Ásia e América Latina.

"Um terço da população mundial come insetos, e isso é porque eles são deliciosos e nutritivos", ressalta Eva Ursula Müller. "Insetos são vendidos nos mercados de Kinshasa, nos da Tailândia ou em Chiapas, no México, e eles começam a aparecer nos menus de restaurantes na Europa", argumentou.

Alguns criadores de vários continentes entenderam as vantagens e começam a tirar proveito: eles começaram a usar os insetos como ingredientes alimentares, incluindo na aquicultura e na criação de aves.

De acordo com Müller, os insetos oferecem muito mais do que apenas nutrição. Eles também são usados para dar cor e formam uma das bases da medicina tradicional em muitos países.

Para garantir a nutrição dos animais, os insetos são suscetíveis de proporcionar um complemento a outros recursos utilizados como soja e farinha de peixe.

Gabril Tchango, ministro das Florestas do Gabão, elogiou o consumo de insetos que "faz parte da vida cotidiana". Os "cupins grelhados são considerados uma iguaria em nossas florestas", declarou, considerando que os insetos, em todas as categorias, contribuem com cerca de 10% da proteína animal consumida no Gabão.

De acordo com a FAO, "até 2030, mais de 9 bilhões de pessoas vão precisar ser alimentadas, assim como os bilhões de animais criados a cada ano" para atender diversas necessidades, num momento em que "a poluição do solo e da água devido a produção intensiva de animais de pastoreio levam a degradação das florestas".

Outro argumento a favor da criação de insetos é que eles "podem ser colhidos em seu estado natural, cultivados, processados e vendidos pelos mais pobres da sociedade, como as mulheres e agricultores sem-terra. Os insetos podem ser coletados diretamente e facilmente em seu estado natural. Os gastos ou investimentos necessários para a colheita são mínimos".

Da Agência France Presse.

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Vigília verde em Paulista

POSTADO ÀS 07:00 EM 14 DE Maio DE 2013

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